Apesar de Chris Claremont ser a referência quando se fala em roteiristas dos X-Men, muitos escritores o seguiram após seus mais de 17 anos à frente dos títulos mutantes. Quando se fala em escritor ruim – e principalmente dos X-Men, o primeiro nome que vêm é Chuck Austen. Mas ele não é o único ruim. Você vai se surpreender com os nomes que constam na lista que segue.
ATENÇÃO: Os nomes constantes nesta lista se referem apenas à pessoas que escreveram títulos principais dos X-Men, como Uncanny X-Men, Adjectiveless X-Men e Astonishing X-Men. Os títulos periféricos não entram nesta lista.

JEFF LEMIRE
Jeff Lemire, a nova grande estrela dos quadrinhos independentes trazida para os quadrinhos mainstream, que fez Sweet Tooth, Arqueiro Verde e tantas mais séries de sucesso, errou na mão com os X-Men e não agradou. Talvez o problema não fosse apenas dele, mas dos desenhos terríveis de Humberto Ramos. O fato é que a série Extraordinary X-Men dos dois não agradou nem público e nem crítica como poderia ter feito devido ao seu nome como grande estrela dos quadrinhos. Jeff Lemire está aqui nesta lista, como muitos outros autores, muito mais como um caso de grande decepção do que como uma escrita ruim.

JOE CASEY
Quando Grant Morrison foi chamado para escrever um dos títulos dos X-Men, que ficou conhecido como Novos X-Men, Casey foi chamado para o título ao lado, Uncanny X-Men. Enquanto Morrison e Claremont brigavam pelos personagens, Casey ficou com os restolhos. Talvez por isso sua fase ficou tão ruim. Mas não podemos esquecer da prostituta mutante Stacy X e o Rancho X, local de prostituição mutante e a lambidinha que ela deu na orelha do Arcanjo. Citar essa passagem já é o suficiente para mostrar como essa passagem foi malfadada e como estava sem direção nenhuma.

PETER MILLIGAN
Uma das maiores decepções com escritores que eu tive na minha vida foi quando Peter Milligan foi parar na revista X-Men. Ele vinha com uma fase sensacional na equipe X-Force: mutantes superfamosos, controlados pela mídia, filmados 24 horas. Quando foi para a revista dos X-Men, os arcos eram tão insossos e pasteurizados que parecia que o autor estava só emprestando seu nome. Talvez, como falei anteriormente, isso tenha sido resultado de uma má edição que podou tanto o autor que o resultado saiu assim, precário. É durante essa fase que ocorreu a saga Sangue de Apocalipse, que transformou Gambit no Cavaleiro da Morte. Totalmente esquecível.

CHUCK AUSTEN
Este amigo aqui, nós sabemos, é hors concours. Chuck Austen é sinônimo de escritor ruim. Embora tenha gente que goste de suas histórias por elas serem bobas, leves e lembrarem um dramalhão mexicano, esse é realmente o problema de Austen. Suas histórias são rasas e não é isso que o público de X-Men está procurando – embora um dramalhão estilo novela faça bem a qualquer um, mas não só e apenas isso que queremos e precisamos. E olha, que o Chuck Austen durou muito tempo nas revistas X, tendo sido xingado a torto e a direito tanto por fãs como por crítica especializada. Algum arranjo com a Marvel ele tinha. Devia saber algum segredo sujo do Quesada.

WARREN ELLIS
Warren Ellis nos X-Men é um caso emblemático. Parece que, de última hora, precisavam de alguém para o título Astonishing X-Men e resolveram chamar o Warren Ellis. “Vem cá tu, que tem nome e escreve rápido que precisamos de alguém pra esses babacas comprarem a revista” e também “Pode escrever qualquer coisa mesmo. Teu nome já é suficiente mesmo para vender”. E Ellis escreveu qualquer coisa. O primeiro arco, os X-Men estão às voltas com a Caixa Fantasma, uma espécie de Caixa Materna que os leva para diversas realidades e o vilão é Forge, que morre no processo. No segundo, uma batalha com a Ninhada, em que as cores conseguiram estragar os belos desenhos de Phil Jimenez. Por fim, a minissérie Xenogênese, que lidava com bebês alienígenas mutantes. Santa Tartaruga Ninja! O rocambole da vovó é mais delicioso!






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