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Como a essa altura todo mundo já sabe, Transformers: O Despertar das Feras, novo filme da franquia que chega aos cinemas em 2023, será fortemente inspirado em “Beast Wars“, uma animação derivada de Transformers que se tornou bastante popular na década de 1990. No trailer, vemos vários dos personagens da animação, incluindo um queridinho dos fãs, o Cheetor.

Cheetor, como o nome já indica, pode se transformar em uma chita, então velocidade é o seu forte. Sua aparição no teaser já evidencia isso, com ele correndo de igual pra igual com Bumblebee transformado em Camaro. Mas afinal, para aqueles que não o conhecem, o que faz de Cheetor um Transformer tão popular? É sobre isso que vamos falar hoje, em um apanhado sobre o histórico do personagem.

Um jovem impulsivo

Reprodução/Mainframe Entertainmen

Cheetor estreou como parte da linha de brinquedos “Beast Wars”, em 1996. Um membro dos heroicos Maximals, ele se transformou em uma chita, e foi descrito na embalagem do brinquedo como um guerreiro da selva tranquilo e confiante.

Essa caracterização inicial, no entanto, foi descartada pela série animada “Beast Wars”, que reinventou Cheetor com o arquétipo do personagem jovem, impulsivo, arrogante e determinado a provar o seu valor para seu comandante, que nesse caso era o Optimus Primal. Como parte da facção heróica dos Maximals, Cheetor lutava contra os malignos Predacons liderados por Megatron na Terra pré-histórica.

A natureza impetuosa de Cheetor foi o assunto de vários dos primeiros episódios da série, já que que seu desejo de provar que não era apenas um jovem inconsequente, mas sim um guerreiro, o levou a se meter em problemas repetidamente. Mas apesar de receber algumas lições duras, Cheetor nunca perdeu o seu humor e sua atitude jovial ao longo das temporadas.

Transmetal

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Na segunda temporada da série, a exposição a uma onda quântica de energia alienígena atualizou Cheetor para sua forma “Transmetal”, que adicionou jatos de voo ao seu modo bestial. Mais tarde, ele desenvolveria uma paixão por uma Predacon, Blackarachnia, o que causou ainda mais conflitos quando ela se juntou aos Maximals na terceira temporada do programa.

Esta temporada, aliás, trouxe Cheetor mudando mais uma vez, quando ao correr para a ação de forma inconsequente como sempre, ele se viu preso em um experimento Predacon com tecnologia alienígena, sendo transformado em sua monstruosa nova forma de “Transmetal 2”. Essas transformações, como vocês já devem imaginar, aconteciam com certa frequência para que pudessem vender mais brinquedos.

Mas a nova transformação de Cheetor não foi apenas física; depois de vencer os impulsos de seu novo modo bestial, Cheetor saiu da experiência com uma nova personalidade. Ele agora era mais maduro e centrado, bem distante do jovem despreocupado de outrora.

Um Líder

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A história de amadurecimento de Cheetor continuou na sequência da série, “Beast Machines”, na qual ele e os outros Maximals retornaram a Cybertron para libertar o planeta das garras de Megatron.

Os Maximals foram reformatados pelo supercomputador Oracle em corpos tecno-orgânicos, mas quando Optimus Primal passou a confiar demais no computador, seguindo cegamente todas as suas instruções sem questionar, o velho Cheetor ficou frustrado por seu líder ainda tratá-lo como uma criança, e passou a duvidar da capacidade de Optimus de comandar os Maximals. Cheetor chegou até mesmo a se ver obrigado a tomar a liderança, até Optimus finalmente enxergar seus erros e jurar tratar Cheetor com mais respeito.

Beast Machines chegou ao fim com Optimus Primal sacrificando sua vida para libertar Cybertron e passando sua conexão com Oracle para Cheetor, deixando-o como líder dos Maximals nesta nova era de paz.

Além de Beast Wars

Reprodução/IDW

A história dessa nova era foi contada em histórias publicadas pela BotCon. As histórias seguiam Cheetor enquanto ele usava seu link com Oracle para ajudar a frustrar os esquemas do Predacon Cryotek, mais tarde se juntando à guerra tridimensional contra Unicron.

Outros quadrinhos ao longo dos anos trariam um Cheetor mais jovem, em sua forma Cybertroniana antes dos Maximals deixarem Cybertron; e um Cheetor muito mais velho e sábio de séculos no futuro, que dominou sua conexão com Oracle se tornou o líder espiritual de Cybertron, o sábio Alpha Trizer.

Algo curioso sobre Cheetor é que ele é extremamente popular na linha de brinquedos dos Transformers, ganhando mais versões e lançamentos do que qualquer outro personagem de “Beast Wars”. Cheetor ainda retornou às animações em “Transformers: Cyberverse”, onde atua como o misterioso guardião do AllSpark na Terra, que fornece a Optimus Prime e Megatron suas novas formas de “Spark Armor”.

Considerando sua popularidade com os fãs, especialmente com as crianças ao longo dos anos, é certo que Cheetor vai chamar muita atenção em Transformers: O Despertar das Feras, talvez até mesmo com algum parceria com outro Transformer amarelo muito querido, o Bumblebee, já que os dois aparecem juntos no trailer.

Leia mais sobre Transformers: O Despertar das Feras

Voltando à ação e ao espetáculo que capturou pela primeira vez os espectadores ao redor do mundo 14 anos atrás com o Transformers original, Transformers: O Despertar das Feras levará o público à uma aventura pelo mundo, ambientada nos anos 90, e apresentará os Maximals, Predacons e Terrorcons à batalha existente na Terra entre Autobots e Decepticons.

Steven Caple Jr. (Creed II) cuida da direção, enquanto Anthony Ramos (Em Um Bairro de Nova York) e Dominique Fishback (Judas e o Messias Negro) estrelam.

Transformers: O Despertar das Feras está agendado para 9 de junho de 2023, e será responsável por dar início a uma nova trilogia de filmes da franquia.



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