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Cyberpunk 2077 vai ser um jogo massivo. A CD Projekt Red, desenvolvedora do aclamado The Witcher 3: Wild Hunt, promete entregar uma experiência altamente imersiva em primeira pessoa na cidade de Night City, algo que poderemos comprovar no dia 19 de novembro, que é quando o jogo estará disponível.
Mas enquanto isso, vamos relembrar aqui tudo que já sabemos sobre o projeto.
História
A história mostra o protagonista V em busca do “chip da imortalidade”. No prólogo, vemos V e seu parceiro Jackie Welles tendo que roubá-lo da Arasaka Corporation, mas as coisas dão errado e V é traído e aparentemente morto. Porém, ele não está realmente morto e ainda por cima, o lendário rockstar Johnny Silverhand (interpretado por Keanu Reeves) passa a meio que “assombrá-lo”. O chip da imortalidade está aparentemente mantendo V vivo, mas por que e para quê? E por que Johnny quer incendiar Night City? Várias perguntas devem ser respondidas.
Lifepaths
Três diferentes Caminhos de Vida, ou Lifepaths, estão disponíveis desde o início, fornecendo um background, ponto de partida e prólogo diferentes para V. São eles Nômade, Corporativo e Garoto de Rua, cada um fornecendo sua parcela de mudanças para escolhas de diálogo e missões. Nômade traz V começando em Badlands e se aventurando em Night City depois que sua família morre. Garoto de Rua tem V como alguém que está retornando para sua cidade e se envolvendo com diferentes gangues, após um roubo de carro que deu errado. Já o V Corporativo trabalha na Arasaka Corporation como agente de contra-inteligência e recebe um pedido de dispensa de outro funcionário (que também dá errado, obviamente). Todos esses caminhos estarão ligados ao encontro com Johnny Silverhand, mas fornecerão um sabor mais distinto a cada gameplay.
Criação de Personagem
Além dos Lifepaths, um amplo conjunto de criação de personagem está disponível para personalizar o seu próprio V. Essa personalização cobre estatísticas, cyberware, habilidades e vantagens, mas há muitas (muitas mesmo) opções cosméticas. Você pode escolher entre diferentes conjuntos de rostos, estilos de cabelo, olhos, narizes, maxilares, orelhas e bocas; modificar maquiagem, cicatrizes, piercings e roupas; adicionar tatuagens, além de vozes e tipos de corpos diferentes (junto com outras modificações mais explícitas, que envolvem até mesmo genitais). Se você que ser um elegante Street Samurai ou praticamente um ciborgue repleto de implantes, a escolha é sua.
Perspectiva em primeira pessoa
Devido a todas as inúmeras opções de criação de personagens disponíveis, ainda é surpreendente para muitos que Cyberpunk 2077 seja um jogo em primeira pessoa. O líder de comunidade da CD Projekt Red, Marcin Momot, declarou que a decisão de fazer o jogo em primeira pessoa é algo que beneficiará muito a imersão “do ponto de vista da jogabilidade e da narrativa”. Embora a perspectiva de terceira pessoa apareça ocasionalmente, em algumas cutscenes e durante a condução de veículos. V também estará visível no menu de inventário e ao olhar para os espelhos.
Night City
O mundo do Cyberpunk 2077 é praticamente um personagem, de tão vivo. Night City é totalmente independente do resto do país, e sua principal atração são os seis distritos – Heywood, Pacifica, Westbrook, City Center, Watson e Santa Domingo – que são subdivididos em 16 subdistritos. Cada distrito tem seu próprio estilo, história e gangues distintas que o dominam. City Center é o centro exuberante que serve de local para várias megacorporações. Enquanto isso, Pacifica deveria ser um resort de férias, mas o projeto foi abandonado por falta de investimento e agora abriga todos os tipos de crimes. Há também Badlands, localizada fora de Night City, e que apresenta forte poluição e onde os Nômades habitam.
Gangues e Megacorporações
Com todo o crime que ocorre em Night City, V enfrentará uma infinidade de gangues diferentes, como os Voodoo Boys, que estão intimamente ligados nas profundezas da internet, hackeando dados e informações, e os Maelstrom, extremistas quando o assunto envolve implantes cibernéticos, e tentando se tornar mais máquina do humano.
Além disso, temos as megacorporações, que são onipresentes em Cyberpunk 2077, possuindo e controlando tudo. Até agora, tivemos conhecimento apenas sobre a Arakasa, que é praticamente a dona de Night City. No entanto, existem ainda outras, como a Psycho Squad, a Trauma Team International e Kang Tao. Todas devem ter alguma importância no jogo, em maior ou menor escala.
Companions e Romances
Jackie Welles apareceu bastante como companion de V, mas haverá outros que podem preencher esse papel. O designer de Missões, Philipp Weber, disse em uma sessão de perguntas e respostas com os desenvolvedores que haveria vários companions diferentes ao longo do jogo. Além de acompanhar V em diferentes missões, eles também desempenharão papéis importantes na história. Curiosamente, alguns desses personagens podem se tornar amigos ou inimigos dependendo de suas escolhas.
E embora a CD Projekt RED não tenha dito explicitamente como os romances funcionarão, o designer de missões Pawel Sasko disse ao GameSpot em agosto de 2019 que encontrar personagens cujos objetivos se alinham com os de V “pode despertar o interesse do lado do NPC” (dependendo das decisões tomadas, claro). Eles não vão se apaixonar por você imediatamente e alguns podem até optar por ser apenas amigos. Sasko também observou que, “as escolhas dos jogadores definem quantos relacionamentos V terá – mas algumas preferências são impossíveis de mudar, quase como na vida real. Acreditamos que este é um dos principais fatores que fazem os personagens parecerem genuínos, naturais e reais. Prestamos muita atenção aos personagens da história, pois são os principais pilares da trama.”
Diálogos ramificados e Missões
Cada escolha tem uma consequência, mas mesmo conversas simples terão uma gama de opções para os jogadores, sejam as escolhas de diálogo usuais ou linhas específicas com base em seu Lifepath, estatísticas e assim por diante. Durante a demonstração do ano passado, que mostrou V pegando um trabalho para os Voodoo Boys, é possível conectar com sucesso a gangue à rede do Netwatch ou suspeitar deles em favor da Netwatch, o que abre ainda mais opções. Diferentes Lifepaths também terão algum conteúdo exclusivo para eles, embora a CD Projekt RED não tenha divulgado muito sobre isso.
Tamanho da Missão principal
A missão principal em Cyberpunk 2077 será mais curta. Isso não significa necessariamente que terá menos conteúdo em geral, mas deve levar menos tempo para ver a conclusão da história principal de V. Na verdade, você pode até mesmo terminar o jogo sem sequer completar a missão principal. O designer-chefe de missões, Pawel Sasko, descreveu a história de Teia de Aranha como “o enredo principal conta com diferentes subtramas em torno dele, que podem ser acionadas de várias maneiras. Esses subenredos nos permitem fazer algo que nunca fizemos antes – eles mudam o enredo principal do jogo e estão fazendo isso de tal maneira que você pode nem mesmo terminar o enredo principal, mas ainda assim terminar o jogo e obter um epílogo diferente daquele do jogador com um Lifepath diferente que fez escolhas diferentes, conheceu personagens diferentes e formou relacionamentos com eles.” Portanto, ainda mais variedade está reservada para os jogadores que optam por fazer seu próprio caminho.
“Game Over” e falha da missão
Se V for morto, uma tela de Game Over aparecerá. Porém, esse é o único momento em que isso acontece. Não importa o quanto uma missão tenha falhado ou quem morre nela como resultado, a história continuará. Se você falhar em uma missão, o mundo do jogo simplesmente irá reagir de acordo e se readequar totalmente de acordo com os resultados daquele evento.
Múltiplos Finais
Como já era esperado, o jogo terá vários finais. Com o número de escolhas, NPCs e Lifepaths, isso já era algo certo. Quão diferentes serão cada um dos finais, é algo que só saberemos jogando. É suficiente dizer, porém, que haverá muitos motivos para rejogar Cyberpunk 2077 por meses, caso queiram experimentar todos os caminhos possíveis.