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As discussões sobre o polêmico uso da IA em Hollywood não parecem válidas para George Miller, o lendário diretor da franquia Mad Max que, para a surpresa dos fãs, acredita que a ferramenta pode beneficiar.
Enquanto a maioria teme pelo futuro do mercado cinematográfico, em declaração ao The Guardian, o cineasta argumentou que a arte “precisa evoluir”, dizendo:
“Essa mudança gerou muita polêmica – alguns argumentavam que os verdadeiros artistas deveriam se comprometer com a chegada da IA, outros abraçaram a flexibilidade que ela oferece. Um debate semelhante se desenrolou em meados do século 19 com o advento da fotografia. A arte precisa evoluir. Enquanto a fotografia assumiu sua própria forma, a pintura encontrou novas formas de continuar. Ambas mudaram, mas ambas perduraram. A arte mudou.”
Para Miller, a chegada da Inteligência Artificial pode beneficiar o mercado de filmes e séries:
“Ela tornará a narrativa cinematográfica acessível a qualquer pessoa que tenha vocação para isso. Conheço crianças que ainda não são adolescentes usando IA. Elas não precisam arrecadar dinheiro. Mas elas estão fazendo filmes – ou pelo menos montando sequências. […] Como cineasta, sempre fui movido pelas ferramentas. E esta veio para ficar e mudar as coisas. O equilíbrio entre a criatividade humana e a capacidade das máquinas é o que gera debate e a ansiedade.”
O último filme do diretor, Furiosa: Uma Saga Mad Max, arrecadou cerca de US$ 174.3 milhões mundialmente, apresentando Anya Taylor-Joy como a versão jovem da icônica personagem homônima.
O longa-metragem segue disponível na HBO Max junto ao restante da franquia.
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Fonte: Variety.






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