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O diretor Todd Haynes confirmou que, originalmente, USS Callister: Into Infinity foi planejado como uma série independente na Netflix.
No entanto, acabou sendo utilizado na sétima temporada de Black Mirror.
“Olha, eu estava falando sobre isso (USS Callister: Into Infinity) assim que terminamos o primeiro. Eu disse para Charlie (Brooker, criador): ‘Nós fizemos o melhor piloto de ficção científica para uma série que não existe. Nós meio que fizemos um piloto disfarçado, por que não vamos direto para uma série?’ E ele disse: ‘Ah, sabe, as pessoas já falaram comigo antes sobre fazer spin-offs de episódios e nunca quis fazer isso. Gosto de ideias novas.’ Mas, eu e Louise Sutton, que produziu aquele, continuamos tendo ideias e importunando Charlie,” disse ao The Hollywood Reporter.
“Charlie gosta de criar suas próprias coisas, porque é um gênio. Mas, acho que, por nós o importunarmos, ele rapidamente viu o escopo do que poderia ser feito e começou a trabalhar nisso. Acho que falaram comigo pela primeira vez sobre fazer uma temporada de Callister quando eu estava fazendo Andor. Essa foi a primeira vez que meio que se tornou real, há uns cinco anos. Então sim, este foi um projeto longo! Essa foi uma ótima ligação para receber,” acrescentou.
“Eu estava bastante ocupado com Star Wars, então disse que quando se tornasse real para me avisarem. Demorou muito tempo novamente até a próxima ligação. Sempre houve uma conversa sobre fazê-lo, e então, quando terminei Andor, voltei a trabalhar com Charlie (para dirigir) Demon 79 (se trata do episódio ‘Red Mirror’ da sexta temporada). Foi um prazer colaborar novamente em um roteiro tão fantástico. Fiquei muito orgulhoso daquele filme, e estávamos constantemente falando sobre a série Callister. Foi aí que ele começou a trabalhar com Jessica (Rhoades, produtora executiva da sétima temporada) que também impulsionou muito isso. Ela é uma produtora incrível que acelerou as coisas com os roteiristas e atores. De repente, parecia que seria o próximo projeto, e isso foi muito emocionante.”
Infelizmente, as greves em Hollywood impactaram negativamente.
“Tudo desmoronou! Estávamos literalmente prestes a começar aquilo que seria uma série de Callister. E a partir disso, Jessica usou aquele tempo, sabendo da disponibilidade limitada de todos, para descobrir: ‘Como fazemos isso acontecer de uma forma que consiga trazer todos de volta?’ E acabou se tornando um único filme.”
“Foitotalmente explorado como uma série independente. Estávamos falando sobre o número de episódios, quantos eu poderia dirigir… Foi totalmente concebido como uma minissérie. Charlie tinha começado o roteiro, não sei o quanto, mas essa era a ideia em um ponto. Com Into Infinity, acho que temos algo maior e melhor. Ressurgiu como uma sequência, e acho que é assim que deveria ser,” concluiu.
Já disponível na Netflix, a sétima temporada de Black Mirror traz seis episódios inéditos, seguindo a tradição das anteriores.
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Fonte: THR






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