
Reaper of Souls já foi anunciado e confirmou a tão esperada expansão de Diablo III para 2014. Porém a chegada desta expansão não é uma surpresa: com o constante adiamento do modo PVP, ficava evidente que o combate não funcionaria com o atual estado do jogo, seria necessário mais que um patch, a expansão é a única solução capaz de trazer as mudanças requeridas para isso.
Lembrando os problemas do passado…
No começo, a casa de leilões não parecia que iria gerar tanto ódio, afinal, todos nós conhecemos o mercado negro, existente no Diablo 2, além disso, parecia justo que cada jogador decidisse quanto valia a peça que ele acabou de dropar. O problema é que com a casualidade do sistema de loot, combinado com os 5 atributos aleatórios e decisivos para saber se aquele item seria mesmo adequado para as nossas classes ou builds, era simplesmente mais inteligente farmar ouro e comprar um item necessário no Leilão, do que esperar que ele dropasse de um monstro. Não acha?
Claro, toda essa aleatoriedade no design servia para que os jogadores usassem a Casa de Leilões, mas a diferença era MUITO grande, o que acabava desencorajando as chamadas “loot runs”, o coração de um jogo deste tipo. Mas as coisas estão bem diferentes hoje, os atributos fixos atenuaram o problema, os níveis Paragon trouxeram motivos para continuar a progredir, e os monster levels trouxeram flexibilidade à dificuldade, para existisse conteúdo legal para os que gostam de sofrer e para os mais casuais. Se acham que o jogo é fácil, tentem jogar o modo inferno Monster Level 10.
Ok, mas e Reaper of Souls?
Mesmo você que nunca jogou e vai aproveitar e jogar agora no console, sabe que Diablo foi mais uma vez derrotado no final do jogo e a sua essência “descansa” agora no interior da Pedra Negra das Almas (isso ficou meio que claro no trailer da nova expansão). Como vimos no trailer também, Tyrael decide esconder a pedra maligna longe dos olhares de humanos, anjos e demônios, mas quando pensava que tudo estava pronto para o início de uma era de paz, surge um “capuz” conhecido, o desaparecido Malthael, ex-Arcanjo da Sabedoria e agora o Ceifador de Almas ou Aspecto da morte.
Do ponto de vista da Lore, a expansão levanta várias questões interessantes, visto que, apesar de Tyrael não ser mais o Arcanjo da Justiça, no trailer ele ainda carrega a El’Druin, a espada da justiça, que ao trespassar Malthael não lhe provoca quaisquer danos. Isto não é um mero acaso, El’Druin julga as intenções dos seus inimigos, e apenas fere aqueles cujas intenções são injustas, ou seja, aparentemente as intenções de Malthael em eliminar os humanos para terminar o conflito eterno, são justificadas. Não se sabe ao certo quais são os planos de Malthael para a Pedra das Almas, mas é provável que Diablo possa retornar no final dessa história, principalmente considerando que o inferno está um caos sem seus chefes andando por lá.
A expansão vai adicionar o Ato V, que em termos de tamanho vai ser semelhante ao ato III, passando quase todo o tempo em Westmarch, e trazendo uma nova cidade The Survivor’s Enclave. Existirão transições sem loading entre áreas interiores e exteriores, todas as zonas exteriores serão geradas aleatoriamente e terá um tom mais sombrio que o resto do jogo. Isto no que sabemos que a história principal diz respeito, porque a maior parte do conteúdo adicionado será voltado para o chamado “end game”.
É curioso porque esta sempre foi uma reivindicação dos jogadores, como se quisessem que Diablo 3 se transformasse em um MMO. A primeira coisa podemos falar é o aumento do nível máximo para 70, com novas habilidades passivas, runas e habilidades para todas as classes. Trará uma nova classe, o Cruzado, que se assemelha ao Paladino do Diablo 2, mas que em termos práticos é como uma mistura entre o Bárbaro e o Monge do Diablo 3, mas desenhado para ser um “Personagem de alcance médio”.
Qual sua opinião sobre isso tudo?