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A Netflix desistiu de comprar a Warner. As redes de cinema, que estavam preocupadas que a gigante do streaming tirasse um dos mais tradicionais estúdios dos Estados Unidos do mercado cinematográfico, estão mais tranquilas, correto? Errado! Elas seguem contra a venda da Warner Bros. Discovery e vão tentar barrar a fusão com a Paramount.
A associação comercial Cinema United solicitará aos legisladores do Capitólio, ao Departamento de Justiça dos EUA e aos estados que interrompam o negócio, por temerem ficar reféns de um único cara poderoso no mercado — no caso, David Ellison.
“Se a Paramount ou outro grande estúdio acabar substituindo a Netflix como comprador, nossas preocupações não diminuem”, afirmou a Cinema United em comunicado. “Uma combinação entre Paramount e Warner Bros., por exemplo, consolidaria até 40% da bilheteria doméstica anual nas mãos de um único estúdio dominante.”
Os líderes da associação, inclusive, não acreditam na promessa de Ellison de lançar 30 filmes por ano. A ideia é usar o tema do encolhimento do mercado como cartada principal ao tentar impedir o “matrimônio” entre Paramount e Warner.
A última oferta da Paramount inclui um valor de compra de US$ 31 por ação pago integralmente em dinheiro. O pacote financeiro também prevê uma taxa diária adicional de US$ 0,25 por trimestre a partir de 30 de setembro de 2026.
O novo acordo estabelece o pagamento da multa rescisória de US$ 2,8 bilhões que a Warner deve à Netflix. Além disso, há uma taxa regulatória de rescisão estipulada em US$ 7 bilhões caso a nova transação seja barrada por órgãos competentes.
A ideia da Paramount é, após a compra, se fundir completamente com a Warner. As duas empresas vão virar uma só, caso o negócio seja aprovado.
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Fonte: The Hollywood Reporter






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