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Werwulf não seguirá os caminhos tradicionais das histórias sobre lobisomens no cinema. Robert Eggers confirmou que a abordagem passará longe dos estereótipos visuais e narrativos exaustivamente repetidos pelo subgênero focado nessas criaturas.

Em entrevista concedida à Esquire, o diretor e roteirista detalhou a sua linha de pensamento para a execução do projeto. O foco da equipe consistiu em buscar a verdadeira essência da criatura, descartando as convenções padronizadas pela cultura pop ao longo das décadas.

“Afastando-se das influências e mitologias que têm ou não a ver com o filme, o interessante em revisitar o passado é que você pode, de certa forma, apertar um botão de reset. Assim, todos os clichês de mordidas de lobisomem, balas de prata e muitas outras coisas que se tornaram quase caricatas não existem na mitologia deste filme”, disse o cineasta. “Portanto, você não precisa ter assistido a O Lobisomem de Lon Cheney Jr. ou Um Lobisomem Americano em Londres para entender o que está acontecendo aqui.”

A estratégia adotada reforça o estilo de trabalho característico do diretor na condução de suas tramas de terror. A nova proposta busca entregar uma experiência visceral, enraizada em elementos folclóricos muito mais sombrios e próximos da sua origem histórica.

O elenco é estrelado por Aaron Taylor-Johnson, Lily-Rose Depp e Willem Dafoe, com todos os três também tendo aparecido no terror mais recente de Robert Eggers, o remake de Nosferatu, lançado em 2024.

A trama de Werwulf é situada na Inglaterra do século XIII, acompanhando um fazendeiro (Taylor-Johnson) que é amaldiçoado e luta para encontrar uma salvação ao se transformar em uma criatura bestial.

No Brasil, Werwulf chegará aos cinemas em 21 de janeiro de 2027.

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