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Em entrevista ao IGN, Guillermo del Toro revelou sua teoria para explicar por que a Marvel Studios não conseguiu seguir adiante com Blade, estrelado pelo vencedor do Oscar Mahershala Ali.

O cineasta não colocou a culpa em Kevin Feige (como feito pelo próprio Ali recentemente). Na realidade, um dos principais obstáculos está no enorme peso deixado por Wesley Snipes.

“Estou dizendo isso, e falo sério porque eu sei: 50% da ‘essência de Blade’ na franquia original vem do Wesley Snipes. Ele não é o ator mais fácil de lidar, certo? Mas toda vez que ele ficava diante das lentes, eu dizia: ‘Isso é uma estrela de cinema’.”

Para quem não se lembra, del Toro comandou Blade II, e relembrou uma situação durante a produção, quando apresentou a Snipes uma arma criada especialmente para a história.

“Por exemplo, mostrei a ele uma arma que projetamos, simplesmente linda, [Dieter] Reinhardt, que Ron Perlman acaba usando, com uma lâmina na frente. Ele olhou e disse: ‘Não serve para o Blade. Arma legal, mas não para o Blade.’ E eu respondi: ‘Por quê?’. E ele: ‘Porque Blade é a arma. Eu não quero os brinquedos. Eu quero o homem. O homem é um cara perigoso. Você me dá brinquedos demais, e isso vira o Batmóvel e o cinto do Batman. Isso não é Blade’. E foi quando pensei: ‘Ah, esse cara entende’.”

Brincando, del Toro acrescentou que Snipes talvez represente “100%” da essência do anti-herói. O ator retornou ao papel para uma participação especial em Deadpool & Wolverine.

Por fim, aproveitou para elogiar Stephen Norrington, diretor do longa-metragem original, que teve um papel fundamental na transformação do cinema de super-heróis.

“Toda vez que [Snipes] aterrissava, toda vez que virava, ele era um personagem de quadrinhos do Neil Adams. E ele tem naturalmente esse tipo de aparência de história em quadrinhos. Acho que o original, do Stephen, mudou a história dos filmes de quadrinhos para mim, ponto final. Porque, antes disso, você tinha a beleza e esse tipo de integridade de Superman, de Richard Donner, ou tinha a excentricidade de Batman, de Tim Burton. Mas isso foi o que trouxe a atitude, o estilo, a ousadia. Sem o Blade, não acho que existiria Matrix. Não acho que existiria X-Men. O que eles fizeram foi monumental. E então, herdei isso e fiquei completamente, e irresponsavelmente, feliz com a oportunidade.”

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Apesar das várias mudanças no roteiro, a ideia era mostrar o Caçador de Vampiros enfrentando Lillith, interpretada por Mia Goth.

Fonte: IGN



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