
No fim da década de 1980, George R.R. Martin – o escritor que ainda viria a produzir As Crônicas de Gelo e Fogo – reuniu os colegas de RPG e resolveu que eles deveriam levar suas invenções de jogo para a literatura. Foi a gênese de Wild Cards.
Mais de vinte livros depois, Martin e companhia compartilham um universo de super-heróis revelado a partir de vários contos. Roger Zelazny, Melinda Snodgrass, Paul Cornell e Chris Claremont estão entre as dezenas de colaboradores.
A trama se dá em torno de um vírus alienígena que assola Nova York em 1946, logo após a Segunda Guerra Mundial. Enquanto 90% dos infectados morrem, os restantes ou viram seres deformados ou, numa parcela bem menor, ganham superpoderes. As histórias vão até os dias de hoje, mostrando o impacto de superpoderes na história e com os personagens envelhecendo em tempo real.
A série chega no Brasil pela editora LeYa, que convidou o escritor Raphael Draccon (Dragões de Éter) para fazer a seleção de histórias entre as várias que já compõem a série original. George R.R. Martin é creditado como editor da coleção, e atualmente contribui pouco como autor.
Não é a primeira vez que a série aparece no Brasil. A versão em quadrinhos de Wild Cards saiu aqui como Cartas Selvagens no início da década de 1990 pela editora Globo. Por falar em versões, há planos de levar a série ao cinema – mesmo que não se tenha tido avanços na produção desde 2011.
Wild Cards Livro 1: O Começo de Tudo tem 480 páginas e preço sugerido de R$ 44,90.




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