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Depois de Dungeon Meshi e Frieren e a Jornada Para o Além, restava apenas um título do “Big Three” dos mangás de fantasias a receber adaptação em anime, Witch Hat Atelier. Adaptar o aclamado mangá de Kamome Shirahama não é uma missão fácil, mas a equipe do BUG Films aceitou o desafio. O estúdio havia mostrado um bom trabalho com o anime de Zom 100: Bucket List of the Dead, no entanto, o atraso em alguns episódios deixou os fãs com um pé atrás. Após adiamentos, Witch Hat Atelier está finalmente chegando na Temporada de Abril de 2026 e pudemos conferir os dois primeiros episódios do anime por cortesia da Crunchyroll.

Coco e reflexo de seu passado em cena de Witch Hat Atelier
©Kamome Shirahama/KODANSHA/ Witch Hat Atelier Committee

Um astronauta, um atleta, um idol já nascem predestinados? E quanto a um bruxo? É com essa pergunta que adentramos na história de Coco, a garota que depois de um encontro com um bruxo misterioso que lhe vendeu um livro de figuras e uma varinha quando mais nova, passou a ser obcecada por magia. O que ela mais deseja é se tornar uma bruxa. Porém, nesse mundo, apenas aqueles que nascem com o dom da magia podem ser bruxos. Ou pelo menos era o que Coco pensava… Quando o bruxo Qifrey visita o vilarejo onde ela vive, Coco acaba descobrindo o grande segredo dos bruxos. Depois disso, ela é levada por Qifrey ao seu ateliê, onde irá estudar magia como sua aprendiz.

Coco e Burshbuddy em cena de Witch Hat Atelier
©Kamome Shirahama/KODANSHA/ Witch Hat Atelier Committee

Um dos pontos mais criativos da trama é o sistema de magia e seu didatismo não se torna cansativo, pois o público vai fazendo as descobertas junto com a Coco. É parte da jornada de amadurecimento da personagem aprender que não existe apenas magias com boas intenções, mas também os feitiços proibidos, ou as responsabilidades que os bruxos carregam com tais poderes. Navegar por esse universo novo acaba despertando inseguranças na garota e é então que Qifrey, com seu jeito gentil e acolhedor, passa a ser fundamental para orientá-la a encontrar o tipo de bruxa que quer se tornar.

Coco e Qifrey em Witch Hat Atelier
©Kamome Shirahama/KODANSHA/ Witch Hat Atelier Committee

A dinâmica de mestre e aprendiz que é um dos pilares da série ganha foco logo no primeiro episódio. A escolha dos dubladores dos protagonistas na versão japonesa é parte fundamental dessa construção. A escalação da novata Rena Motomura na voz de Coco é um grande acerto. A atriz transmite todo o encanto e inocência da jovem, além de mostrar versatilidade navegando pela variedade de emoções que a personagem passa pelos dois primeiros episódios, entregando performance marcante nos momentos de mais intensidade.

Natsuki Hanae, conhecido por dublar Tanjiro em Demon Slayer e Okarun em DAN DA DAN, também apresenta um ótimo desempenho na voz de um personagem mais maduro e centrado do que os protagonistas pelos quais ficou famoso por interpretar. Ele transmite habilmente não só a leveza do personagem, mas também seu lado misterioso. Afinal, Qifrey é mais do que um bruxo vagante ou um mestre. Ele também está em sua própria jornada.

Qifrey em Witch Hat Atelier
©Kamome Shirahama/KODANSHA/ Witch Hat Atelier Committee

A qualidade da animação impressiona e, sim, é a mesma que foi mostrada nos trailers e vídeos promocionais, com uma consistência surpreendente ao longo dos dois episódios em movimentos bem fluidos e naturalistas. Não seria viável reproduzir cada aspecto do detalhado traço de Kamome Shirahama, mesmo assim, os cenários estão apresentam uma boa variedade de detalhes para os padrões de anime.

Sob direção de Ayumu Watanabe, a equipe ainda explorou outros elementos para dar vida a esse universo, desde o contraste entre luz e sombras realçado nas cenas em que a magia é usada, com o brilho a vibração e os reflexos das luzes tornando esses momentos especiais; até a ampla gama de texturas mostradas nos tecidos, nos alimentos, nos elementos da natureza… Tais recursos foram aplicados não somente para enfatizar o caráter fascinante da magia, mas também para encontrar a magia escondida nas coisas do cotidiano.

Coco em Witch Hat Atelier
©Kamome Shirahama/KODANSHA/ Witch Hat Atelier Committee

Também tendo destaque na ambientação está a trilha musical da compositora Yuka Kitamura, conhecida por seu trabalho nas trilhas de jogos da FromSoftware, incluindo Elden Ring, Dark Souls e Sekiro. As faixas suaves e nostálgicas evocam a atmosfera clássica de fantasia, mas se intensificam nas cenas em que Coco surge maravilhada ou nos momentos mais emotivos, potencializando a imersão do público.

Em uma estreia encantadora, envolvente e de encher os olhos, Witch Hat Atelier mostrou ser uma adaptação que faz jus ao mangá, o que por si só já é um grande feito. Se a produção mantiver o alto nível de qualidade nos episódios seguintes, o anime tem tudo para ser o grande destaque da temporada.

Leia mais sobre Witch Hat Atelier:

Witch Hat Atelier estreia na Crunchyroll em 6 de abril. A plataforma já confirmou que o anime receberá dublagem em português.



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