
Os peritos em segurança dizem que as redes de jogo como o Xbox Live e a PSN, estão no topo da lista de potenciais alvos para uma nova geração de ataques que devem começar no Natal
“Do ponto de vista de um hacker, que quer atacar este tipo de redes, faz todo o sentido do mundo fazê-lo durante esta época do ano, quando os serviços de jogo estão mais ocupados e um assalto pode ter mais sucesso e repercussão,” comentou Igal Zeifman, analista perito em segurança da Imperva.
Ao que tudo indica, a nova arma usada por estes grupos de hackers será um bot malware chamado Mirai, que é bastante perigoso dada a sua facilidade em adaptar-se a vários dispositivos e requisitos. O Mirai aproveita-se das vulnerabilidades da chamada “Internet das coisas” como as webcams e gravadores de vídeo digital para criar redes de grande tamanho que poderão ser usadas para despoletarem os chamados ataques de negação de serviço (DDoS) e que fazem com que os serviços online colapsem.
Este tipo de ataques DDoS fizeram com que o Xbox Live e a PSN estivessem indisponíveis durante alguns dias no fatídico Natal de 2014. Os ataques atingiram também jogos individuais como foi o caso de Destiny e World of Warcraft.
“As companhias de jogos dependem da disponibilidade do serviço, e por isso se tivermos um ataque deste tipo de novo no Natal, acaba por ser um pesadelo para a fidelização dos clientes e reputação da marca. E sem contarmos com as inúmeras perdas econômicas que isso poderá causar nesse período,” explicou Sean Newman da Corero Network Security.
“As companhias de jogos serão, virtualmente, alvos. A não ser que melhorem o seu hardware de proteção contra a nova geração de ataques DDoS estarão em sério perigo, pois o que possuem atualmente não tem capacidade, inteligência e reação, para lidar com os assaltos dos dias de hoje,” comentou Newman.
Sean Sullivan da F-Secure, acredita que a Microsoft teve de alguma forma mais sucesso do que a Sony ao saber contornar melhor a situação. “A melhor medida de sucesso neste tipo de casos é avaliar a capacidade que se tem quando é necessário colocar o serviço a voltar a funcionar normalmente. Foi aqui que a Microsoft triunfou em 2014 e a Sony fracassou,” acrescentou.




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