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Início de Salt and Sanctuary

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Depois de um action/rpg, um grand strategy e um metroidvânia, decidi jogar um jogo de ação e tiro em terceira pessoa. O jogo Máfia sempre me chamou a atenção. E com o iminente lançamento do terceiro título da série (que eu provavelmente demorarei de jogar por motivos monetários), imaginei que jogar Máfia II aqui nesta coluna pouco movimentada poderia trazer um pouco de atenção.

No entanto, eu meio que me arrependi de ter comprado Máfia II só pra jogar por agora. Mesmo que tenha me custado míseros 10 reais.

Veja bem, o jogo não é um jogo ruim. É bem feito, não tem nenhuma falha gritante, tem uma história interessante, mecânicas consistentes… mas ainda assim não consegue passar de razoável. E num mundo onde são lançados todos os dias jogos interessantes, enxergo jogos medianos como perda de tempo (o que mostra o quão ferrado estou, já que tenho jogos muito piores do que Máfia II na minha biblioteca da Steam).
O jogo começa bem. Mostra rapidamente a infância do protagonista Vito Scalleta e da chegada dele e de sua família de imigrantes á cidade americana de Empire Bay (baseada em Nova York e Chicago). Nas cutscenes inicais é possível ver as condições de pobreza que a família Scalleta encontra, e então os primeiros atos criminosos de Vito, que rouba uma joalheria junto a um amigo. Vito, no entanto, é pego por policiais e enviado para combater na segunda guerra mundial, já que os americanos precisavam de soldados que soubessem falar italiano para atuar no front da Itália.

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E é na segunda guerra mundial que o tutorial do jogo começa. Um ponto bem interessante para começar a explicar ao jogador os controles do combate do jogo. Neste ponto, Máfia traz um início muito bem feito, que ensina os comandos básicos e como lidar com os tiroteios sem precisar ficar explicando passo a passo de forma tediosa. Vai direto para a ação e consegue dar sequências legais.

Mas não é o pano de fundo da Segunda Guerra que importa à Máfia II. Vito Scalleta logo volta para os Estados Unidos de licença devido aos ferimentos que recebeu em combate e seu velho amigo, Joe Barbaro arranja para que ele receba um documento falsificado que sirva para lhe dispensar do resto da guerra. E é recuperando este contato que Scalleta começa novamente a entrar na vida do crime. Desta vez indo um pouco mais a fundo nos negócios escusos.

Eu até estou curtindo a história do jogo a partir daí. Mas no fim das contas ele não me deixa de parecer um GTA menos trabalhado. Por mais que o jogo se esforce, Vito Scalleta não me passa muita personalidade, e até mesmo a dublagem dele não parece tão boa quanto dos outros.

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Seguindo as indicações de Joe Barbaro, o personagem já passou por roubos de carro, intimidação de estivadores no porto e outras coisas típicas de criminosos em início de carreira. Pouco a pouco, os dois estão subindo na hierarquia criminosa, contudo. Vito e Joe começaram a fazer trabalhos para um sujeito arrumadinho que parece ser membro de uma das máfias importantes da região. No momento, já fiz dois trabalhos para esse cara. Roubar umas estampas de combustível de um prédio do governo – missão muito chata pois envolveu correr pela cidade indo em postos de gasolina antes do tempo acabar – e então roubar uma joalheria.

A parte da joalheria foi muito boa, com momentos de perseguição, fuga tiroteio. Mas rodar pela cidade indo de posto em posto de gasolina não foi legal e eu devo ter perdido a missão umas 15 vezes porque sempre acabava batendo em um carro da polícia ou morrendo porque atingi algum poste inquebrável em alta velocidade.

Em todo caso, a história parece estar pouco a pouco melhorando e tomando o ritmo. Mas no momento tenho achado tudo meio apressado demais. Houve poucas interações entre Vito e a família dele – sua mãe e sua irmã que vivem na pobreza – embora tenho certeza que elas serão elementos importantes mais adiante no jogo.

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Acho que o que me incomoda um pouco é que a história está bem linear. Não tem missões paralelas e não tem basicamente nada para se fazer na cidade que não seja a história principal. Empire Bay é bem delineada, com todo o estilo e charme de sua época, mas de forma algum ela é tão viva quantos as cidades de GTA a partir do Vice City. Essa deficiência de Máfia II faz com que o jogo toda pareça um pouco artificial para mim. Mesmo que o combate seja sólido e a direção dos veículos em geral tão boa quanto a de GTA.

No momento, Máfia II ainda não está parecendo um jogo sobre a máfia italiana, apesar dos personagens italianos. Me faz pensar que era melhor eu ter escolhido jogar GTA IV. Vamos ver se minha opinião muda com o tempo.

Alguns dados:
Total de horas de Máfia I: 4
Total de horas do Zerando Minha Steam: 110
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 3
Jogos que faltam ser zerados: 266 (percebam que a quantidade de jogos que falto zerar aumentou. Culpa da Summer Sale)

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