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Início de I Am Setsuna

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Eu avancei pouco em I Am Setsuna e I Am Setsuna também parece ter avançado pouco nele mesmo. Não aconteceu nada muito digno de nota na história. Ou pelo menos nada que saísse dos trilhos um pouco entediantes que o jogo traz. Eu cheguei em mais pedaços do mapa limitados por montanhas ou mares e contendo uma ou duas localidades, resolvi algum problema que impedia a jornada até as Last Lands de continuar e cheguei a outros espaços do mapa limitados por… etc.

É um tanto curioso como a história parece não estar avançando. Não é como se outros jogos de RPG não limitasse o movimento do jogador desta forma, mas não me lembro de um que fosse tão tão linear quanto este. Até agora a aventura tem realmente se resumido a isto. Chegar numa cidade, resolver a treta, entrar em uma dungeon, chegar em outra cidade com mais tretas. Essa economia de acontecimentos e de locais acaba sendo bastante prejudicial ao jogo. Teve certa parte, quando eu estava em vias de ganhar a sexta membro do grupo, uma cavaleira chamada de Julienne, que eu precisei ir e voltar à mesma cidade às mesmas duas dungeons três vezes cada. Não posso deixar de pensar no quão ruim é esta forma de contar uma história.

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De certa, forma, a trama de I Am Setsuna lembra bastante a de Senhor dos Anéis. Há um grande mau no mundo e a única forma dele ser resolvido é empreendendo uma grande missão até alguma terra distante e perigosa e jogar destruir alguma coisa. Se na saga de Tolkien é o anel, neste JRPG seria necessário tacar a Setsuna no fogo da Montanha da Perdição – embora provavelmente o que aconteça será mais sensível e dramático. No entanto, diferente de Senhor dos Anéis, a história não é de forma alguma bem composta, e o que acontece é que tenho ido de acontecimento aleatório em acontecimento aleatório só vendo a conta gotas a trama real por trás de I Am Setsuna. Alguns poderiam dizer que a trama é a própria viagem… e eu até poderia concordar. Mas neste caso, o formato do jogo deveria ser episódico, como um seriado, tendo capítulos auto-contidos e mais elaborados ao em vez de sub-tramas fracas e esquecíveis.

A amarração da história está sendo tão fraca, que a revelação quanto a um personagem acontece numa espécie de “sonho” criado por umas ruínas estranhas ao invés de ter um recurso narrativo mais apropriado para lançar a informação a história. Foi algo como: vamos entrar nesse prédio, ué o que taconteceno, ah, sou o pai de Setsuna, mas fale pra ela não, na moral. Porra, se a informação fosse revelada por um vilão ou por algum acontecimento dramático envolvendo a plot do jogo seria muito melhor. Aliás, seria aceitável, pois a forma como esta informação foi lançada foi terrível. Talvez mais para frente eu queime a língua. Existe a possibilidade deste acontecimento ter sido usado para “prenunciar” a importância dessas “ruínas” para a história. Mas mesmo assim, já deveria ter alguma indicação de seus efeitos e existência dentro da ambientação do jogo ANTES de lançarem na cara do jogador um segredo sobre os personagens.

Setsuna 2

Eu até estou gostando de jogar o jogo. Mas de forma alguma ele revive a glória dos jogos em que se inspira. Até o momento, devo dizer que já vi RPGs de RPG Maker que tinham uma história mais sólida e uma jogabilidade mais equilibrada.

Porque é, não é apenas na parte da narrativa que o jogo peca, mas também em seu sistema de combate.

Tentarei falar melhor destes sistemas na próxima semana, para ver se não haverá alguma mudança no “feeling” do jogo.

Alguns dados:
Total de horas de I am Sestuna: 7
Total de horas do Zerando Minha Steam: 125
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 4
Jogos que faltam ser zerados: 266

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