
Início de Men of War
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Minha jogatina de Men of War – Assault Squad passou por ciclos de animação e desanimação. De início, eu estava bastante empolgado. Eu já havia jogado outro título da saga Men of War e tinha boas lembranças desse jogo de estratégia situado na Segunda Guerra mundial. Pouco depois de começar o tutorial, na verdade, uma missão introdutória onde nada é explicado e o jogador tem que se virar (pena que não tivemos tempo de lhe dar o treinamento apropriado, diz um NPC antes da partida começar) me relembrei o porque achava o jogo tão interessante.
Men of War é simplesmente… completo pra caralho. A um nível absurdo, eu devo dizer. Apesar de ser um RTS, cada uma das dezenas de soldados que podem estar em campo tem o seu próprio inventário, contendo armas, equipamento de auxílio e munição. Podem correr ou andar, podem estar em pé, abaixados ou deitados, tem sua quantidade de granadas e medkits específica, precisam recarregar as armas e principalmente, tomar cobertura em basicamente qualquer coisa do jogo que ofereça proteção. O mesmo vale para os veículos. Tanques de guerra, jipes e motos e caminhões tem suas próprias estatísticas, capacidade de armamento, podem ser danificados em diferentes partes (rodas, motores, armas auxiliares, canhão principal…). E, claro, todos esses veículos precisam estar tripulados para que eles funcionem, com os soldados podendo entrar e sair dos transportes.
Tudo isso funciona para fazer com que Men of War – Assault Squad pareça uma representação bem imersiva da segunda guerra mundial. É até estranho pensar em imersividade dentro de um jogo de RTS, mas com todas as pequenas e grandes mecânicas do jogo, enquanto você manda um soldado equipado míssil anti-tanque ir rastejando explodir um veículo inimigo e move um pelotão de soldados para uma trincheira se proteger das explosões e disparar o resto da munição que possuem, o jogo parece mesmo evocar um clima de guerra.
Observando à primeira vista, tantas coisinhas podem dar a impressão de que o jogo é complexo. Bom, isso não é inteiramente verdade. Na maior parte do tempo não é preciso realmente prestar atenção em todos os detalhes do jogo, mas a presença deles continua servindo para criar um clima para a partida. É até um pouco cruel – e talvez um tanto risível esse pensamento – mas eu, como comandante, lançava soldados individualizados para a morte sem me preocupar muito com a melhor forma de utilizá-los ou me preocupar se ficariam vivos ou não. Quando foi preciso, no entanto, eu me concentrava em um único pelotão, ou até mesmo em um único soldado, para realizar alguma tarefa vital, como por exemplo explodir um tanque ou dar a volta por um campo inimigo e flanqueá-lo.
No entanto, depois de minha animação inicial, ela logo baixou. Apesar de eu ter pego na teoria as “regras” do jogo, a prática se mostrou muito diferente. E por algumas horas Men of War foi o jogo de Real Time Strategy que foi mais difícil de ser jogado. Caramba, eu sofri nas mãos dos alemães e teve uma missão que eu precisei reiniciar porque estava basicamente inviável de ganhar. Pelo menos é o que eu pensava, pois não tinha entendido completamente como algumas coisas funcionavam no objetivo das missões. Basicamente, existem pontos a serem capturados e a cada ponto capturado, o inimigo dispõe de mais recursos. Dessa forma, se eu perdesse um ponto, ou dois, as coisas voltariam a ficar, digamos, equilibradas.
Depois de eu aprender que eu precisava fortificar meus pontos capturados antes de preparar uma ofensiva, o jogo se tornou bem mais tranquilo, e minha empolgação voltou. Era um jogo bom, com doses de desafio e que eu conseguia vencer (na dificuldade normal, que fique claro).
No entanto, a desempolgação voltou após eu chegar na terceira missão com os americanos. Foi quando eu finalmente percebi que Men of War – Assault Squad foi feito principalmente para multiplayer, e não para single player. Todas as missões seguem o mesmo esquema, com a mesma quantidade de pontos a se capturar, mais ou menos na mesma disposição e com a mesma progressão de desenvolvimento do inimigo. Testei missões com outros países (da pra jogar com Alemães, Japoneses, Britânicos e Russos, além dos americanos), e todas elas seguiam o mesmo esquema.
Dessa forma, considero que se torna meio estúpido continuar jogando o jogo com o propósito de zerá-lo. Não é realmente culpa do jogo, mas culpa minha que não me informei direito. A série Men of War tem títulos mais voltados para a campanha (inclusive, já joguei um deles e foi muito) então não imaginei que este não repetiria a situação.
Talvez eu jogue mais um pouco deste Men of War – Assault Squad ou talvez eu passe para outro jogo na próxima semana. Não considerarei ele como um jogo zerado, mas tirarei de minha lista de “jogos a zerar”. Na próxima semana, veremos o que farei.
Alguns dados:
Total de horas de Men of War: 11
Total de horas do Zerando Minha Steam: 164
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 7
Jogos que faltam ser zerados: 269 (Comprei Sunless Sea na promoção. Aumentou :P)
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