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Início de Long Live the Queen

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Sem ter comprado nenhum jogo novo, acabei sorteando mais uma vez o que eu iria jogar. Um dos resultados acabou sendo um jogo provavelmente… fora do interesse da maioria dos gamers. Mas ainda assim, eu tinha comprado (ou adquirido em bundle, não faço ideia) e portanto, teria de jogar. No entanto, a aquisição deste título não foi nenhum tipo de acidente. Não tenha nada contra visual novels e eu havia achado interessante a premissa deste.

Long Live the Queen segue completamente na linha visual novel, onde o jogo se baseia em ilustrações para compor as cenas e falas de personagem em texto para passar a sua história. Nesta obra, o jogador controla uma princesa cuja mãe faleceu há pouco e é levada de volta para o castelo de sua família pelo seu pai, a fim de que ela passe pelos ensinamentos necessários para se tornar uma Rainha. O jogador, então, precisa decidir que aulas a garota irá tomar, indo desde etiqueta da corte, passando por espionagem até chegar em coisas como história, comércio e guerra. Cada aula dará pontos em determinada habilidade, que podem ou não ser usados durante a história.

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O jogo é simples, mas eu achei bem divertido. Me esforcei para fazer com que a princesa se tornasse uma rainha competente na guerra e nas habilidades marciais, mas que ainda assim soubesse se portar e se impor em público. Não é muito fácil, o jogo dura por menos de um ano, sendo que cada “turno” de aulas conta como uma semana. É preciso também balancear o humor da futura rainha, em uma mecânica simples, mas satisfatória, ela pode realizar atividades que alteram o status de seus sentimentos e eles influenciam no aprendizado dela. Estar deprimida não ajuda ela a aprender a conversar com fluência ou a falar em público, e, até onde eu sei, estado de espírito algum ajuda a aprender economia (de minha parte, posso afirmar que isto é bastante realista).

Para quem ficou com um pé atrás para a ideia de jogar com uma princesa (shame on you) ou achou os traços do jogo muito infantis, saiba que a história não é nada piegas. Ela não é nem um pouco complexa, mas não é bobinha ou infantil. Na verdade, é até bem fácil morrer no jogo, conforme a cada passagem de semana a personagem tem de interagir com nobres, participar de festas, decidir guerras e outras coisas régias. Tomar uma decisão errada ou simplesmente não ter habilidade suficiente em algum conhecimento, pode levar à morte da protagonista. Morri algumas vezes. Das duas primeiras eu não tinha salvado em nenhum momento e tive que recomeçar o jogo. Depois passei a salvar de tempos em tempos para não perder todo o progresso. Ainda assim, podem ter situações em que o jogador pode acabar “travado” em uma parte e ter que recomeçar devido as más escolhas que acabou tomando.

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O final do jogo foi bastante satisfatório pra mim. Apesar de ele ter sido nem um pouco feliz para a princesa. Mas ela sobreviveu, ainda que com o orgulho abalado, e conseguiu fazer o reino prosperar, segundo o epílogo. Queria ter derrotado o grande inimigo no campo de batalha, mas mesmo tendo QUASE tudo relativo a guerra maximizado, isso não foi possível.

Em todo caso, fica aí a dica de um jogo que dá pra terminar em metade de uma noite ociosa. Na semana que vem ainda não sei o que irei jogar. Estava pensando em Xenonauts – um outro remake do XCOM original – mas talvez eu opte por algo com menos potencial para me dar dores de cabeça.

Alguns dados:
Total de horas de Long Live The Queen.: 3
Total de horas do Zerando Minha Steam: 177
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 9
Jogos que faltam ser zerados: 267



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