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Depois de um tempo sem conseguir jogar (trabalho e a faculdade acabam sendo grandes consumidores de tempo e me impediram de jogar o tanto que gostaria, ou de jogar at all), retornei á Wasteland 2 e à escrita dessa coluna. Não poderia colocar dinheiro nessa aposta, mas creio que irei conseguir manter uma assiduidade melhor daqui para frente, passada a confusão de fim de ano, fim de semestre e pendências no trabalho.
Apesar do tempo sem jogar, não tive muita dificuldade em voltar de onde havia parado. Meu grupo de Desert Rangers estava na cidade de Damonta, onde eu havia deixado eles, ainda tendo diante de si a tarefa de dar um jeito nos robôs que haviam assolado o lugar. A exploração das redondezas foi um pouco complicada, as lutas com os robôs estavam bem difíceis, e a tarefa trouxe coisas boas e coisas ruins. Durante o trajeto eu consegui uma arma muito boa, uma metralhadora pesada, que deixou bem mais fácil a luta contra os robôs. Mas em algum momento que não me lembro qual, o NPC Red Baychowski, que estava me seguindo e prometera me levar até um tesouro no Silo 7, foi morto pelos robôs. Nunca descobrirei se ele estava falando a verdade ou não…
Em todo caso, acabei descobrindo de onde veio a invasão de robôs. Em um armazém no fim da cidade havia um sujeito meio-humano meio-máquina (leia-se ciborgue) que estava causando a confusão toda. Ele foi uma luta bem atribulada. E ainda foi um mau perdedor. Quando ficou com pouca vida, disse que se eu continuasse atacando ele iria matar uma garota que havia capturado ao ativar as bombas da cadeira onde ela estava presa. Felizmente para a garota, eu descobri que bastava desativar uma espécie de servidor para cortar a conexão do cara com as bombas. Na verdade, aparentemente deixou o cara doidão e teria tornado mais fácil a luta inteira. Com a garota em liberdade, dei mais uns tiros no sujeito, que, dessa vez plenamente derrotado, prometeu que me daria umas respostas. No entanto quando me aproximei para falar com ele o desgraçado disse que ia falar nada e se explodiu na cara dos meus Rangers. Os gastos com kit médicos já estava nas alturas, não fiquei nada feliz.
Mas acabou que nessa brincadeira eu salvei um sujeito chamado Lexicom. Bom, esse não é exatamente o nome dele. Mas depois que foi transformado em meio máquina, não para de dizer roboticamente sinônimos para as palavras quando tenta conversar normalmente. Ele tem um braço mecânico e dá um bom dano no mano-a-mano, mas eu preferia que o sétimo integrante do meu grupo fosse um bom atirador, como era Angela Deth, que saiu do time para tratar de questões mais importantes dos Texas Rangers.
Após a tarefa de libertar Damonta, me dirigi para o Silo 7, onde eu acharia o míssil nuclear e teria que decidir sobre se entregaria ele para a Diamond Back Militia ou para os monges doidões que louvam a radioatividade. Eu pensei que seria uma área bem grande, mas acabou sendo um mapa pequeno. Basicamente, atravessar um campo minado e chegar onde estava o silo. Lá eu resolvi que não ia entregar para ninguém o tal do míssil, e usei a perícia Computação e consegui desativar o míssil nuclear. Tinha só uns 15% de chance, se eu falhasse eu acho que ele explodiria e dava game over (aí eu teria que dar um load esperto para voltar o jogo um segundo atrás de eu tentar desativar). Quando retornei ao Titan Canyon, os Diamond Back tinham dominado a base dos monges e matado todo mundo. Bom para eles. No entanto, não estavam nem um pouco satisfeitos de eu não ter feito o que fora combinado e não quiseram papo comigo.
Retornando para a Citadel dos Rangers, ainda recebi um comunicado do General Vargas informando que a Red Scorpion Militia havia entrado em berserk e começado a atacar os rangers sem motivo aparente. Logo ficou claro que ir até a antiga prisão era uma side quest a ser resolvida.
Não foi muito complicada ou demorada essa parte, pois antes eu já havia feito a maior parte dos combates com a Red Scorpion Militia. Precisei realmente de apenas mais um confronto antes de descobrir o que estava acontecendo. O lance é que os cachorros do líder do grupo haviam sido envenenados, e ele culpou os Rangers por isso. Resolvi que não era necessário uma luta, decidi buscar o culpado e encontrar o antidoto, o que não foi lá muito difícil, estava nas redondezas. Com o antidoto em mãos, voltei para a prisão e fui fazer um acordo com o líder da Red Scorpion. Acabei descobrindo que ele era um personagem que já tinha sido mencionado. Um garotinho de Highwater que 15 anos antes havia sido baleado por um ranger junto ao seu cachorro. Segundo ele, não estava tão morto quando foi enterrado, e saiu de sua cova meio furioso para então, anos seguinte, formar a Red Scorpion Militia.
Depois disso, não houve muito mais o que fazer a não ser retornar à Citadel. Lá, eu descobri que Angela Deth e alguns outros Rangers haviam sido enviados de helicóptero para a Califórnia, de onde estavam vindos as transmissões de rádio do sujeito que dizia que iria destruir os Rangers. Sobrevoando o lugar, Angela afirmou que havia muito mais coisas que sobreviveram ao holocausto nuclear do que eles haviam imaginado, e quando chegou perto da costa acabou encontrando uma grande fábrica que fervilhava com atividade robótica. Antes de conseguir sair da região, contudo, seu veículo acabou abatido por mísseis teleguiados enviados pelos robôs.
Acabou sobrando para meu time de Rangers ir lá com um segundo helicóptero, pacificar um local de pouso para os Rangers e resgatar possíveis sobreviventes.