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Início de Dark Souls 3

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(essa matéria pode conter spoilers)

Essa semana quase não joguei. Mas não foi por nenhum tipo de preguiça ou falta de tempo. Bom, eu estou com menos tempo para jogar, do que nas semanas anteriores, mas o que aconteceu é que o inexorável aconteceu: eu zerei Dark Souls.

Foi até meio chato ter zerado agora e não na semana passada. Porque acabei só precisando jogar mais umas poucas horas para chegar ao fim do jogo. Na segunda-feira (02/05) mesmo eu já havia fechado este terceiro – e possivelmente último – título da série.

Não havia muito mais o que fazer. Até onde eu sei, matei todos os boss opcionais, inclusive o famigerado Rei Sem Nome, que é de longe a maior atração do jogo. Além dele, enfrentei o Principe Lothric, em uma das batalhas mais criativas da série e então, de posse das almas de todos os Lordes das Cinzas, parti para o ultimo confronto. Eu poderia ter invocado dois npcs para ele. E teria feito isso, mas tinha tantas marcas de invocação na frente da sala do último boss que eu nem vi que haviam NPCs lá.

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Não houve escolhas no final do jogo. O caminho que meu personagem tomou, no caso, roubar as chamas da fogueira primal para si, foi determinado ao decorrer da história, quando eu acidentalmente acabei me tornando o Senhor dos Hollows ou coisa parecida, segundo a NPC Yuria de Londor. (devo dizer que no inicio foi acidente, mas precisei voluntariamente assassinar e sacrificar outros NPCs para avançar na questline).

As sequências finais foram ao estilo Dark Souls. Não tinha como esperar coisa diferente. Apenas alguns minutos, acho que menos de um minuto até, mostrando os efeitos imediatos do que o personagem fez. Na maioria dos jogos, isso seria um pouco decepcionante. Na verdade, acho que no fundo eu acho um pouco decepcionante. Mesmo com o estilo da narrativa que a série Souls utiliza, acho que eu queria um final que mostrasse um pouco mais do que aquilo que o personagem fez com a Fogueira Primordial causou.

No entanto, dada ao estilo da narrativa de Dark Souls, essa minha percepção do final é puramente opinativa. A forma como ele é utilizado desde os primeiros jogos da série é perfeito para a proposta. E no que toca essas questões, Dark Souls 3 inclusive mostra mais cenas do que o normal para a série Souls. Logo depois de roubar as chamas da fogueira, vi meu personagem se levantando todo imponente enquanto andava em meio aos seus seguidores. Foi uma cena bem curta, mas muito bem feita. Devem ter imagens por aqui mostrando o momento.

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Após zerar Dark Souls 3, eu tirei a minha restrição de pesquisar sobre o jogo e fui procurar algumas coisas que eu tinha deixado para trás. Bom, teve um covenant que eu nunca achei, diversos sets de armadura e NPCs invocáveis, entre outras coisas. Mas também vi algo que me decepcionou bastante. Aparentemente, o New Game + de Dark Souls 3 não possui nenhuma novidade além de anéis mágicos mais fortes. Os inimigos estarão todos nos mesmos lugares, não há NPCs invasores novos e nada que tente sirva pra pegar um veterano de surpresa. Para mim isso tira completamente o propósito de se jogar o New Game +.

Foi engraçado que depois de ver isso e de ter começado a pensar em todo o processo de jogar Dark Souls 3, eu comecei a ver as coisas boas que o Dark Souls 2 tinha. Não vou mentir, Dark Souls 2 peca em alguns pontos que são as melhores coisas que tem na série Souls. No entanto, ele é um bom jogo e apresenta alguns pontos que são melhores que os outros jogos.

A primeira dessas coisas é a questão do New Game +, que no Dark Souls 2 (ao menos na versão Scholar of the First Sin) oferecia complementos à experiência. Fazendo com que os boss ficassem mais desafiadores não apenas por estarem mais fortes, mas também por se valerem de estratégias diferentes e de algumas coisas para pegar os jogadores de surpresa. Obviamente, isso agregou muito a rejogabilidade e tornou o NG+ muito mais atrativo.

Mas existem outros pequenos detalhes. Por exemplo, NPCs invasores. Tudo bem que isso é uma questão puramente pessoal, mas eu gosto muito de NPCs invasores. Eles trazem alguns dos momentos mais tensos e desafiadores do jogo. Acontece que enquanto no Dark Souls 3 temos 8 deles, no Dark Souls 2 haviam vinte e quatro. Vinte e quatro NPCs invasores, alguns dos quais podiam aparecer mais de uma vez no jogo (além dos Forlorn, que apareciam aleatoriamente em praticamente todas as áreas do jogo). Não é algo que possa “perdoar” os erros que Dark Souls 2 cometeu, alias, erros não, deslizes, mas certamente é uma coisa que poderia ter sido transportada para Dark Souls 3.

Outra coisa que eu achei que foi um tanto quanto diminuída em Dark Souls 3 foi o encontro com NPCs fora do “centro” do jogo. Fico com a impressão de que em Dark Souls 2 acontecia mais vezes de se encontrar personagens enquanto se explorava o mundo, conforme eles mesmos iam avançando suas próprias histórias. Já no Dark Souls 3, a maioria é apenas encontrada uma vez, recrutada e então fica para sempre na Firelink Shrine. Mesmos estes NPCs, com algumas exceções, acabam não tendo um desenvolvimento em sua história. Lembro-me que em Dark Souls 2 mesmo esses personagens que ficavam fixos em Majula com o tempo apresentavam novos diálogos que desenvolviam mais sua história e a história do mundo. No último título da série esse aspecto de storytelling foi um pouco ignorado.

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Dark Souls 3 é certamente melhor que Dark Souls 2, mas não TÃO melhor quanto eu pensei enquanto jogava. Eu sinto que caso houvesse um quarto jogo de Dark Souls, veríamos uma obra ainda melhor que o primeiro, onde teriam conseguido unir os melhores aspectos de cada parte da série. Infelizmente, isso talvez não seja possível, pois pretende-se que esse terceiro game seja realmente o último.

Ainda há esperança, contudo. Existe alguma possibilidade remota de que seja feito um “Scholar of the First Sin” para o Dark Souls 3. O Dark Souls 2 foi melhorado enormemente por essa versão, tendo mudanças em praticamente todas as áreas e trazendo outras novidades. De mais de uma forma, pode-se dizer que o lançamento do Scholar of the First Sin no jogo passado foi uma puta sacanagem, porque basicamente consistia em vender o mesmo jogo novamente, acrescentando coisas que deveriam já existir desde o início. Mas não posso negar que se Dark Souls 3 receber o mesmo tratamento eu irei comprar assim que lançar.

No mais, ainda existem dois DLCs para serem lançados para Dark Souls 3. Não vi nenhuma informação sobre eles, mas se forem tão bons quanto os que saírem para o jogo anterior, irão vale muito a pena. Quando forem lançados, irei re-jogar o Dark Souls 3, dessa vez, começando com a classe deprived, que não tem equipamento quase nenhum. Não sei se irei narrar novamente a jogatina aqui no Zerando Minha Steam, mas posso talvez fazer uma edição especial comentando as áreas novas que virão com os DLCs.

Por enquanto, minha jornada com Dark Souls 3 acaba aqui. E o próximo jogo que aparecerá nesta coluna semanal é Stellaris, da Paradox. Um jogo espacial de Grand Strategy e 4X (eXplore, eXpand, eXploit and eXterminate) que está sendo lançado hoje e que acho que pode trazer algumas boas novidades a esses gêneros.

Abaixo, alguns dados:

Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 1

Jogos que faltam ser zerados: 253

Total de horas de Dark Souls 3: 48

Total de horas do Zerando Minha Steam: 48

Além disso, as mortes dessa semana

  1. Morto por Lothric e seu irmão
  2. De novo, tentei invocar gente e bugou
  3. novamente. Desta vez não tentei invocar ninguem
  4. E morri outra vez
  5. Dessa vez foi quase quase. Muito bem feito a luta dele.
  6. Alma das cinzas me finalizou grotescamente
  7. Novamente. Aquilo parece doer
  8. A última morte do jogo, quando o boss estava a uma porrada de morrer.

(Para acompanhar melhor as coisas que estou lendo e dar uma olhada na minha coleção de livros e quadrinhos, passa lá no meu instagram   =) )

 



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