
No pouquíssimo tempo que tive para jogar esta semana, consegui avançar para uma nova área. Não acho que a Hager’s Cavern seja tão difícil quanto o Castle of the Storms, mas foi bem desafiadora. Ainda não consegui terminar essa área, mas tenho certeza que já investiguei tudo o que foi possível. Encontrei novamente o NPC cavaleiro, a NPC rogue e um outro sujeito que começou a me vender itens de reforçar armas e armaduras.
Falando em equipamentos, eu encontrei também um conjunto completo chamado de “Palatine Armor”. Tenho quase certeza que é o conjunto de armadura inicial da classe paladino, o que mostra mais uma “inspiração” em Dark Souls, já que nele é possível encontrar as armaduras iniciais das classes em certos pontos do jogo. No entanto, sendo ou não uma armadura nova, eu fiquei meio irritado. Já encontrei muitos equipamentos interessantes para personagens mais “pesados”, e não tenho encontrado nada de bom para quem usa armaduras leves. Eu até achei algumas durante o jogo. Mas simplesmente não eram legais. Teve uma meio oriental, mas era muito ruim. Roupas de monge ou coisa assim.
Em todo caso, embora os inimigos de Hager’s Cavern não sejam tão difíceis, eles podem ser bastante letais. O funcionamento deles é interessante, embora as caveiras que se desmontam e remontam em outro lugar sejam particularmente interessante. Tive alguma dificuldade no início com eles, principalmente com as “Pale Witchs” e uns bichos que ficam emitindo uma aura de dano. Depois de ver como funciona uma vez (em geral, morrendo), é fácil evitar essas coisas, principalmente com um personagem ágil como o meu. No entanto, esta área apresentou outra dificuldade.

Acontece que na maior parte do jogo, os chefões estavam próximos do “santuário”, onde se pode recuperar vida, poções, magias e etc. No entanto, nesta área do jogo a sala do boss está relativamente longe do santuário. Para chegar até ele eu precisarei passar por uma série de inimigos que, apesar de não serem extremamente difíceis, farão com que eu gaste quase 1/3 ou mais de meus recursos. Acho que possivelmente este será o boss mais difícil, mais pelo tempo perdido em chegar até ele do que de sua própria dificuldade. Ainda não sei como ele é. Achei ele uma vez, depois de explorar a área toda e estar sem recursos nenhum, e tentei fugir usando um item que me faria voltar ao santuário. Antes de equipar o item e utilizá-lo, levei uma rajada de alguma arma de fogo e morri. Perdendo mais de 24.000 de sal no processo.
Deixando meus progressos de lado, estava pensando sobre um sistema que existe em Salt and Sanctuary e que pode ser melhor do que o que foi feito no jogo que lhe inspira, Dark Souls.
Muitos criticaram que em Dark Souls 2 era possível se mover de “bonfire” a “bonfire” logo no início do jogo, coisa que só era possível quase no final de Dark Souls 1. Pessoalmente, acredito que Dark Souls 1 era o método mais correto, pois a exploração e a dificuldade eram partes do jogo, e precisar se deslocar por grandes áreas era algo interessante dentro de como a obra funcionava. Principalmente que, assim como acontece em Salt and Santuary, com o tempo era possível desbloquear vários atalhos e passagens alternativas.
Mas não adianta chorar sobre isso, já que a mudança chegou para Dark Souls e uma das melhores características do jogo não foi transportada nem para o segundo nem para o terceiro título da série. No entanto, se realmente é necessária haver uma mecânica de “teletransporte” logo no inicio do jogo, Salt and Sanctuary faz isso muito melhor. No jogo 2D, não é possível se teleportar entre os santuários – paralelo dos bonfires – livremente, no entanto, a mecânica existe, e a possibilidade de se teletransportar recai sobre a decisão do jogador.

Em Salt and Sanctuary existe a mecânica envolvendo NPCs do santuário. Basicamente, certos itens podem ser utilizados como oferendas e então “convocarem” a determinado santuário e que provêm diferentes tipos de ajuda. Muitos são vendedores de itens, como o ferreiro, o clérigo, o mercador e etc, mas um deles em especial, o Guia, pode ser utilizado para se teletransportar para qualquer outro Santuário.
No entanto, o item que pode ser utilizado para convocar o Guia não pode ser encontrado em lugar nenhum, apenas achado. Isso faz com que o uso dele seja limitado, já que nem sempre o NPC estará a disposição para ser utilizado. A coisa vai além disto. Cada Santuário pode ter apenas um máximo de 4 NPCs. Recrutar o Guia faz com que não se possa convocar algum outro NPC, o que limitaria as coisas que o jogador pode fazer naquele local e os bônus (cada um desses NPCs dá bônus) na área adjacente ao Santuário.
Este sisteminha não é exatamente uma grande inovação. No entanto, dentro do jogo funciona bem. Mais de um momento eu acabei “preso” a um local por não ter podido ou querido convocar o Guia, e isto derivou de minhas decisões apenas. Apesar de que mudanças teriam de ser necessárias, creio que uma mecânica semelhante ficaria bem melhor em Dark Souls, ao invés do simples e preguiçoso “pode ir pra qualquer lugar”.
Em todo caso, a busca por escapar da ilha amaldiçoada de Salt and Sanctuary continua. Ainda não vejo o fim do jogo chegando, mas acredito já ter passado da metade dele.
Até a próxima semana!
Alguns dados:
Total de horas de Salt and Sanctuary: 11
Total de horas do Zerando Minha Steam: 98
Jogos terminados no Zerando Minha Steam: 2
Jogos que faltam ser zerados: 253
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