Diretor de ‘007: Sem Tempo Para Morrer‘, Cary Fukunaga concedeu entrevista ao The Hollywood Reporter e criticou a abordagem dos filmes clássicos da franquia. Na visão dele, o agente secreto tinha um comportamento abusivo especialmente com mulheres.
“É em ’Contra a Chantagem Atômica’ ou ‘Goldfinger’ onde, basicamente, Bond (Sean Connery) abusa de uma mulher? Ela diz ‘Não, não, não’, e ele reage, ‘Sim, sim, sim.’ Isso não seria aceitável atualmente, em nenhuma hipótese,” disse.
Para evitar qualquer tipo de polêmica do tipo, Phoebe Waller-Bridge (Fleabag) foi contratada para co-escrever o novo filme.
”Ter uma roteirista trabalhando em papéis femininos muito fortes é algo que [a produtora Barbara Broccoli] já queria há muito tempo. Desde as primeiras reuniões, foi um impulso muito forte. Você não pode transformar Bond da noite para o dia em uma pessoa diferente. Mas, você pode definitivamente mudar o mundo ao seu redor e a maneira como ele tem que funcionar,” concluiu.
Próxima aventura do agente secreto, ‘007: Sem Tempo Para Morrer’ tem direção de Cary Fukunaga (True Detective, Beasts of no Nation) e chega aos cinemas brasileiros em 30 de setembro.
“Em SEM TEMPO PARA MORRER, Bond deixou o serviço ativo e está desfrutando de uma vida tranquila na Jamaica. Seu período de paz é curto, pois seu velho amigo da CIA, Felix Leiter, aparece pedindo ajuda. A missão de resgatar um cientista raptado pode ser mais traiçoeira do que o esperado, levando Bond para a trilha de um misterioso vilão armado com uma nova tecnologia perigosa.”
Além de Daniel Craig, o elenco também conta com Léa Seydoux, Ralph Fiennes, Jeffrey Wright, Naomie Harris, Ben Whishaw, Rami Malek, Lashana Lynch e Ana De Armas.