Começando com Batman: A Série Animada em 1992, o Universo Animado DC durou mais de uma década e trouxe uma grande variedade de super-heróis amados, direto das páginas dos quadrinhos da DC. Mas fez muito mais do que isso. Esse universo compartilhado não apenas ajudou a introduzir alguns super-heróis obscuros ao mainstream, mas também ofereceu outros inteiramente novos, como Terry McGinnis, o Batman do Futuro, um spinoff de Batman: A Série Animada, que mais tarde também teria o seu próprio derivado.
Projeto Zeta também se passava em um futuro distante e era centrado em um sintozóide, Zeta, ou Zee, fugindo da NSA em busca de seu criador, Selig, enquanto era ajudado por uma menina de 15 anos chamada Ro. E muita gente na época sequer sabia que essa série se passava no Universo DC, já que nem sempre isso ficava claro. Hoje, trazemos 10 curiosidades sobre Projeto Zeta, talvez a série que mais sofreu imposições da Warner.
10 – Derivado de Batman do Futuro

Na segunda temporada de Batman do Futuro, Terry McGinnis descobre que um de seus professores foi substituído por um assassino sintozóide que muda de forma, chamado Zeta. Quando Terry confronta Zeta, o robô explica que ele foi projetado pela NSA para assassinar alvos específicos.
Quando Zeta descobre que um de seus alvos não havia cometido nenhum crime, ele se recusa a matar novamente. Como desobedeceu às suas ordens, Zeta precisa fugir enquanto a NSA o caça.
Depois de aparecer nesse episódio, o personagem se tornou tão popular entre os espectadores que o estúdio criou uma série derivada no ano seguinte chamada Projeto Zeta.
9 – Inspiração

Embora tenha se originado de Batman do Futuro, a série Projeto Zeta tinha seu próprio estilo, tom e identidade. A maior inspiração do criador do programa, Robert Goodman, foi o filme “O Fugitivo“, de 1993, estrelando Harrison Ford. A inspiração fica clara na série, já que Zeta precisa estar sempre fugindo da NSA.
Aliás, Projeto Zeta originalmente deveria ter um tom muito mais sombrio, já que os roteiristas queriam que Zeta estivesse sempre em uma luta interna com sua programação assassina original. Infelizmente, a Warner rejeitou essa ideia, para tornar o programa mais voltado para um público infantil.
8 – Outros encontros com Terry McGinnis

A primeira aparição de Zeta em Batman do Futuro não foi a última vez que McGinnis e o robô se encontraram. Os dois trombaram novamente em um episódio de Projeto Zeta, “Sombras”, e também no último episódio de Batman do Futuro, intitulado “Contagem Regressiva”, onde Zeta volta para Gotham City atrás do Dr. Selig, mas acaba sequestrado por MadStan, que transforma o sintozóide em uma bomba-relógio ambulante.
Mas fora isso, a série derivada parecia se passar em seu próprio mundo, desconectada do resto do Universo Animado DC. Mas na verdade, não era bem assim, e suas origens iam muito além de Batman do Futuro, como você vai ver a seguir.
7 – Sua origem vem dos robôs Z8 de Liga da Justiça

Os robôs de treinamento utilizados em “Liga da Justiça”, série que se passa no mesmo universo, são muito parecidos com o primeiro design do Zeta que vemos lá em Batman do Futuro, em sua primeira aparição.
Pois é, isso estabelece que os robôs foram inicialmente desenvolvidos décadas antes de Ro ter encontrado Zeta. Um destes robôs foi utilizado pelo governo para atacar a Supergirl em Liga da Justiça Sem Limites, e ele faz parte da linha de produções “Z8” (daí a inspiração do Dr. Selig em chamar seu sintozóide de Zeta).
6 – Visual “amigável”

Aliás, quando a Warner decidiu transformar o simpático sintozóide de Batman do Futuro no protagonista de uma série derivada chamada “Projeto Zeta”, os roteiristas envolvidos no projeto queriam que o visual de Zeta fosse exatamente como o que vimos lá em Batman do Futuro, ou seja, semelhante aos seus “irmãos” da linha Z8 – o que criaria um maior senso de continuidade com o Universo Animado DC.
No entanto, a Warner insistiu que aquele visual seria muito assustador para as crianças e Zeta acabou sendo redesenhado, ganhando um rosto robótico mais… “amigável” e que pudesse transmitir seus sentimentos. Mesmo assim, ele ainda ficava na maioria do tempo em sua forma holográfica humana. Essa foi apenas mais uma de muitas das imposições que Projeto Zeta sofreria.
5 – Mudanças pós-11 de setembro

Após o atentado terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center em 11 de setembro de 2001, os agentes da NSA na série animada pararam de fazer referências a terrorismo ou a se referir a Zeta como um terrorista. Essa foi uma imposição da Warner, já que o clima geral nos EUA era de luto.
E isso é meio irônico em retrospectiva, já que, no mundo real, depois do atentado de 11 de setembro, a NSA se tornou mais focada do que nunca no combate ao terrorismo. Muito mais do que quando a série começou, embora estivessem lutando contra o terrorismo doméstico nessa época.
4 – Selig sonha com ovelhas elétricas?

O enredo inteiro de Projeto Zeta gira em torno de Ro ajudando Zee não apenas a fugir, mas a chegar em seu criador, o Doutor Eli Selig. Selig desempenha na série o mesmo papel que “o homem de um braço só” no filme O Fugitivo, uma figura em constante movimento que o protagonista precisa rastrear para provar sua inocência.
A Warner, no entanto, odiava essa ideia de Projeto Zeta ser inspirado em O Fugitivo, e o criador da série, Robert Goodman, já até declarou em entrevistas que eles “detestavam” o plot envolvendo a busca por Selig, e queriam que ele fosse morto de uma vez por todas nos final da segunda temporada.
Mas além da morte de Selig ficar em aberto, existe ainda um outro ponto sobre ele, que provavelmente seria explorado nas temporadas subsequentes. Em diversos momentos, no melhor estilo Blade Runner, fica subentendido que Selig também pode ser um sintozóide. Pois é, alguém na produção dessa série era muito fã de Harrison Ford.
3 – Casal?

O termo “shipp” ainda não era utilizado naquela época, mas isso não quer dizer que os Shippers não existissem – eles só não eram chamados assim. E embora estejamos falando aqui de um Robô e uma menina humana de 16 anos, existia muita gente que “shippava” Zee e Ro como um casal.
Muito anos depois do cancelamento da série, em uma entrevista para o Watchtower Database, existiam muitas ideias para Zee e Ro caso a série seguisse em frente, algumas até bem loucas por parte das exigências da Warner… mas essa definitivamente não era uma delas. Goodman deixou claro que Zee e Ro nunca teriam se tornado um casal, e pediu desculpas por desapontas os Shippers.
2 – Cancelamento

De acordo com o criador da série, Robert Goodman, a equipe da série animada recebeu uma ordem da Warner Bros. de terminar a segunda temporada com um gancho, embora a renovação para uma segunda temporada fosse incerta. Era normal fazer isso na época, e essa é a razão de muitas séries animadas canceladas terminarem como se um próximo episódio fosse acontecer.
Na verdade, haviam muitos ganchos deixados em vários episódios de Projeto Zeta, que a Warner praticamente exigia. Goodman mais tarde revelou que se o programa tivesse sido renovado para uma nova temporada, seria revelado que Ro era também era um robô, algo que ele discordava totalmente por não fazer sentido na narrativa, mas que a Warner exigia. As diferenças criativas entre Goodman e a Warner acabaram fazendo com que a série fosse cancelada.
1 – Live-action

Após o cancelamento, Projeto Zeta ainda teve uma chance de retornar alguns anos depois, mas de uma forma completamente diferente. O ator, produtor e diretor Jon Schnieder planejava criar um reboot de Projeto Zeta em forma de uma série live-action, que contaria com o criador da série animada, Robert Goodman.
No entanto, essa versão live-action seria bem diferente da série animada, e se você acha que Goodman finalmente teria conseguido fazer seu remake de O Fugitivo usando violência, tom sombrio e reflexões filosóficas à la Isaac Asimov, está enganado. Na verdade, Ro seria era um agente de crimes cibernéticos do FBI e Zeta teria “substituído” seu parceiro. Juntos, os dois resolveriam crimes envolvendo tecnologia todas as semanas, em uma linha de episódios de “caso da semana”.






Comentários