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O Coringa é o arquiinimigo do Batman, e existem rumores de que ele até mesmo pode aparecer no filme do Batman de Matt Reeves. Se isso é real ou não, o fato é que falar no Batman é lembrar imediatamente do Coringa, seu nêmesis.

O Coringa estreou na primeira edição do Batman, e desde então tem dado trabalho ao Homem-Morcego e a toda a sua Bat-Família. Imprevisível e extremamente perigoso, ele é capaz de qualquer coisa para chamar a atenção do Batman, por quem tem uma obsessão doentia. Hoje, trazemos 10 fatos sobre ele, o Príncipe Palhaço do Crime.

10 – Inspiração

O trio responsável pelos primeiros quadrinhos do Batman, Bob Kane, Bill Finger e Jerry Robinson são creditados pela criação do Coringa, mas foi Finger quem trouxe um elemento crucial: o ator alemão Conrad Veidt.

Veidt havia interpretado um homem com um sorriso estranho no filme expressionista alemão de 1928 “O Homem que Ri”. Quando estavam no processo de criação do vilão do Batman, Finger teria apontado para uma foto de Veidt no filme e dito “aqui está o Coringa”.

9 – Ele morreria em sua primeira aparição

Batman estreou em Detective Comics #27 em 1939. Já o Coringa, o primeiro dos inimigos de longa data de Batman, foi apresentado ao mundo na próxima aparição de Batman, em “Batman #1”, de 1940. Desde o início, o Coringa estava assassinando pessoas indefesas, roubando seus bens e deixando para trás uma carta de baralho.

Ainda assim, um personagem tão bem desenvolvido quase foi morto e esquecido após sua primeira aparição. Finger pensou que um vilão recorrente faria Batman parecer inepto, então ele queria matá-lo na primeira edição. Felizmente, o editor Whitney Ellsworth reconheceu o vasto potencial do Coringa e ele foi trazido de volta à vida com a adição de um painel desenhado rapidamente mostrando o personagem vivo e preso. Muito rapidamente, o Coringa foi estabelecido como o arqui-inimigo do Batman, aparecendo em 9 dos primeiros 12 quadrinhos do Batman.

8 – Ele não quer saber quem é o Batman

A maioria dos criminosos de Gotham quer saber quem Batman realmente é sob a máscara. O Coringa é considerado o principal inimigo do Cavaleiro das Trevas, e é por isso que é muito mais surpreendente que ele não queira saber quem realmente é o Batman.

Diferentes escritores exploraram isso de diferentes maneiras. Em Asilo Arkham, de Grant Morrison, quando um vilão sugere tirar a máscara de Batman para ver seu “rosto real”, um Coringa desapontado responde que “aquele é o rosto real dele!”

Na edição final de Batman: Morte da Família, Scott Snyder revelou que Batman uma vez encontrou uma carta de baralho do Coringa na Batcaverna, sugerindo que o vilão poderia conhecer sua identidade. Bruce Wayne então foi ao Asilo Arkham e tentou mostrar o cartão ao Coringa, mas o palhaço o ignorou completamente. Wayne então concluiu que o Coringa realmente deixou a carta na Batcaverna, mas voltou porque acreditava que saber quem era o Batman poderia ser decepcionante e estragaria o jogo deles.

7 – A Piada Mortal

Em “A Piada Mortal” de Alan Moore e Brian Bolland, temos uma das mais famosas histórias do Coringa. Aqui, ele tenta provar que “um dia ruim” é o suficiente para transformar um homem são em alguém como ele. E ele decide colocar essa ideia à prova com Jim Gordon, aleijando sua filha, Bárbara, e torturando psicologicamente o comissário.

Mas o ponto mais interessante é o final da história. Inicialmente, a ideia é que essa fosse uma história fora da cronologia regular, e assim, o final é feito de forma a deixar subentendido que Batman sucumbiu à insanidade, e, após gargalhar com o Coringa, colocou as mãos em seu pescoço e o enforcou até a morte. Essa é uma tese defendida por Grant Morrison e também por Brian Bolland, o artista da HQ.

6 – Matou um Robin

O fim de Jason Todd, o segundo Robin, veio pelas mãos do Coringa, que usa um pé de cabra para surrar o jovem. O ato ocorre no arco “Morte em Família”, que deixou para os leitores decidirem se Robin iria ou não morrer. A votação terminou a favor da eliminação do personagem.

A morte de Jason Todd é uma das perdas mais significativas para Bruce Wayne, e isso inclui a perda de seus pais. Ele nunca se perdoa verdadeiramente pelo destino de seu protegido. Mas como a maioria dos personagens de quadrinhos, Jason volta. Se quiser entender mais sobre isso, assista ao nosso vídeo sobre o Capuz Vermelho que está ali no card.

5 – Martha Wayne já foi o Coringa

Sempre que Barry Allen, o Flash, brinca com o tempo, as coisas ficam um pouco instáveis. Quando isso acontece durante o arco “Flashpoint”, bagunça todo o Universo DC. Na nova realidade, Thomas Wayne e Marth Wayne sobrevivem ao atentado no Beco do Crime, mas seu filho Bruce Wayne perde a vida. Após a morte do filho filho, Martha Wayne perde a sanidade e se tranforma na Coringa.

Thomas Wayne se torna o Batman nesse universo, sendo uma versão muito mais mortal do personagem do que seu filho se tornaria. Da mesma forma, Coringa é insanamente agressiva, embora isso não seja muito diferente do Coringa padrão na realidade pré-Flashpoint. Sua insanidade, no entanto, leva a uma dinâmica interessante entre Batman e Coringa que não existe na maioria das realidades da DC, graças ao fato de serem casados.

4 – Super Sanidade

O Coringa é geralmente visto como um agente irracional e totalmente caótico dentro do Universo do Batman, mas foi descrito mais de uma vez pelo roteirista Grant Morrison como alguém que sofre de algo chamado “super-sanidade”.

A super-sanidade seria um tipo elevado de autoconsciência, o que significa que ele não tem uma personalidade verdadeira e, em vez disso, simplesmente se adapta às circunstâncias em que se encontra no momento. Essa foi a forma de Morrison explicar porque em algumas história o Coringa é um completo psicopata capaz de matar até crianças, enquanto em outras ele é só um cara vestido de palhaço usando almofadas de peido e luvas de choque.

3 – Já teve o rosto arrancado

Muito do que o Coringa faz não tem sentido. Certa vez, ele fez o vilão Criador de Bonecas simplesmente arrancar o seu rosto fora. Por razões igualmente desconhecidas, o Departamento de Polícia de Gotham City guardou o rosto do Coringa depois de encontrá-lo pregado na parede.

Muito mais tarde, Coringa voltou ao departamento de polícia para recuperar seu rosto, que ele passou a usar amarrado na cabeça. É justo dizer que nessa época ele estava mais assustador do que nunca.

2 – Imortal?

Durante a fase de Scott Snyder, o Comissário Gordon descobriu evidências de que o Coringa esteve causando problemas em Gotham há pelo menos um século. Pois é, o arco “Fim de Jogo” sugere que o Coringa, esse tempo todo, foi um ser imortal.

Porém, foi revelado no final desse arco que tudo não passou de um ardil do Coringa. Ele nunca foi imortal. Ele plantou evidências por toda a cidade de que viveu por séculos, e usou o recém descoberto Poço de Dionísio para ter um certo nível de fator de cura que ajudaria em sua farsa.

1 – Três Coringas

Em uma das histórias mais polêmicas recentes do Batman, a DC revelou que na verdade existem literalmente três Coringas: o palhaço, o comediante e o criminoso.

O palhaço é aquele Coringa clássico dos anos 1940 e 1950, mais colorido, mais espalhafatoso e muito mais bobo em suas ações. O comediante é o Coringa sádico, que sente prazer em ver o sofrimento das pessoas, e é o mesmo Coringa de “A Piada Mortal”. E o criminoso é o que coordena os planos – ele sorri menos, mas é mais calculista e perigoso.