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Superman (2025), o primeiro filme da DC Studios, finalmente chegou aos cinemas, devolvendo ao Homem do Amanhã o seu símbolo inspirador de esperança. Se você não entendeu a proposta do filme, não se preocupe, explico o final neste artigo.
A autodescoberta do Superman

O filme de James Gunn é todo construído sobre o questionamento do lugar do Superman no mundo. Por que alguém com tanto poder serve à humanidade e não a domina? O Homem de Aço escoteiro ainda faz sentido?
No começo, descobrimos que o herói faz o que faz por acreditar que essa foi uma missão dada por seus pais de Krypton. Lex Luthor, então, descobre que, na verdade, Jor-EL e Lara mandaram Kal-El para governar a Terra — é verdade que há a possibilidade de, no futuro, revelarem que a mensagem foi manipulada por IA.
A grande questão é que, ao se deparar com a mensagem de que deveria dominar o mundo, o Superman perde a fé e enfrenta uma grande crise de identidade, que só é resolvida quando Lois Lane lhe dá uma xícara de chocolate quente.
“Isso é tão bom“, diz Clark com a xícara na mão. Neste momento ele não está falando sobre o chocolate quente, mas sobre a banalidade da vida. A beleza de ser humano. O Superman entende seu propósito. Ele serve ao mundo porque isso é reflexo de suas escolhas. Ele é alguém genuinamente bom, que foi criado por pais genuinamente bons.
Quando o herói pede que seus pais sejam mostrados na Fortaleza da Solidão, as imagens de Jonathan e Martha Kent aparecem, pois foram eles que fizeram do Homem do Amanhã quem ele é. O Superman herdou de Krypton seu dom e a curiosidade pela Terra. A bondade ele conquistou sendo humano.
No final, James Gunn responde que o Superman é bom porque simplesmente se permite ser, como qualquer ser humano é. O diretor reforça ainda que o Homem de Aço escoteiro não apenas faz sentido, como é necessário para ser um farol de esperança para a humanidade.
O poder do símbolo

Superman (2025) reflete muito fortemente sobre o símbolo do herói. No final, quando o bom jornalismo derruba Lex Luthor, a Gangue da Justiça finalmente decide intervir no conflito geopolítico causado por Estados Unidos e Boravia.
O grupo capitalista, financiado por um bilionário, faz a intervenção não apenas pela revelação da armação de Luthor — proporcionada pelo bom jornalismo —, mas por ter sido inspirado pelo Superman.
O mais novo membro da Gangue da Justiça, o Metaformo, decide lutar pelos oprimidos porque o Superman lutou por ele quando também estava em uma situação de oprimido.
O Superman do DCU é um farol de esperança e bondade que já está contagiando todos ao seu redor com sua postura autêntica e sincera.






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