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O primeiro semestre de 2026 chegou ao fim. Em meio a derivados de Game of Thrones e Star Wars, fomos presenteados com várias produções de peso. Neste artigo, listo as 10 melhores séries do ano até agora. Confira:
10º A Isca (Prime Video)

Quem vai ser o novo James Bond? A série do Prime Video levanta essa pergunta em meio a uma sátira ácida e divertida sobre a indústria do entretenimento.
A Isca é, essencialmente, uma odisseia sobre ego e identidade. Riz Ahmed, no papel de um rapper que virou ator, vive um surto narcisista enquanto tenta conciliar as pressões de ser um “vendedor” do próprio talento e a sua autenticidade cultural. Esta é uma obra petulante, autorreferencial e, honestamente, excelente.
9º O Cavaleiro dos Sete Reinos (HBO)

Westeros doce e bem executada. Isso daqui ficou bom demais. Enquanto A Casa do Dragão insiste em uma estética saturada de CGI, esta série traz de volta o sol e a leveza, focando na jornada de um “Superman” em um mundo de cínicos.
O Cavaleiro dos Sete Reinos aposta totalmente na intimidade de uma história sobre caráter e nobreza. O maior trunfo aqui é o minimalismo técnico,
8º Star Wars: Maul – Lorde das Sombras (Disney+)

Fogo Contra Fogo com Wagner Moura, Sith e Jedi. Quer mais que isso como justificativa? Star Wars finalmente deu o protagonismo que Maul merecia, e o resultado é uma montanha-russa de emoções. Ver o personagem em sua faceta de estrategista, mentor e, mais tarde, um vulnerável traído, traz camadas que a animação eleva a um patamar cinematográfico.
7º Industry – 4ª temporada (HBO)

A crueza das negociações financeiras espelhada na ganância humana entrega uma tensão que poucos dramas corporativos conseguem sustentar com tanto estilo. Na 4ª temporada, Industry aposta ainda mais no custo emocional de se subir a escada corporativa, onde cada movimento pode ser o último.
6º Margô Está em Apuros (Apple TV)

Uma narrativa que equilibra o drama humano com reviravoltas bem executadas, provando ser uma das surpresas mais bem dirigidas deste semestre.
O que parecia ser apenas um drama sobre uma jovem mãe que recorre ao OnlyFans para superar dificuldades financeiras logo se revela uma trama complexa, com atuações de Elle Fanning, Michelle Pfeiffer e Nick Offerman que humanizam o que, à primeira vista, poderia ser apenas uma história sobre figuras excêntricas.
5º Hacks – 5ª temporada (HBO Max)

O texto afiado e a dinâmica entre as protagonistas seguem sendo um exemplo de como evoluir uma série sem perder a essência cômica e dramática que a tornou um sucesso. O final é natural e emocionante.
Embora tenha optado por um tom mais de despedida festiva, a resolução do arco de Deborah e Ava reafirma que a arte, mesmo diante da finitude da vida, é o que realmente nos mantém conectados.
4º Cangaço Novo – 2ª temporada (Prime Video)

A série do Prime Video elevou a estética do “Nordestern” a uma escala épica, consolidando sua identidade regional com excelência.
A 2ª temporada de Cangaço Novo é uma história crua sobre o peso da herança e o preço da vingança, onde a honra é o último refúgio dos personagens em meio ao colapso social. A série entrega ação técnica de primeira, e funciona como um espelho da realidade brasileira, onde o conflito entre moral e sobrevivência é uma cicatriz aberta que nunca cicatriza.
3º O Urso – 5ª temporada (Disney+)

A montagem frenética e a precisão técnica da direção continuam a definir o padrão ouro de como representar a exaustão e o brilhantismo artístico na TV. Além disso, o final é realmente emocionante. Assistir à última temporada de O Urso é como participar de uma terapia em grupo intensa, onde Christopher Storer nos convida a entender que a ansiedade muitas vezes é uma escolha. Esta série é um marco na televisão moderna.
2º Pela Metade (HBO Max)

Um estudo bizarro e incômodo sobre a masculinidade, que faz você se sentir pior a cada minuto só de testemunhar a trama demoníaca de dois homens consumidos pela repressão de seus sentimentos. É macabro, é doentio. Eu adorei.
Richard Gadd e Jamie Bell entregam uma performance tão carregada de angústia que é quase impossível desviar o olhar.
1º O Segredo de Widow’s Bay (Apple TV)

Um prato cheio para quem ama terror. O Segredo de Widow’s Bay sabe construir suspense com mestria e mistura humor e horror de forma muito fluida. Fui pego de surpresa. Foi a melhor experiência que tive com uma série este ano.
Inspirada no estilo de Stephen King e bebendo da fonte de mestres como Spielberg e Carpenter, a série do Apple TV equilibra medo e nostalgia de maneira brilhante, garantindo que o mistério da Nova Inglaterra nos prenda do primeiro ao último segundo.
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