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O anúncio de que a PlayStation pretende abandonar a mídia física a partir de 2028 pegou muitos jogadores de surpresa, embora a movimentação já fosse esperada por parte da indústria.

Desde a criação de versões sem leitores de disco do PS5 e Xbox Series S, em 2020, Sony e Microsoft vinham dando sinais de que o futuro seria cada vez mais voltado à distribuição digital.

Para explicar os motivos por trás dessa transição, o jornalista Jason Schreier resgatou um artigo publicado em 2020 pelo analista Serkan Toto, que detalha como funcionam as margens de lucro no mercado.

Os incentivos financeiros para abandonar a mídia física são bastante significativos, já que as fabricantes de consoles ficam com uma parcela muito maior da receita quando as vendas acontecem em formato digital.

Nos Estados Unidos, considerando um jogo vendido por US$ 70, a divisão da receita funcionaria da seguinte forma:

Jogos first-party em mídia física

Quando um título publicado pela própria fabricante é vendido em disco, a distribuição estimada é:

  • US$ 21 ficam com o varejista;
  • US$ 3,50 vão para a fabricante do disco;
  • US$ 45,50 permanecem com a dona da plataforma, como Sony ou Microsoft.

Jogos third-party em mídia física

No caso de um título de outra publisher:

  • US$ 21 ficam com o varejista;
  • US$ 10,50 vão para a fabricante da plataforma;
  • US$ 3,50 cobrem os custos de fabricação do disco;
  • US$ 35 ficam com a publisher responsável pelo jogo.

Jogos first-party em formato digital

Quando a venda é feita diretamente pela loja digital da plataforma, toda a receita permanece com a fabricante.

  • US$ 70 ficam integralmente com Sony ou Microsoft.

Jogos third-party em formato digital

Já nos títulos de outras empresas vendidos digitalmente:

  • US$ 21 ficam com a dona da loja digital (como PlayStation Store ou Microsoft Store);
  • US$ 49 vão para a publisher responsável pelo jogo.

De acordo com Schreier, esses números ajudam a entender por que as grandes empresas têm um forte interesse financeiro em migrar completamente para o mercado digital. Além de eliminar custos relacionados à fabricação e distribuição de discos, o modelo aumenta significativamente a receita obtida por unidade vendida.

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Fonte: YouTube

Redator do O Vício. Bruno Gomes é especializado em cultura pop, com mais de 10 anos de experiência cobrindo filmes, séries e franquias de sucesso. Apaixonado por filmes de ação, acompanha todas as novidades do multiverso em tempo real.


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