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Conforme prometido, Absolute Batman revelou a origem da Absolute Arlequina em sua edição 22. Assim como no universo principal da DC, existe uma relação direta com o Coringa, mas de forma bem diferente.
Se você conferiu a prévia da edição, já sabe que esta Arlequina tem questões mal resolvidas com seu pai ausente. Pois bem: o tal pai nada mais é do que o próprio Coringa!
O que é o Absolute Coringa?

Se no universo principal o Palhaço do Crime é um agente do caos que vive testando os limites do Batman, nesta nova realidade ele é um bilionário com séculos de vida, que consome sangue de inocentes para prolongar sua longevidade e se transforma em um dragão sempre que ri. Já a Arlequina, além de não ser sua namorada, não atua em parceria com ele. Ela é a líder da gangue dos Capuzes Vermelhos, que atua em parceria com o Homem-Morcego.
O Universo Absolute é uma realidade forjada a partir da essência de Darkseid. Por isso, é um mundo movido pelo desafio. A lei vigente dita que o mais forte deve sempre prevalecer sobre o mais fraco, e que a posse do capital confere o domínio absoluto sobre a verdade e o destino alheio. Nesse cenário, o Coringa é alçado à posição de “herói”, enquanto o Batman surge como uma figura subversiva, que ousa desafiar a ordem natural das coisas.
Sob a fachada de um magnata das Indústrias CG, o Absolute Coringa manipula conflitos globais, financia guerras e colapsa mercados, lucrando com a destruição enquanto mantém a humanidade sob seu jugo. Seu projeto mais brutal, o Ark M, é o centro de uma rede de experimentação antiética em humanos, voltada para a criação de armas e o desenvolvimento de novas formas de manipular o mundo.
A obsessão dessa versão do vilão pelo Batman é movida por uma curiosidade sádica. O Coringa deseja levar o Homem-Morcego a seu potencial máximo para, futuramente, tentar manipulá-lo ou, simplesmente, ter o prazer de destruí-lo.
A Origem da Absolute Arlequina
Harley cresceu sendo criada apenas pela mãe, uma médica neurologista que trabalhava no departamento de psicofarmacologia da CG. Curiosa sobre suas origens, Harley usou testes de DNA para rastrear seu pai, acreditando que ele era um médico vivendo na França, e passou a trocar cartas com ele para pedir ajuda com uma situação estranha em casa.
Com o tempo, a mãe de Harley tornou-se obcecada em expor Jack Grimm, o Absolute Coringa. Após um longo período, Harley descobriu um laboratório subterrâneo secreto abaixo de sua própria casa. Lá, ela encontrou sua mãe em um estado completo de loucura, com o visual da Arlequina original e se chamando de “Dra. Arkham”, em meio a experimentos humanos horríveis.
Aterrorizada, Harley fugiu do laboratório. Ao retornar para a casa, ela ouviu um homem chamando seu nome e, acreditando ser o médico da França com quem trocava cartas, correu para encontrá-lo. Para sua surpresa, o homem na sala era Jack Grimm.
Foi aí que Harley descobriu a verdade. O doutor com quem ela mantinha contato na França era apenas uma das muitas identidades falsas usadas por Jack Grimm ao redor do mundo. O Coringa sempre foi o pai biológico dela.
A Arlequina — que recebeu esse nome de sua mãe — rejeitou a linhagem monstruosa de seus pais e fugiu de casa após testemunhar os experimentos horríveis realizados no laboratório subterrâneo da família. Como resultado, ela passou a viver nas ruas, trajetória que a levou a se tornar a líder da gangue dos Capuzes Vermelhos.
No presente, o Batman descobre que o Espantalho e o Coringa têm manipulado toda a sua vida. Essa manipulação abrange desde eventos traumáticos, como o assassinato de seu pai, até a própria decisão de Bruce de se tornar o Batman. O Homem-Morcego quer derrotar os dois a qualquer custo, mas a Arlequina quer convencê-lo a recuar na ofensiva.
Arlequina conta toda a sua história de origem para o Batman na tentativa de fazê-lo enxergar que, continuando na perseguição, ele estará fazendo exatamente o que Espantalho e Coringa querem.
Em última análise, Harley se recusa a ser uma marionete de Jack Grimm e espera que o Batman siga o mesmo caminho.
Absolute Batman #22, vale ressaltar, tem roteiro de Scott Snyder e arte de Werther Dell’Edera.