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Já em exibição nos cinemas brasileiros, Ainda Estou Aqui (2024) está trazendo Selton Mello no importante papel do ex-deputado Rubens Paiva, cuja história está emocionando o mundo. Há, inclusive, a expectativa do novo filme de Walter Salles (Central do Brasil) dar ao lendário ator uma indicação ao Oscar, o que seria muito merecido pelo conjunto da obra de sua carreira.

Talentoso ator, e diretor e roteirista intimista, Selton Mello é uma entidade do Brasil, que tem obras poderosas e marcantes, além de seus projetos mais clássicos. Por isso, esta artigo está listando 5 grandes filmes e uma minissérie que você pode assistir para se preparar para Ainda Estou Aqui (2024).

Um aviso: resolvi dificultar as coisas e tirei da lista indicações óbvias como O Auto da Compadecida (1999), Lisbela e o Prisioneiro (2003) e Meu Nome Não É Johnny (2008). Confira:

Lavoura Arcaica (2001)

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Reprodução/Europa Filmes

Em Lavoura Arcaica (2001), acompanhamos André (Selton Mello), um jovem que sai de casa por se sentir sufocado pelos pais, mas anos depois cede aos apelos da mãe e retorna. No retorno, entretanto, o rapaz cria uma grande crise na família quando intensifica sua paixão por sua irmã, Ana (Simone Spoladore).

Filme de produção problemática, cujo corte original de 3h40 teve que ser tesourado em uma 1h para que seu lançamento fosse mais “comercial“, Lavoura Arcaica (2001) é uma das grandes obras-primas da história do Brasil, que ajuda a explicar como Selton Mello conseguiu esse status de astro inquestionável e reverenciado do cinema.

Uma curiosidade é que a longa duração impulsionou o Canal Plus, da França, a romper seu contrato de distribuição com a VideoFilmes. Os executivos franceses intimidaram os irmãos e donos da produtora, João Moreira Salles e Walter Salles, a picotarem o filme para 1h50, pois acreditavam que se durasse isso a obra seria favorita a vencer o Festival de Cannes. Os Irmãos Salles, no entanto, lutaram pela visão do diretor, e os europeus ficaram sem os direitos do filme.

O primeiro longa-metragem dirigido por Luiz Fernando Carvalho (Velho Chico) conseguiu mais de 50 prêmios em festivais de cinema ao redor do mundo, e está em 16º lugar na lista dos 100 melhores filmes brasileiros segundo a ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

Com fotografia lindamente ousada e diálogos poéticos, Lavoura Arcaica (2001) pode parecer simples a uma primeira vista, mas é uma obra provocativa sobre a natureza humana, que provoca discussões sobre as relações familiares e o conflito interno entre repressão e liberdade.

Na data da publicação deste artigo, o filme está disponível no catálogo do Globoplay.

O Palhaço (2011)

Reprodução/Imagem Filmes

Em O Palhaço (2011), acompanhamos a história de Benjamim (Selton Mello) e seu pai Valdemar (Paulo José), que juntos formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue no Circo Esperança. Benjamin, no entanto, passa por uma crise existencial e decide abandonar a vida artística, mergulhando em uma nova aventura para realizar um grande sonho.

Escolhido para representar o Brasil na campanha do Oscar de 2013, O Palhaço (2011) foi a consolidação da promissora carreira de Selton Mello como diretor de cinema. Sutil ao misturar comédia e drama, o filme encontra força na crise existencial Benjamim, e conta uma profunda história de pai e filho, que discute sobre o valor da arte e dialoga sobre como encontrar equilíbrio entre o que queremos e o que já temos.

Viver pode ser algo além de fazer as pazes com os sonhos frustrados, e Selton Mello e Paulo José entregam essa mensagem com performances incríveis.

Aliás, sabe a lista dos 100 melhores filmes brasileiros segundo a ABRACCINE? O Palhaço (2011) ocupa a 97ª posição.

Bem, essa é uma indicação roubada, de acordo com a proposta da lista, pois O Palhaço (2011) foi um enorme sucesso de público e é um dos clássicos mais conhecidos de Selton Mello. No entanto, que outra oportunidade eu teria de falar sobre esse filme se não esta?

Vale ressaltar que, na data da publicação deste artigo, O Palhaço (2011) está disponível no catálogo da Netflix.

Trash: A Esperança Vem do Lixo (2014)

Reprodução/Universal Pictures

Em Trash: A Esperança Vem do Lixo (2014), acompanhamos Gardo (Eduardo Luís), Rato (Gabriel Weinstein) e Raphael (Rickson Tevez), três garotos que vivem em um lixão e veem a vida virar de cabeça para baixo quando encontram uma carteira que pode encrencar a prefeitura do Rio de Janeiro. Ao longo do filme, eles tem que fugir da ameaça de Frederico (Selton Mello), um policial que vai fazer de tudo para livrar a cara do prefeito.

Dirigido pelo britânico Stephen Daldry, Trash (2024) não faz a melhor representação possível do Brasil, mas é um suspense muito divertido.

Rooney Mara (Millennium), Wagner Moura (Guerra Civil) e Martin Sheen (Apocalypse Now) também estão no filme, mas não fazem muita coisa. O carisma dos três garotos é, entretanto, o grande destaque, além, claro, da divertida performance de Selton Mello como vilão.

Na data da publicação deste artigo, Trash: A Esperança Vem do Lixo (2014) está disponível no catálogo da Netflix, no entanto, já está próximo de sair de lá.

O Filme da Minha Vida (2017)

Reprodução/Vitrine Filmes

Terceiro longa de Selton Mello como diretor, O Filme da Minha Vida (2017) segue os desafios que o jovem Tony (Johnny Massaro) encontra quando retorna à sua cidade natal, que fica na Serra Gaúcha. Por lá, ele descobre que Nicolas (Vincent Cassel), seu pai, voltou para a França e passa a lidar com muitos conflitos internos.

O cineasta também está no elenco do filme. Ele interpreta Paco, um amigo íntimo do pai de Tony, que dá conselhos e perspectivas sobre a vida e a ausência de Nicolas.

O Filme da Minha Vida (2017) é uma obra que reforça o quanto Selton Mello é um diretor de assinatura estética forte, com grande capacidade de explorar personagens em busca de autodescoberta e amadurecimento. O filme é também uma linda discussão sobre o papel do cinema na sociedade.

Na data da publicação deste artigo, você consegue encontrar O Filme da Minha Vida (2017) no catálogo do canal MGM+, no Prime Video.

O Código Tarantino/Tarantino’s Mind (2006)

Reprodução/Republika Filmes

Em Tarantino´s Mind (2006), Seu Jorge e Selton Mello estão sentados à mesa de um bar, discutindo uma tese sobre os filmes de Quentin Tarantino, enquanto eventos estranhos se desenrolam ao redor.

Esse curta-metragem de 15 minutos é obrigatório para fãs de cinema, principalmente para aqueles que tem alguma relação com a filmografia de Tarantino, seja ela de ódio ou amor.

O filme não fala só sobre a carreira do diretor, mas sobre cinema no geral. Este é um divertido curta sobre a importância da discussão sobre o cinema.

Não é difícil encontrar Tarantino´s Mind (2006) por aí. Procure.

A minissérie

Os Aspones

Reprodução/Globo

Os Aspones são os assessores de p* nenhuma, um grupo de funcionários de uma repartição pública em decadência que fazem quase tudo, menos trabalhar.

Com um estrelado elenco, a minissérie exibida na Globo em 2004 é carinhosamente referida por muitos fãs como o The Office brasileiro. A criação ficou por conta de Alexandre Machado e de sua brilhante e saudosa ex-esposa Fernanda Young. Os dois também são famosos por terem criado a clássica série Os Normais, que é protagonizada por Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães.

Repleta de críticas sociais, a minissérie de 7 episódios segue atual mesmo 20 anos após seu lançamento. Além disso, é divertidíssima e envolvente.

Em algum momento no meio da história, você vai se ver apaixonado por esse controverso grupo formado por Anete (Marisa Orth), Caio (Pedro Paulo Rangel), Moira (Drica Moraes), Tales (Selton Mello) e Leda (Andréa Beltrão). 

Na data da publicação deste artigo, Os Aspones está disponível no catálogo do Globoplay.

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