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Sejamos sinceros: ver o Batman surtado, no limiar da loucura, quase cruzando a linha e cedendo aos seus instintos mais cruéis, é sempre algo interessante de se ver. Esse Batman nervoso e sem paciência geralmente é o que gera os momentos mais icônicos do personagem.

O próximo Batman do cinema, interpretado por Robert Pattinson, parece ir nessa linha: um vigilante mais brutal, sem muitas regras, muito mais focado em sua missão, custe o que custar. Mas será que veremos ele passando dos limites com os vilões no filme? Bem, isso já aconteceu nos quadrinhos muitas vezes, seja em suas primeiras aventuras (onde ele inclusive matava) ou até mesmo em histórias mais recentes. Hoje, separamos 10 momentos em que o Batman passou dos limites e cometeu atos considerados terríveis com seus inimigos.

10 – Bota-na-Cara

Claro, o Batman não mata, mas isso não o impede de infligir feridas permanentes, não é? Na fase de Peter Tomasi e Patrick Gleason no título Batman & Robin, essa ideia foi explorada com um grupo de criminosos que foram permanentemente desfigurados pelo Batman ou pelo Robin e que decidiram se unir em busca de vingança.

O grupo contava com Smush, que na verdade eram três homens fundidos em uma monstruosidade por culpa do Robin; Cortante, que tinha uma das pontas do braço de Batman em sua orelha; Cabeçarangue, um cara com um batarangue alojado no crânio; e o que eu considero o mais interessante de todos… Bota-na-Cara, que foi chutado com vontade pelo Batman e ficou com a marca da sola do Homem-Morcego queimada para sempre bem na cara. Isso aconteceu porque Bota-na-Cara estava usando um lança-chamas no momento do incidente, queimando a sola da bota do Batman antes que ela acertasse em cheio o seu rosto. Bem, pior para ele.

9 – “Quebrou” o Bane

No arco de Tom King, Batman invade a base de Bane em Santa Prisca, engana o vilão, faz a Mulher-Gato quebrar sua coluna e sequestra o Pirata Psíquico – um criminosos que estava usando suas habilidades de manipulação de emoções para ajudar Bane a superar sua dependência da droga conhecida como Veneno.

E não acaba por aí não. Com algumas poucas palavras, Batman ainda humilha Bane, e o deixa ali no chão com uma crise de abstinência de Veneno e a coluna quebrada. Considerando que uma vez o Bane também quebrou a coluna do Batman, podemos entender que ele “levou para o pessoal” nessa situação aqui.

8 – Usou o Senhor Frio como um saco de pancadas emocional

Bruce ficou compreensivelmente chateado quando Selina cancelou o casamento. No entanto, seus meios de se distrair de sua tristeza eram pouco razoáveis.

Ele poderia ter procurado um terapeuta, poderia ter desabafado com Alfred, ou pelo menos, quem sabe, tirar umas noites de folga de ser o Batman. Mas não, ao invés disso, ele decidiu extravasar indo atrás do Senhor Frio e espancando o cara ele até virar uma… polpa de gelo – forçando o vilão a confessar um assassinato que ele nem tinha cometido.

Não há dúvida de que Bruce sabia de sua inocência – ele é o maior detetive do mundo, afinal. Tanto é que logo depois ele simplesmente subornou o júri do julgamento de Frio para garantir que ele não fosse punido por algo que simplesmente não tinha feito.

7 – Transformou Ra’s Al Ghul em cinzas

No que diz respeito a ferimentos permanentes, ser transformado em cinzas é provavelmente um dos piores. E, apesar da negação arrogante do Batman nessa história, isso definitivamente também é assassinato.

Este é o destino que Ra’s al Ghul sofre nas mãos de Batman, usando a tecnologia do próprio vilão em Batman Annual #8. E para garantir a aniquilação total de Ra’s, Batman ainda ejeta suas cinzas no espaço.

Isso faz com que Talia Al Ghul deixe Bruce, e até o Robin questiona que aquilo era assassinato. Mas o Batman? Ele não tá nem aí. Ele simplesmente salta para o pôr do sol, completamente satisfeito com seus esforços.

6 – O Enforcado

Talvez até seja discutível se a desintegração de Ra’s al Ghul foi ou não assassinato, afinal ele tem o Poço de Lázaro. Mas eu acho que enforcar um criminoso enquanto ele sufoca até a morte, definitivamente é assassinato.

O Batman do Velho Testamento, aquele Batman das primeiras histórias, é um carinha que tem muito sangue em suas mãos, devido ao fato de que regra de não matar do personagem ainda não existia naquele ponto. Mas convenhamos, esse assassinato é bem brutal.

Quer dizer, Batman não só enforca o pobre miserável, mas desfila com ele pendurando no Bat-Avião, e ainda faz uma observação sinistra de que “ele provavelmente está melhor assim”. Sabe de uma coisa, Bruce? Não tenho certeza se ele está não.

5 – Matou o Monge durante o sono

Mais um assassinato para a conta. O Monge é um vilão da Era de Ouro do qual muitas pessoas nunca ouviram falar, e a razão para isso é porque Batman o matou enquanto ele dormia em Detective Comics #32.

No típico estilo classicão do Batman, o Homem-Morcego permanece assustadoramente calmo e frio ao longo da história, entrando sorrateiramente no castelo vampiresco do Monge e evitando todas as armadilhas do vilão, antes de abrir o caixão do Monge e, em seguida, atirar rapidamente em sua cabeça. Sim, ainda tem essa. Ele mata o cara com um baita tiro na cara. Ah, eu amo a Era de Ouro.

4 – Jogou um cara em um tanque de ácido

Com todo respeito, o Batman da Era de Ouro era um babaca. Nessa vez aqui, ele dá um soco em um criminoso com tanta força que o cara atravessa uma barreira de metal e cai em um tanque de ácido.

Atravessar uma barreira de metal com as costas já seria doloroso o suficiente, mas ter todo o corpo derretido por ácido industrial? Não consigo imaginar uma morte mais dolorosa.

Mais uma vez, porém, Batman vê seus esforços como completamente razoáveis, declarando este foi “um fim adequado para o seu tipo” – o que é bastante irônico, visto que o cara que ele jogou no ácido planejava fazer o mesmo com sua vítima. Mas ok, o Batman era meio hipócrita nessa época também.

3 – Torturou o Pinguim

O Pinguim é um dos poucos vilões que parece saber quando responder às perguntas do Batman – ele pode não ser totalmente verdadeiro, mas muitas vezes é inteligente o suficiente para revelar o que sabe em vez de levar uma surra.

Mas isso não acontece em Batman: The Dark Knight, de David Finch, uma história onde o Pinguim de repente decidiu não ser muito cooperativo. Bem, parece que ele escolheu o pior momento para não responder ao Batman, porque o Cavaleiro das Trevas dessa vez não tava com muita paciência não. Então, bem… ele começou a quebrar os ossos do Pinguim, um por um. Era melhor ter falado, Pinguim. Vacilou aí.

2 – Torturou o Chapeleiro Louco… e quase deixou ele se afogar

Aparentemente, às vezes a tortura não é suficiente para o Batman. Em uma série com o mesmo nome da anterior, mas com uma equipe criativa completamente diferente, Batman fica furioso depois que um amigo seu é morto pelo Chapeleiro Louco.

E dessa vez ele estava com tanta raiva que, quando finalmente rastreia o Chapeleiro, o vilão é agredido com uma surra que assusta até o Alfred. Batman soca o vilão quase até a morte, e depois ainda joga ele em um lago para morrer afogado. No final das contas, Alfred praticamente implora para que Bruce volte e tire o Chapeleiro da água – e ele faz isso com muita relutância.

1 – Fez Joe Chill tirar a própria vida

O homem responsável por criar o Batman tem nome e sobrenome: Joe Chill. O criminoso que tirou os pais do pequeno Bruce Wayne em um beco em uma fatídica noite.

Ao longo de Batman #673, vemos uma história onde Batman visita Joe Chill todas as noites. Ele não machuca o criminoso, ao invés disso, apenas derruba seus guardas enquanto silenciosamente o ameaça. Finalmente, após várias noites de tortura psicológica, Batman entrega a Joe a arma que ele usou para matar seus pais, carregada com uma única bala. O resultado disso é óbvio.

Alguns podem argumentar que torturar psicologicamente Joe Chill é uma punição apropriada pelo que ele fez a Bruce, mas fazer isso repetidas vezes a ponto dele achar que esta era a única saída? Sei lá, heim.