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A atriz Rosanna Arquette, conhecida por seu papel em Pulp Fiction: Tempo de Violência, criticou recentemente o diretor Quentin Tarantino pelo uso recorrente de um termo racista em suas obras.

Em entrevista ao jornal The Times (via World of Reel), a artista elogiou o clássico do cinema, mas condenou a liberdade criativa concedida ao cineasta para utilizar a ofensa em seus roteiros.

“É icônico, um ótimo filme em muitos aspectos, mas pessoalmente, não aguento mais o uso da palavra com N — eu a detesto. Não suporto que ele tenha recebido carta branca. Não é arte, é simplesmente racista e repugnante”, declarou Rosanna Arquette.

O debate sobre a linguagem nos filmes de Quentin Tarantino é antigo na indústria. Na época do lançamento de Django Livre, o diretor Spike Lee repudiou publicamente o excesso do termo racista na produção, classificando a atitude como um desrespeito aos seus ancestrais.

Apesar das críticas, Quentin Tarantino sempre defendeu as suas escolhas narrativas, afirmando que jamais suavizaria os diálogos para agradar o público e que o seu trabalho exige ignorar essas pressões externas.

O ator Samuel L. Jackson, colaborador frequente do diretor em diversos projetos, também o defendeu ao longo dos anos, argumentando que proibir um roteirista de escrever como as pessoas realmente falam seria uma desonestidade com a arte.

Para os espectadores interessados em revisitar a obra, Pulp Fiction: Tempo de Violência encontra-se disponível nos catálogos dos serviços de streaming Netflix e Paramount+.

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