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Batman Arkham Knight é o terceiro e provavelmente o último game da série Arkham a ser produzido pela Rocksteady. A trilogia se iniciou em 2009 com o aclamado Arkham Asylum, que até hoje é considerado por muitos o melhor jogo de super-heróis. Ou pelo menos era.

Um tiro limpo na cabeça. Isso é tudo o que queremos” isso é o que você pode esperar da maioria dos diálogos do Arkham Knight. Em quase todos as oportunidades, o personagem tenta ir através do coração e de todos os ideais do Homem-Morcego. “Todos os olhos, toda a esperança depositada em um homem que falha com seus amigos” diz o Espantalho nas  televisões ao redor da cidade de Gotham. Sempre lembrando Bruce de que a culpa da perda de seus entes queridos é única e exclusivamente, dele.

Como podem perceber, Batman Arkham Knight possui uma linha narrativa muito psicológica. Os games anteriores não fugiram disso, mas aqui está muito mais presente, talvez pelo fato do medo ser um tema recorrente, o jogo explora ao máximo a mente perturbada de seu protagonista. Não se passa um minuto da história sem que o fantasma da morte do Coringa e as novas ameaças atormentem O Cavaleiro das Trevas.

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Quando chegamos a parte de jogabilidade, a primeira novidade é o icônico Batmóvel. Pela primeira vez na série, podemos controlar o veículo livremente pelas ruas de Gotham City sem nos preocuparmos em devolve-lo depois. A direção não é complicada. O carro é leve e permite, ao longo dos upgrades do jogador, coisas como : hackear sistemas, lançar Batman mais alto nos céus de Gotham ou lançá-lo em cima de inimigos, destruir drones do Arkham Knight, escalar alguns prédios (lança uma espécie de corda em determinada parte do prédio, e depois é só subir) e é claro, se movimentar com mais facilidade e rapidez.

No entanto, a constante requisição do veículo pode se tornar muito cansativa. No terceiro ato da história, o jogo praticamente força o jogador a usar o carro para derrubar uma horda de drones. O modo de batalha do Batmóvel é muito divertido e de fácil entendimento. Você desliza de um lado para o outro, enquanto tenta atingir os drones inimigos e carregar duas barras que ficam visíveis na sua mira. Quando carregadas, o jogador pode optar por lançar três mísseis de uma só vez.

As batalhas também podem ficar monótonas e chatas, mesmo com a grande variedade de upgrades que o jogo possui. Algumas ”boss fights” requerem o uso excessivo do veículo, tornando-as chatas e estressantes. Se você já jogou Gears of War 3, pense no Batmóvel como um dos quick-time-events da última luta do jogo.

Novamente, o Batman é muito bom de se controlar. Dois dos muitos momentos que demonstram isso é quando o jogador tem de encontrar e derrotar o Morcego-Humano e o Vagalume, (que desta vez está com um visual muito mais radical em comparação ao visto em Batman Arkham Origins) em missões secundárias do game. A excelência dos mapas de predador deve ser ressaltada. Em Arkham City, quando se derrubava 5/8 capangas, os três restantes iriam ir cada um por sí. O que de certa forma facilitava o ato de derrubá-los. Já em Arkham Knight é muito difícil esses capangas estarem sozinhos. Quase sempre estão em grupo, e quando não andam, alguém dá cobertura pro seu companheiro. Os diálogos entre o grupo de criminosos também ganharam uma evolução considerável.

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A parte mais divertida do jogo fica por conta do Dual-Play. É difícil imaginar algum fã do Homem-Morcego que nunca tenha sonhado jogar com Batman e Robin num modo cooperativo. O jogo constantemente te dá a oportunidade de lutar ao lado do Asa Noturna ou do próprio Robin, em missões secundárias de variados vilões como o Pinguim, Duas-Caras e o Vagalume. O Dual-Play da um show de ângulos, interatividade e história. Lembrando que a Mulher-Gato também está incluída nessa equipe. O modo de jogo no entanto, pode ser um pouco mais difícil pra quem joga nos consoles e não é muito bom no free-flow combat.

É notável que o jogo possui vários vilões, tendo como principais o Espantalho e o Arkham Knight. Este que deveria ter um mistério acerca de sua identidade, mas alguns clichês da história já devem revelar o segredo antes da metade. Se você for um fã de longa data do Batman, pode descobrir isso até mais cedo.

Batman Arkham Knight cumpre tudo o que prometeu. Gotham é gigante (Quase cinco vezes maior que o mapa do jogo anterior) e assim como Arkham City, tem missões secundárias realmente interessantes, que dão mais vontade de continuar jogando o game sem parar. Alguns elementos pequenos como a fumaça das rodas do Batmóvel e as gotículas de água da capa do Batman na versão do PC ou a destruição dos cenários nos consoles tornam os elogios necessários e válidos. A sensação ao final do game é de que a Rocksteady misturou Batman Arkham Asylum e Arkham City. Fazendo, sem sombra de dúvidas o melhor jogo de super-heróis de todos os tempos.



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