Comentários

Às vezes você também não se pergunta se não está vivendo uma distopia? Falo isso porque muitos dos grandes livros escritos com essa intenção contém elementos que estão presentes na nossa realidade, seja na nacional seja na internacional. Claro que esses efeitos distópicos foram utilizados a torto e a direito tanto nos livros quanto nos quadrinhos. Por essa razão tentamos nesta lista estabelecer um link entre uma obra e outra. 


Antes de continuar: Participe do nosso grupo de Whatsapp e receba ofertas diárias de Quadrinhos com desconto. Para participar, basta clicar aqui!


1984, DE GEORGE ORWELL + V DE VINGANÇA, DE ALAN MOORE E DAVID LLOYD

Sabe aquelas máscaras de V de Vingança que são usadas nos protestos? Bem, elas não seriam possíveis de ter existido se não fosse o livro 1984, do inglês George Orwell, que imaginava um mundo totalmente vigiado por um ente chamado O Grande Irmão (sim, o Big Brother, não por acaso o programa onde as pessoas assistem à vidas de outras confinadas em uma casa se chama assim). 1984 é a distopia das distopias e foi por causa dela que muitas outras surgiram, inclusive nas histórias em quadrinhos, como por exemplo, serviu de inspiração para V de Vingança. de Alan Moore e David Lloyd, que começou a ser publicada em 1982. A obra de Orwell foi escrita em 1945 e é até hoje festejada como um conto de precaução sobre como governos totalitários podem tomar conta da população e transformá-la em joguete para seus interesses.

Para adquirir o livro 1984, clique aqui, já para adquirir V de Vingança, acesse este link. 

LARANJA MECÂNICA, DE ANTHONY BURGESS + ZDM, DE BRIAN WOOD E RICCARDO BURCHIELLI

Laranja Mecânica também é um clássico por motivos semelhantes aos de 1984, mas seu autor Anthony Burgess consegue ser ainda mais sombrio, mostrando uma sociedade violenta, cheia de gírias de guetos e de um governo disposto a fazer lavagem cerebral de maneira nada velada naqueles considerados indesejáveis. Acompanhamos um vândalo chamado Alex e sua rotina de barbaridades. Até que ele é pego pela polícia e “domesticado”, digamos assim, transformado em mais um na multidão que engole facilmente os discursos que lhe passam. Em um sentido contrário de Laranja Mecânica, temos ZDM, um quadrinho de Brian Wood e Riccardo Burchielli que imagina um futuro em que os Estados Unidos estão divididos e um correspondente de guerra inocente vai se ver várias vezes transformado, de rebelde a cooperativo da guerra e mudando mais uma vez, dentro dessa terrível realidade bélica. 

Você pode comprar Laranja Mecânica neste link e pode comprar o primeiro volume de ZDM neste link

FAHRENHEIT 451, DE RAY BRADBURY + TRANSMETROPOLITAN, DE WARREN ELLIS E DARICK ROBERTSON

Ray Bradbury tem um histórico de ter sido um dos escritores mais adaptados para os quadrinhos, principalmente nas revistas da EC Comics dos anos 1950. Fahrenheit 451 é a sua obra prima, que imagina também um mundo vigiado em que as pessoas são proibidas de ler livros, que são queimados em praça pública. Mas o protagonista do livro, que ironicamente é um bombeiro que queima livros, vai buscar entender essa situação e o “perigo” que os livros podem produzir ao transformar vidas alienadas em pessoas com consciência crítica. Da mesma forma, nos quadrinhos de Transmetropolitan, escritos por Warren Ellis e desenhados por Darick Robertson, o jornalista Spider Jerusalém tenta expor a hipocrisia da sociedade do futuro do planeta Terra através de seus artigos. Só que nem sempre ele acaba conseguindo realizar seu intento. 

Fahrenheit 451 pode ser encontrado para venda neste link e o volumes de Transmetropolitan podem ser acessados a partir deste link. 

O CONTO DA AIA, DE MARGARET ATWOOD + Y: O ÚLTIMO HOMEM, DE BRIAN K. VAUGHAN E PIA GUERRA

Em uma sociedade ultra religiosa e ultraconservadora, as mulheres perderam seus direitos e são tratadas ou como serviçais ou como as aias, responsáveis por darem a luz aos filhos herdeiros dos grandes pastores do país de Gilead. Submetidas a um bizarro ritual onde são seguradas pelas esposas desses homens enquanto são estupradas por eles, as aias não tem direitos de ter uma vida própria, a não ser servir ao seu patrão porque são as últimas mulheres capazes de gerar vida em seu ventre nesse futuro distópica.  Em contrapartida ao Conto da Aia, temos a série em quadrinhos Y: O Último Homem. Nesta série, escrita por Brian K. Vaughan e desenhada por Pia Guerra, uma praga dizimou todos os seres com cromossomo Y da face da terra. Todos menos Yorick Brown e seu macaco Ampersand, que são os machos mais procurados e perseguidos da Terra agora que o resto do mundo, num cenário pós-apocalíptico, é regido por mulheres. A série acompanha Yorick e suas aliadas para restaurar a ordem no mundo e para que o último homem se reencontre com sua noiva perdida.

Y: O Último Homem pode ser encontrado neste link, já O Conto da Aia pode ser adquirido neste link. 

NÓS, DE TURGUENIEV ZAMIATIN  + TRILLIUM, DE JEFF LEMIRE

Em uma sociedade fria, em que todos têm o seu papel para cumprir para que o mundo funcione de forma eficiente, um engenheiro da mais nova espaçonave a ser lançada começa a ter sensações estranhas. Ele começa a sentir amor, uma sensação diferente do que todas aquelas que já sentia. Ele agora parece saber que tem uma coisa que nunca teve: alma. Estaria doente? Ou aquilo é natural, só foi reprimido pela sociedade? Nós, de Turgueniev Zamiatin foi uma das primeira distopias criadas, na década de 1930, no meio do despotismo de Stalin na URSS. Nós inspirou todas as distopias sucessivas. Com uma relação entre homem e mulher e a permissão dos sentimentos semelhante, temos os quadrinhos de Trillium, de Jeff Lemire, em que uma bióloga do futuro se defronta com um soldado da Primeira Guerra Mundial e, de forma impossível, os dois se apaixonam e buscam se reencontrar através da ingestão de uma flor alucinógena. 

Você pode adquirir Nós através deste link e Trillium, neste link. 



Comentários