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O mundo corporativo foi surpreendido em novembro de 2022, quando Bob Iger abandonou a aposentadoria para retornar ao cargo de CEO da Disney, que antes estava com Bob Chapek.

A troca nunca pareceu motivada pelo vácuo – os mais recentes fracassos do estúdio deixaram isso claro, mas agora Iger falou diretamente de Chapek, ao se referir a seu descontentamento com os rumos que a empresa estava tomando.

Conforme registrado pelo The New York Times, Iger disse ter trabalhado muito para se distanciar da empresa, sem sucesso, pois tinha um grande desapontamento com a gestão de Chapek desde o início.

Fiquei desapontado com o que estava vendo no período de transição e enquanto estava fora. Trabalhei muito para me distanciar disso,” disse Iger.

Chapek, vale lembrar, foi uma escolha do próprio Iger, que ao encerrar sua gestão anterior na Disney, pretendia se afastar do mundo corporativo.

Tenho consertado muitos problemas que a empresa teve e estou lidando com muitos desafios. Alguns deles foram provocados por decisões tomadas pelo meu antecessor. Outros são basicamente o resultado de uma tremenda disrupção no mundo e em nossos negócios,” continuou Iger.

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Em um comunicado especial para os funcionários da Disney (Via ComciBook.com), o atual CEO da empresa falou em “conserto” para uma nova fase de “construção“, que prioriza qualidade acima da quantidade.

Iger já havia demonstrado incômodo com a forma sem critério que a Disney estava entregando suas produções.

Durante uma entrevista anterior para a CNBC, o CEO havia reconhecido que a tentativa de criar muito conteúdo para o Disney+ prejudicou algumas das principais marcas da empresa, como Marvel e Pixar.

“Houve algumas decepções (recentes). Gostaríamos que alguns lançamentos tivessem um desempenho melhor (nas bilheterias). É reflexo não como um problema do ponto de vista pessoal, mas acho que, em nosso zelo de basicamente aumentar nosso conteúdo significativamente, para atender as ofertas de streaming, acabamos sobrecarregando nosso pessoal muito além – em termos de seu tempo e foco – muito além de onde eles estavam,” declarou ao Squawk Box, da CNBC.

“A Marvel é um grande exemplo disso. Eles não estavam no negócio da TV em nenhum nível significativo, e não só aumentaram a produção de filmes, mas acabaram fazendo várias séries. E, francamente, isso diluiu o foco e a atenção do público.” Concluiu o CEO.

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.


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