O chefe do Xbox Game Studios, Matt Booty, queria “tirar a PlayStation do mercado”, conforme afirmou em e-mail enviado em 2019.
O e-mail foi apresentado como uma das provas na batalha judicial sobre a tentativa de compra da Activision Blizzard. A mensagem, enviada ao executivo da Xbox, Tim Stuart, demonstrava a clara intenção de Booty de apostar em aquisições de outros estúdios como uma estratégia para enfraquecer a concorrente.
Confira o e-mail abaixo:
“Nós [Microsoft] estamos em uma posição muito única em que podemos gastar para tirar a Sony do mercado”, escreveu Booty, em referência aos gastos planejados de US$ 2 a 3 bilhões para 2020.
Booty destacou a necessidade de evitar uma “situação em que Tencent, Google, Amazon ou mesmo Sony se tornaram a Disney dos jogos e possuem a maior parte do conteúdo valioso”.
A Xbox se defendeu, argumentando que o e-mail é antigo e reflete uma estratégia que a empresa nunca adotou.
“Este e-mail tem três anos e meio e é anterior ao anúncio de nossa aquisição [da Activision Blizzard] em 25 meses”, disse o gerente geral de relações públicas da Microsoft, David Cuddy, ao The Verge. “Refere-se às tendências da indústria que nunca buscamos e não está relacionada à aquisição [da Activision Blizzard]”.
Vale lembrar que esse e-mail foi enviado um ano após a Microsoft adquirir a Ninja Theory, em junho de 2018, por um total de US$ 117 milhões. A aquisição da Ninja Theory acompanhou outras aquisições relevantes, como as de Turn 10, Playground Games, Compulsion Games e Undead Labs.
Posteriormente, em 2020, a Microsoft considerou adquirir a SEGA, e também a Bungie, IO Interactive, Niantic e Supermassive Games.
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A aquisição da Activision pela Microsoft tem sido uma verdadeira novela ao longo dos últimos meses, a medida que diversos órgãos de regulamentação ao redor do mundo analisam a negociação.
Vale lembrar que a Activision Blizzard aceitou uma proposta de US$ 68,7 bilhões (R$ 373,79 bilhões) feita pela Microsoft, que vem enfrentando litígios e questionamentos por parte de concorrentes.
A negociação, no entanto, já foi aprovada por diversos órgãos de regulamentação ao redor do mundo, incluindo China, Coréia do Sul e União Europeia.