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O fracasso retumbante de Coringa: Delírio a Dois (2024) iniciou uma crise enorme na Warner Bros. Pictures, que quase desencadeou a demissão de seus presidentes no começo de 2025. O estúdio, no entanto, virou o jogo e teve o seu melhor ano do século. Hoje, Michael De Luca e Pam Abdy olham para a crise como algo que fortaleceu sua gestão.

Falando ao Wrap, a dupla disse ter fortalecido ainda mais a amizade no período em que estampava todas as manchetes negativas de Hollywood. Eles tinham muita confiança no catálogo de filmes da Warner e sempre acreditaram na virada de chave (embora não na magnitude que ela acabou tendo). No fim, amadureceram da forma mais difícil possível como grandes líderes.

Quando havia aquele falatório da mídia, nossa equipe formou um círculo de proteção ao nosso redor“, disse De Luca. “Operamos a empresa como uma família. E você tem que lembrar que a imprensa não sabia o que nós sabíamos — as exibições de teste, as campanhas. Sabíamos que ficaríamos bem. Não sabíamos que o catálogo superaria as metas nesse nível, mas estávamos razoavelmente seguros de que, assim que os filmes saíssem, as pessoas ‘morderiam a língua’.”

Abdy completou: “Mike e eu tivemos que nos apresentar como líderes para nossas equipes, porque tínhamos um catálogo inteiro para lançar. Você não pode sentar e apenas se preocupar com um momento.

Aproveitando a ocasião, os executivos também fizeram questão de defender o trabalho de Todd Phillips, evitando atribuir qualquer culpa pela crise.

Eu realmente gostei [de Coringa: Delírio a Dois]. Ainda gosto…“, disse Abdy, antes de Michael declarar: “Foi muito revisionista. E pode ser que tenha sido revisionista demais para um público global convencional, mas achei que o Todd [Phillips] fez o que a maioria das pessoas que fazem sequências não faz: decidiram não se repetir. Dou um crédito imenso a eles por isso, mas acabou não conectando com o público. Como somos veteranos, temos a ‘casca grossa’. Já tive fracassos na minha história e sorte de ter sucessos. Mas tento lembrar de algo que alguém me disse uma vez: ‘Todo mundo tem fracassos, mas nem todo mundo tem sucessos’.

Michael De Luca e Pam Abdy esperam continuar fazendo esse trabalho eclético na Warner por muitos anos. Atualmente, eles já trabalham no calendário de 2028.

Estamos seguindo o mesmo caminho: apostar em cineastas e ter um catálogo eclético para os cinemas. Essa é a nossa estratégia. 2026 já está garantido, 2027 está quase cheio e agora olhamos para 2028“, revelou Abdy.

De Luca concluiu: “Estamos triplicando a aposta no cinema. Queremos chegar a 18 filmes por ano.

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Fonte: The Wrap