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Christopher Nolan revelou os motivos de evitar explicar os finais de seus filmes para o público. O cineasta prefere manter as ambiguidades de suas narrativas vivas.
Durante entrevista ao talk show The Daily Show, apresentado por Jon Stewart, o assunto foi detalhado. A intenção em A Origem, por exemplo, não é ditar interpretações para os espectadores.
Nolan detalhou sua filosofia ao ser questionado sobre a recepção de suas histórias: “Nunca gosto de definir a experiência para o público. E, para mim, há ambiguidades. Há perguntas. Há camadas nas quais as coisas podem funcionar. Eu tenho que saber a resposta, eu tenho que saber o que acredito que a resposta seja. Caso contrário, as ambiguidades não seriam produtivas.“
O cineasta relembrou um conselho valioso de seu irmão Jonathan Nolan, que ajudou a escrever várias de suas obras, logo após a estreia de Amnésia no Festival de Veneza. Na época, era comum que ele debatesse o desfecho da produção com a imprensa.
Jonathan Nolan alertou que revelar a visão oficial acaba invalidando a opinião dos espectadores.
Nolan destacou a conversa que mudou sua postura pública: “Ele me levou para o lado e disse: ‘Ninguém ouviu a primeira parte onde você disse que é para ser decidido por você. Tudo o que eles ouvem é o que você diz. Sua interpretação prevalece sobre tudo. Você nunca mais pode fazer isso.’ Ele estava certo, e nunca mais fiz desde então.“
A decisão de manter o mistério ajuda a preservar o debate ativo entre o público. O diretor está de volta com a sua nova versão de A Odisseia, que está agora em cartaz nos cinemas do Brasil.