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Existe um debate entre os fãs de ‘Clube da Luta‘ se o melhor final da obra é o do cinema ou o do livro. Na China, os fãs tiveram a oportunidade de ver os dois unificados.

Clube da Luta‘ está sendo disponibilizado na China através do serviço de streaming Tencent Video, e com uma novidade não esperada, que é o seu final alterado.

Sim, o final que conhecemos do protagonista de mãos dadas com Marla enquanto os prédios explodem, não existe neste corte. No lugar, uma cena mostra que a polícia descobriu os planos de Tyler a tempo, e as bombas nunca explodiram.

No fim da versão chinesa, ainda é exibida uma legenda que diz:

“Após o julgamento, Tyler foi enviado para um asilo de lunáticos recebendo tratamento psicológico. Ele recebeu alta do hospital em 2012.”

Reprodução/ Tencent Video

No livro, após atirar na própria boca para se livrar de Tyler, o narrador acorda em um local em que acredita ser o céu, mas na verdade é uma instituição psiquiátrica na qual ficou internado.

O final do corte chinês é mais fiel ao dos livros, mesmo a intenção dele não sendo essa. De acordo com o Vice, queriam mostrar que a lei sempre triunfa contra o crime.

O site ainda afirma que “o filme foi editado pelo proprietário dos direitos autorais, e depois aprovado pelo governo chinês antes de ser vendido para sites de streaming para distribuição. A editora chinesa do filme, Pacific Audio & Video Co., é uma afiliada da TV estatal Guangdong.”

Lançado em 1999, ‘Clube da Luta‘ é um sucesso cult que aborda agressivamente temas como o consumismo, dirigido por David Fincher. O longa adapta um livro de mesmo nome, escrito por Chuck Palahniuk.

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.


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