
Na mais recente edição de Action Comics, Superman passou um tempo relembrando a sua trajetória. Na verdade, ele estava procurando anormalidades em sua linha do tempo pessoal após o recente arco “Superman Reborn“, mas o efeito prático da edição foi mostrar aos fãs o que é oficialmente cânone no atual Universo DC.
Então confira agora uma lista com 11 histórias que contém mudanças de status quo e elementos que agora sabemos que fazem parte oficialmente da cronologia do Homem de Aço nos quadrinhos atuais.
ORIGEM

Claramente, as novas origens do Superman são bastante influenciadas por Superman: O FIlme e suas sequências, de Richard Donner.
Os cristais, que desempenharam um papel importante nesses filmes e foram intensamente utilizados por Geoff Johns em sua fase nos quadrinhos que era bastante inspirada no cinema, estão em vigor em “The New World” e vemos uma versão da origem do Superman (com seu primeiro encontro com Lois Lane) que é completamente inspirada em uma cena de Superman: O Filme.
EXILADO NO ESPAÇO

O visual gladiador do Superman vem de “Exile in Space”, uma história que aconteceu logo após John Byrne deixar o título do Superman, que ele havia ajudado a reconstruir no final dos anos 80.
Em sua última história, Byrne deixou para seus substitutos um gancho: enfrentando a possibilidade real da extinção humana pelas mãos de um grupo de vilões de uma Krypton de uma realidade alternativa, Superman matou o trio usando a Kryptonita de seu mundo.
E as consequências emocionais de matar alguém fizeram muito mal ao Homem de Aço. Após um colapso nervoso e uma pequena ruptura com a realidade, Superman começou a se preocupar com o fato de ser uma ameaça à sociedade e resolveu se exilar no espaço.
O visual gladiador aconteceu em um momento onde Superman foi capturado e levado para o planeta arena de Mongul, onde foi obrigado a batalhar para entretenimento das massas.
A AMEAÇA DA KRYPTONITA VERMELHA

Está vendo essa estranha armadura com o Superman? Ela vem de “A Ameaça da Kryptonita Vermelha“, uma história onde Mr. Mxyzpltk retira os poderes do Superman graças a uma exposição ao misterioso minério.
A experiência ajudou Clark a entender como o aspecto do Superman é importante em sua personalidade, já que ele foi levado ao heroísmo mesmo quando não tinha seus poderes (uma ideia que seria explorada ainda muitas vezes depois).
O DIA DO KRYPTONIANO

Em 1990, o Superman encontrou-se possuído pelo Erradicador, um artefato Kryptoniano empenhado em destruir o ambiente da terra e reconstruí-lo como um novo Krypton, independente de seu custo para a humanidade (sim, praticamente o plot do filme O Homem de Aço).
Durante o período em que estava sob controle mental, Superman assumiu uma personalidade fria e calculista, e começou a se vestir como um Kryptoniano da era Byrne.
A MORTE DO SUPERMAN

Para surpresa de ninguém, a história de DC mais vendida na era moderna, A Morte do Superman, permanece canônica aqui. E tudo parece ter ocorrido exatamente como antes.
O que vale uma nota aqui, mais do que qualquer outra coisa, é que Superman ainda fala sobre isso como “o dia de sua morte.” Enquanto ao longo dos anos diversos escritores tentaram descrever esse momento como uma espécie de coma ou uma fase evolutiva kryptoniana, nas HQs atuais Superman deixa claro que em sua mente aquilo realmente foi a sua morte.
O RETORNO DO SUPERMAN

Após a morte do Superman, quatro pretendentes surgiram para substituí-lo, cada um usando o “S” por diferentes razões, até que o original finalmente voltou – sem seus poderes totais e usando cabelos longos.
Um dos Supermen substitutos, o Superman-Ciborgue, acabou se revelando como o vilão Hank Henshaw, que eu lado de Mongul destruiu a cidade de Coast City, matando milhões.
Ajudado por três de seus “substitutos”, Aço, Superboy e Erradicador, o verdadeiro Superman deu fim à trama dos vilões.
HOMEM DOS BRINQUEDOS

Essa foi uma adição estranha, já que o Homem dos Brinquedos foi retratado com cabelos longos e óculos quebrados, visual que faz parte de um período dos quadrinhos em que o personagem ficou mais “sombrio”, sendo a história mais significativa desta época a publicada em Superman #84, onde o vilão mata o filho de Cat Grant, Adam.
Essa história “The Toyman Plays for Keeps” tem sido extremamente controversa ao longo dos anos na DC, e quando Geoff Johns esteve á frente do título Action Comics, fez questão explicá-la na continuidade, criando uma trama de que aquele não era o Homem dos Brinquedos real, e sim um serial killer se passando por ele.
O escritor Dan Jurgens, que escreveu não apenas Superman #84 mas também Action Comics #978, disse no passado que se pudesse voltar no tempo, não teria escrito a história. Então, isso significa que temos uma história que nem Johns e nem Jurgens queriam, sendo mantida na continuidade?
A MORTE DE CLARK KENT

Na nova edição, temos entre as lembranças do Superman uma imagem do vilão Conduíte, arquiteto da HQ “A Morte de Clark Kent.”
Conduíte era Kenny Braverman, um amigo de infância de Clark. Crescendo em Smallville, Kenny nunca parecia estar à altura de Clark Kent. Seja no atletismo ou nas notas no colégio, Kenny nunca conseguiu sequer se igualar ao amigo – algo que seu pai dominador e abusivo costumava lembrá-lo regularmente.
“Meus amigos, como Pete Ross, Kenny Braverman e Lana Lang…” diz Clark enquanto exalta as virtudes de Smallville na nova edição de Action Comics.
Na linha do tempo do pós-crise, Kenny cresceu e, eventualmente, desenvolveu poderes baseados em Kryptonita, bem como desfiguração física. No começo ele se contentou em trabalhar para o governo usando seus poderes para beneficiar os interesses militares americanos, mas eventualmente abandonou as forças armadas devido a problemas mentais, tornando-se um supervilão.
Culpando Clark por todos os seus problemas, ele partiu para matar o repórter, o que se provou surpreendentemente difícil de fazer, já que o Superman sempre estava por perto para dar uma mãozinha a Clark.
O SUPERMAN ELÉTRICO

Vinte anos atrás, em Superman #123, Dan Jurgens e Ron Frenz reinventaram o Homem de Aço como um super-herói baseado em energia, com pele azul e poderes elétricos.
Alguns meses depois, Superman foi dividido ainda em dois personagens distintos, um Superman elétrico azul e um vermelho. A historia foi extremamente polêmica – e é até hoje – sendo relembrada como um dos piores momentos do Homem de Aço nos quadrinhos.
E agora, sabemos que isso realmente aconteceu e continua valendo para o Superman nos quadrinhos atuais.
MUNDOS EM GUERRA

Um mini-evento que ocorreu dentro da família de títulos da Liga da Justiça em 2001, “Mundos em Guerra” é a provável referência dada à presença de Imperiex nas lembranças do Superman em Action Comics.
O crossover ocorreu principalmente através dos títulos mensais de Superman e Mulher-Maravilha, e uma série de especiais temáticos one-shot lidou com os heróis do Universo DC enfrentando a ameaça cósmica conhecida como Imperiex, que atacou a Terra com o propósito de usar o planeta como base para o “esvaziamento” de todo o universo.
OLHO POR OLHO

Traduzida por aqui como Olho por Olho, a história cujo título em inglês é “What’s so funny about truth, justice and the american way?” (O que é tão engraçado sobre a verdade, justiça e o modo de vida americano?) foi escrita por Joe Kelly em 2001, exatamente na época em que surgiam nos quadrinhos equipes de super-heróis mais realistas, violentas e sem escrúpulos como o Authority de Warren Ellis.
Na história, que faz uma analogia aos leitores de quadrinhos da época, um super grupo radical conhecido como Elite (que é uma analogia ao próprio Authority) cai nas graças do público com seu jeito violento e agressivo de resolver problemas, fazendo parecer que o jeito de escoteiro do Superman é coisa do passado. O roteirista Joe Kelly decidiu então mostrar que nada supera um bom e velho super-herói à moda antiga, e colocou o Superman para dar uma lição nos novatos. A luta é sensacional, e a HQ acabou sendo tão bem recebida que ganhou uma animação chamada Superman VS A Elite.
A presença do personagem Manchester Black na nova edição indica que a história permanece oficialmente na continuidade.




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