
Quando Demolidor estreou ano passado, ninguém esperava muito da série – afinal, tivemos uma má experiência com o filme de Ben Affleck – porém, o filme conseguiu surpreender os telespectadores com seus personagens complexos e excelentes atuações. Agora, todos estão de olho na segunda temporada e o hype está gigante.
E deve subir mais, pois garanto, a segunda temporada de Demolidor é tão boa quanto você desejava. A Netflix e a Marvel nos permitiram assistir os sete primeiros episódios dos 13 que compoem a temporada, devo dizer, ficamos impressionados.
Sejamos sinceros, sua maior preocupação é sobre o Justiceiro, vivido por Jon Bernthal, afinal, é um personagem adorado. Infelizmente, não podemos dar nenhum spoiler sobre a série, mas posso dizer, de forma segura, que Bernthal nasceu para este papel. Ok, ele não possui as características físicas iguais as de Frank Castle nos quadrinhos, Bernthal não é um cara gigante, monstruoso com um queixo enorme. Entretanto, o ator consegue mostrar seu talento ao conseguir incorporar a natureza assassina e severa do anti-herói.

Uma coisa que deu pra notar é que a segunda temporada tem um ritmo bem mais acelerado que a primeira. A introdução de personagens como o Justiceiro e a Elektra (Élodie Yung) conseguem dominar os primeiros episódios. Por falar em Elektra, essa encarnação dela é visualmente fiel aos quadrinhos. Ela age com segurança, sedução e de uma forma perigosamente intrigante. Naturalmente, ela é uma mestre em artes marciais e isso fica bem claro durante os seus primeiros episódios. Existe uma boa química nas cenas em que vemos Yung e Cox juntos, todas as vezes que eles aparecem lado a lado, você sabe que existe o perigo de algo sair do controle (qualquer coisa).
Mas a temporada não vive apenas do Justiceiro e da Elektra, afinal, temos um protagonista: O Demolidor! Charlie Cox está ainda mais seguro no papel de Matt Murdock. Ele consegue se consolidar no papel e isso é refletido na atuação. Como sabemos, a primeira temporada tinha aquele ar de “Ano Um” do Demolidor (apesar de ficar explícito que ele já agia como herói há algum tempo). Na segunda temporada, ele está mais convicto em seu caminho, óbvio que ele ainda carrega muito da culpa católica que o persegue, mas ele consegue liberar toda a sua “justiça” em cima dos bandidos sem hesitação. Ele se tornou bom no que faz e apresenta novas habilidades com os bastões.

Por falar nisso, existe uma cena incrível que “homenageia” aquela do corredor da primeira temporada. Seguindo o mesmo estilo, a coreografia é incrível e esta consegue ser ainda maior e mais trabalhada. Não há do que reclamar.
Apesar de todos os socos, chutes, explosões e tiros, o que mais chama a atenção são os diálogos da série. Eles conseguem capturar a essência de cada personagem, permitindo que Cox e Bernthal passem emoção, desespero e apreensão. Dois homens que buscam por justiça, de modos totalmente diferentes. Estes momentos são maravilhosamente verdadeiros para cada personagem e realmente fascinantes.

Foggy (Elden Henson) e Karen (Deborah Ann Woll) também possuem muito o que fazer na série. Eles estão tentando manter a firma Nelson & Murdock viva enquanto se envolvem em uma guerra e tentam desvendar o mistério da origem do Justiceiro. Foggy é um dos que mais evolui entre as temporadas, aqueles que duvidavam da sua capacidade, terão uma bela surpresa.
Nos sete primeiros episódios dá para ver que a Marvel e a Netflix conseguiram novamente: temos incríveis coreografias de luta, muita violência, personagens ainda mais complexos e bem construídos, grandes atuações e uma história incrível. Não perca a estreia no dia 18 de Março! O Jon também deu sua opinião, confira abaixo:
https://www.youtube.com/watch?v=1MgGvGisNgA





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