
Dez anos depois do lançamento do filme O Código Da Vinci, Robert Langdon volta para sua terceira aventura no cinema em Inferno. Depois do grande sucesso do primeiro filme e a morna, mas ainda interessante, sequência Anjos e Demônios (2009), as expectativas eram altas.
Baseado no livro de Dan Brown lançado em 2013, o filme acompanha Langdon, que precisa resolver mais um mistério envolvendo grandes segredos e artistas renascentistas. Dessa vez, o personagem acorda com amnésia em um hospital na Itália sendo perseguido por assassinos. Assim, ele foge com sua médica (Felicity Jones) e precisa seguir pistas para descobrir o que aconteceu e como impedir que um vírus seja liberado e mate metade da população mundial.
Inferno segue a mesma formula usada nas outras obras de Brown, mas isso não é algo ruim. Mesmo com um final previsível (a ameaça proposta é grande demais para realmente parecer que possa se tornar realidade), o filme se desenvolve bem e mantém o público interessado até o final, tendo ainda espaço para mais de uma reviravolta interessante.
O filme não peca no quesito de atuações. O charme, talento e carisma de Tom Hanks nunca falham e aqui não é diferente. Também é interessante ver Felicity Jones como a brilhante médica Sienna Brooks, que se mostra capaz de acompanhar Langdon intelectualmente sem ficar para trás. Jones já provou ser uma excelente atriz em Paixão Inocente e A Teoria de Tudo, sendo essa uma boa chance de conhecer seu trabalho antes da estreia de Rogue One: Uma História Star Wars.
Ben Foster também merece destaque no papel de Bertrand Zobrist, o cientista bilionário preocupado com a superpopulação mundial e que inventa o vírus para solucionar esse problema. Apesar de não aparecer tanto no filme, Foster tem uma forte presença, refletindo assim o resto de sua carreira. O ator sempre entrega excelentes atuações como personagens coadjuvantes, mas não teve ainda a sua chance de brilhar.
O filme é visualmente lindo, não só nas suas cenas em museus ou nas belas paisagens da Itália e Turquia, mas também nos delírios de Langdon, que tem visões misturando a realidade com o inferno descrito pelo poeta Dante. Esses delírios criam uma forma narrativa diferente e é interessante ver como a mente do protagonista funciona, fazendo conexões entre os detalhes que consegue se lembrar e os elementos artísticos que são tão presentes nas obras de Dan Brown.
Inferno é um filme divertido e que, mesmo usando a fórmula das outras duas adaptações, consegue equilibrar a aventura com um mistério bem construído. E para os fãs da franquia, é um alívio saber que essa pode não ser a última aparição de Langdon no cinema. Em 2017 Dan Brown lançará o livro Origin, mais uma vez protagonizado pelo nosso simbologista preferido, abrindo a possibilidade para mais uma adaptação no futuro.
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