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Em uma recente entrevista ao canal do YouTube de Adam Lupis, o compositor Danny Elfman relembrou a tensão que antecedeu o lançamento de Batman: O Retorno (1992), de Tim Burton.

Segundo Elfman, a sequência teve problemas com o departamento de classificação indicativa dos Estados Unidos porque era considerada “assustadora demais” para as crianças. No entanto, nem mesmo eles conseguiam explicar direito o que havia de tão assustador no filme.

“Foi realmente ridículo. Quando Batman: O Retorno estava saindo, o escritório de censura se recusou a dar uma classificação livre. Eles diziam que era ‘assustador demais para crianças’. E não tem nada de intenso naquele filme! Pessoas levam tiros e caem, igual a um velho faroeste. Não tem sangue espirrando, não tem cabeças explodindo. Eles só disseram: ‘Não é algo específico. É o tom geral, o que vocês não podem mudar'”, disse o compositor.

Em seu lançamento, Batman: O Retorno de fato foi considerado muito sombrio para o público infantil e, apesar de ter arrecadado decentes US$ 266,8 milhões ao redor do mundo, foi tido como um fracasso de bilheteria por ter ficado cerca de US$ 150 milhões abaixo de Batman de 1989. A decepção comercial custou a Tim Burton o comando da franquia, que acabou ficando com Joel Schumacher, que realizou Batman Eternamente (1995) e Batman & Robin (1997).

Voltando à versão de Burton, Danny Elfman relembrou que só não foi demitido do primeiro filme por causa do diretor.

“O estúdio dizia: ‘Não, precisamos de um compositor de verdade, não um cara de comédia’. Ninguém me queria no filme, exceto o Tim [Burton]. E o Tim ainda não tinha o poder que viria a ter na década seguinte”, revelou Elfman.

A virada só aconteceu quando o produtor Jon Peters ouviu a famosa “Marcha do Batman” pela primeira vez. “Ele pulou da cadeira e começou a reger a música. Tim me olhou como quem diz: ‘Conseguimos'”, relembrou.

No Brasil, todos os filmes do Batman estão disponíveis na HBO Max.

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