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Todos os Hashiras de Demon Slayer: Kimetsu No Yaiba carregam um passado doloroso, que motiva eles a dedicarem suas vidas à missão de exterminar os demônios sem hesitação. Gyomei Himejima, o Hashira da Pedra, também carrega esse fardo de ter vivenciado uma experiência horrível no passado, que o levou em direção ao Esquadrão de Caçadores de Onis.

Seu físico surpreendente passa a imagem de um homem robusto e bruto, mas ele é uma pessoa sensível e gentil. Nós poderemos conhecer mais sobre a sua história no arco de Treinamento com os Hashiras, que vai revelar como o Hashira da Pedra se tornou tão forte e quais são as suas especialidades. Para quem só viu o anime, saiba que esse artigo traz spoilers do mangá.

Gyomei é cego

Gyomei é cego desde que era criança, sua cegueira é o resultado de uma doença misteriosa que ele teve na infância. Ter os dois olhos cegos pode ser uma desvantagem para muitas pessoas, mas Gyomei não deixou isso lhe impedir de alcançar o posto de Hashira. A falta de visão foi facilmente compensada por uma força física incrível e sentidos aguçados.

Sentidos aguçados

Por ter nascido cego, Gyomei aprimorou os seus outros sentidos para enfrentar os demônios. Através de sua audição, ele se tornou capaz de perceber as nuances do ambiente, reconhecer qualquer pessoa só pela voz e prever os movimentos de um demônio pelo som que eles produzem.

Seus sentidos são tão apurados que ele até conseguiu aprender o Mundo Transparente, uma habilidade que coloca os caçadores em um estado de concentração perfeita. Desse modo, o usuário pode perceber em câmera lenta qualquer alteração na estrutura muscular e fluxo sanguíneo dos seres vivos ao seu redor, o que permite reagir a tempo contra qualquer ataque.

Foi um cuidador de crianças órfãs

Antes de virar um Hashira, Gyomei era o cuidador de nove crianças órfãs em um templo remoto. Apesar de suas próprias dificuldades, ele se esforçou ao máximo para garantir o bem-estar das crianças, dando alimentos e uma família para elas. Era proibido sair do templo durante a noite por causa dos ataques de demônios, mas uma das crianças desobedeceu a ordem e se esbarrou com um demônio no lado de fora.

Para salvar sua vida, essa criança usou a sua família como troca, levando o demônio até o templo. O demônio matou quatro crianças assim que entrou no templo, Gyomei pediu para as outras crianças ficarem atrás dele para protegê-las, mas três delas ignoraram sua ordem e morreram ao tentarem fugir.

Foi condenado à morte injustamente

Apenas uma das crianças, Sayo, ouviu Gyomei durante o ataque no templo, ela se escondeu atrás de seu cuidador, enquanto ele enfrentava o demônio. Enfurecido pela morte das outras crianças, Gyomei espancou o demônio brutalmente até o sol nascer. Foi nesse confronto desesperador que ele descobriu o tamanho de sua força bruta.

No entanto, a sua situação piorou ainda mais quando outras pessoas chegaram ao templo para ajudar. Os moradores que foram até lá acharam que Gyomei era o responsável pela morte das crianças quando ouviram Sayo dizer: “Esse homem é um monstro! Todo mundo… ele… matou todo mundo!”. O mal-entendido causado por ela fez Gyomei ser condenado à morte, mas ele foi salvo pela intervenção de Kagaya Ubayashiki.

Salvou a vida de Kanao e Shinobu

Por incentivo de Kagaya, Gyomei virou um Caçador de Onis e começou a usar sua força para um motivo nobre. As irmãs Kanae e Shinobu Kocho foram uma das pessoas salvas pelo Hashira da Pedra. Assim como Gyomei, elas também se uniram ao esquadrão pelo incentivo de proteger as pessoas inocentes.

Kanae e Shinobu insistiram para Gyomei ensinar a elas as técnicas de matar um demônio, mas ele recusou. Quando elas provaram suas capacidades, passando no treinamento dele, o Hashira da Pedra aceitou as duas irmãs no esquadrão. Sua intuição sobre o talento delas não estava errada, visto que ambas se tornaram Hashiras no futuro.

Está quase sempre chorando

Um costume bem característico de Gyomei é o seu choro excessivo, ele chora quase o tempo todo sem nenhuma razão específica. O mangá de Demon Slayer não deu nenhuma explicação para o motivo de Gyomei chorar tanto. Talvez a única razão que possa explicar isso é o lado sensível do personagem.

Seu estilo se assemelha um pouco ao de um monge budista, que é conhecido por seguir a filosofia da harmonia coletiva e paz interior. Nesse sentido, o seu choro pode ser uma forma de expressar sua preocupação com os humanos, que precisam sobreviver em um mundo rodeado de demônios sanguinários e perigosos.

O Hashira mais forte

Gyomei é o Hashira mais forte de sua geração. Esse reconhecimento não vem apenas do seu tamanho e força, ele também vem da sua habilidade em combate e sentidos apurados. No treinamento com os Hashiras, Tanjiro e Inosuke afirmam essa ideia, dizendo que o Hashira da Pedra é a pessoa mais forte que eles conheceram até agora.

Kagaya convocou apenas Gyomei para cuidar de Muzan no momento em que o vilão chegasse na base do esquadrão, justamente por ele ser o Hashira mais forte. Ele teve dificuldades para enfrentar Kokushibo, a Lua Superior Um, mas não há dúvidas de que ele sairia vitorioso contra uma Lua Superior de nível mais baixo, como Gyutaro, Gyokko ou Hantengu.

Treinamento severo

O treinamento de Gyomei se concentra na melhoria da força física e no controle muscular, mas suas práticas são bem difíceis de acompanhar. Quando outros caçadores vão treinar com ele, o Hashira da Pedra exige apenas três tarefas: Se manter de pé em uma cachoeira forte, carregar três troncos nos ombros e rastejar uma rocha gigante por um vilarejo.

Muitas pessoas desistiram do seu treino pela dificuldade exigida, Tanjiro foi uma das poucas pessoas que chegaram até a última etapa, mas o protagonista não sabia ao certo como rastejar uma rocha grande sem ter uma força equipara a de Gyomei. Genya revelou que, para passar no teste da rocha, é necessário usar uma sequência de movimentos que maximiza a concentração nos músculos.

Ele não usa uma espada

Ao contrário dos caçadores comuns que usam lâminas Nichirin, Gyomei utiliza uma arma única, composta por um machado e bola de espinhos presos por uma longa corrente. Forjada com o mesmo aço das Nichirins tradicionais, sua arma é reconhecida por uma qualidade incomparável, que é superior até mesmo às espadas do período Sengoku.

As vibrações da corrente ampliam a percepção de Gyomei para ele saber a direção exata em que deve lançar o seu ataque. Sua arma melhorou a Respiração da Pedra, tornando os seus ataques mais brutais e pesados. Gyomei pode matar um demônio cortando a sua cabeça com o seu machado ou esmagando ela com a sua bola de espinhos.

Aceitou a morte de bom grado

O dever de um Caçador de Onis exige um preço alto que é arriscar sua vida constantemente pelo bem maior. Os Hashiras são as pessoas mais cientes disso por serem encarregados de enfrentar os demônios mais fortes e perigosos. A geração de Gyomei acabou com essa tradição, derrotando Muzan de uma vez por todas, mas eles tiveram que pagar o preço pela vitória.

Kokushibo disse que os humanos que despertam a Marca do Caçador morrem antes dos 25 anos, mas Gyomei disse que ele e seus colegas já estavam preparados para esse sacrifício. Além disso, ele recusou o remédio que curaria os seus ferimentos após a derrota de Muzan, porque ele queria descansar em paz ao invés de prolongar sua vida por mais alguns anos.

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Ambientada no Japão durante o Período Taishō (1912-1926), a história principal gira ao entorno de Tanjirō Kamado, um garoto bondoso e inteligente que vive junto com sua mãe e seus irmãos, ganhando dinheiro vendendo carvão, assim como seu falecido pai.

Certo dia, ao voltar para casa após ter ido a uma cidade vender carvão, Tanjirō descobre que toda sua família foi atacada por onis, sendo que uma de suas irmãs, Nezuko, é a única que sobreviveu ao ataque. Nezuko então passa a ser um oni, mas ela surpreendentemente ainda demonstra sinais de emoções e pensamentos humanos.

Sou o fundador dos sites O Vício, Overplay e Muramasa, onde lidero a cobertura e análise da cultura pop e da indústria de videogames. Atuei como Game Designer e idealizador do Jotunheim Project, vencedor da DemoNight no BIG Festival 2014, e tive a honra de ser jurado do Anime Awards nas edições de 2024 e 2025. Sou membro da Mensa Brasil e da Intertel. No meu tempo livre, desligo um pouco das telas para focar na minha coleção de guitarras, livros e quadrinhos.


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