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A Guerra do IMAX está declarada há algum tempo em Hollywood, e o sucesso de Duna: Parte 2 (2024) é um sério indicativo de que ela está longe de acabar.

Em junho do ano passado, o ótimo Matthew Belloni publicou na Puck News um artigo que revelou a ira de Tom Cruise com a Paramount Pictures, pelo estúdio não ter resistido à imposição de exclusividade de exibição de Oppenheimer (2023) nas salas IMAX dos EUA.

Na época, Cruise tinha um filme inflacionado de US$ 300 milhões nas mãos, cuja produção foi quase inteiramente feita com câmeras IMAX, e só pôde exibi-lo nas ditas “salas premium” por uma semana.

No fim das contas, Missão: Impossível – Acerto de Contas (2023) teve uma bilheteria abaixo do esperado não apenas por ter tido uma curta exibição em IMAX. Porém, não dá para negar que poderia ter feito um pouco mais que US$ 567,5 milhões globalmente, se tivesse tido a chance de ser exibido por mais tempo nas salas onde os ingressos são mais caros.

Olhe para Duna: Parte 2 (2024), que em seu massivo lançamento em IMAX arrecadou – até agora – incríveis US$ 139,4 milhões nas salas premium ao redor do mundo.

Com o filme de Denis Villeneuve tendo arrecadado 660,7 milhões globalmente até o momento, estamos falado de 21% da bilheteria global provenientes das salas premium!

Outro grande exemplo é Oppenheimer (2023), que foi exibido por 3 semanas completas em todas as salas premium dos EUA, e teve 30% da sua bilheteria somente de exibição em IMAX.

Bem, não se sabe exatamente quanto Missão: Impossível – Acerto de Contas (2023) fez somente nas salas IMAX. Porém, se sabe que o resultado causou incômodo nos produtores, tanto que o 8º filme da franquia foi adiado, e, no adiamento, fizeram questão de garantir três semanas de exclusividade nas salas premium.

Com os calendários de exibição ficando cada vez mais concorridos, e pouquíssimos cinemas tendo estrutura para a tecnologia ao redor do mundo – nos EUA ela só está presente em 1º, vai ser curioso ver quais serão os próximos passos dessa guerra.

Se sabe que Superman (2025), de James Gunn, está sendo inteiramente produzido em IMAX e que a DC Studios está negociando uma janela de exclusividade para o filme.

Caso as negociações sejam bem-sucedidas, o acordo pode causar algum impacto na bilheteria de O Quarteto Fantástico (2025), que, até então, tem estreia marcada para apenas duas semanas após o longa de estreia do DCU.

Pois é, a Guerra do IMAX vai ganhando contornos dramáticos.

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