Estimated reading time: 3 minutos
A disputa entre Paris Jackson e os administradores do espólio de Michael Jackson ganhou um novo capítulo às vésperas de uma audiência judicial. O conflito envolve tanto a gestão financeira do patrimônio bilionário do artista quanto decisões relacionadas ao longa-metragem Michael.
Em documento protocolado no dia 20 de março, os advogados do espólio classificaram as alegações da filha do cantor como fruto de uma “completa falta de compreensão sobre como funciona a indústria cinematográfica e o papel dos produtores”.
A equipe de Paris acusa o coadministrador do espólio, John Branca, de má condução em seu papel como produtor da cinebiografia. De acordo com os advogados da artista, decisões equivocadas teriam levado a custos elevados, incluindo refilmagens extensas que custaram “dezenas de milhões de dólares“.
Parte da controvérsia envolve um acordo firmado em 1994 com a família de Jordan Chandler, que teria restringido a representação de certos aspectos da vida de Michael Jackson no filme. A existência desse acordo, revelada recentemente, teria forçado mudanças significativas na produção e contribuído para o adiamento da estreia, previsto agora para abril.
Na resposta judicial, os administradores do espólio rejeitam as críticas e defendem sua atuação: “Os executores reconhecem que são, por definição, os ‘adultos’ aqui… Eles têm sido meticulosos e conscientes na gestão do espólio.”
O documento também afirma que nenhuma despesa do espólio foi considerada irregular ao longo de seus 16 anos de administração e acusa a equipe de Paris de levantar “objeções falsas e frívolas”.
Além disso, os representantes destacam os benefícios financeiros já recebidos pela herdeira: “Paris já recebeu aproximadamente US$ 65 milhões em benefícios e ainda herdará centenas de milhões de dólares, como seu pai pretendia.”
A equipe de Paris rebateu o valor citado, classificando-o como “totalmente falso” e não comprovado. Em suas alegações, a artista também critica a forma como o espólio vem sendo administrado, especialmente no setor de entretenimento.
“Os executores parecem ter investido em projetos altamente especulativos e arriscados, apesar da aparente falta de experiência.”
Apesar das críticas, o espólio ressalta que seus administradores já produziram diversos projetos envolvendo o legado de Michael Jackson desde sua morte em 2009, ainda que não tenham experiência direta com longas-metragens, um ponto levantado pela defesa de Paris.
Nos bastidores, o espólio mantém confiança no desempenho comercial: “O espólio está extremamente satisfeito com o filme e espera que seja muito lucrativo.”
Leia mais sobre Michael:
- Siga o O Vício no Google e não perca nada sobre Cultura Pop!
- Michael: Paris Jackson critica cinebiografia e começa batalha contra espólio do cantor
- Michael: Colman Domingo responde críticas de Paris Jackson
Com direção de Antoine Fuqua (O Protetor), a cinebiografia chegará aos cinemas do Brasil em 23 de abril.
Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson, será responsável dar vida ao cantor na produção que repassa os principais momentos de sua vida pessoal e carreira.
Fonte: Deadline






Comentários