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Por muito tempo, a PlayStation se consolidou como lar dos grandes jogos focados em narrativa, incluindo God of War, The Last of Us e Uncharted, que ajudaram a definir sua identidade.
Mas, na reta final do mandato de Jim Ryan como CEO, a companhia se inclinou em direção aos títulos como serviço, algo recebido com grande ceticismo.
Um dos que mais duvidam dessa estratégia é Shawn Layden, ex-presidente da Sony Interactive Entertainment Worldwide Studios.
“Para mim, um jogo como serviço não é realmente um jogo. É um dispositivo de engajamento repetitivo”, declarou Layden em entrevista ao The Ringer.
Na visão do executivo, um verdadeiro jogo precisa ter três elementos fundamentais: história, personagem e mundo.
“Horizon, God of War e Uncharted têm esses três elementos. Por outro lado, em um jogo como serviço, basta uma ação repetitiva que a maioria das pessoas consiga compreender, a possibilidade de se comunicar com outros jogadores e o desejo de repetir isso infinitamente,” acrescentou.
Layden acredita que as empresas estão sendo seduzidas por uma promessa ilusória de lucro constante.
“É como uma miragem no topo de uma duna de areia. Você persegue, mas nunca chega lá. E, quando chega, o que você trouxe para a festa, ninguém quer jogar.”
Curiosamente, Layden foi responsável por aprovar Helldivers 2 antes de sua saída, e se trata do único sucesso inquestionável da PlayStation no formato de serviço nos últimos anos.
Layden encerrou com uma crítica direta ao mercado: “A estrada está repleta de estúdios que tentaram competir com Fortnite ou criar um Overwatch com skins diferentes. Se você entra nesse espaço com a ilusão de que vai ganhar sacos de dinheiro todos os dias pelo resto da vida, na maioria das vezes, isso não acontece.”
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Fonte: The Ringer






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