Estimated reading time: 4 minutos
Analisar o desempenho de F1: O Filme (2025) é um pouco mais complexo do que o de outros lançamentos de junho, pois a Apple Studios está lançando o longa sob um modelo de negócio bastante incomum — para não dizer inédito. Ao mesmo tempo que expande a divulgação da Fórmula 1, o projeto se escora nessa marca enorme para gerar receita. Só de patrocínios para a fictícia APX GP, a gigante da tecnologia conseguiu US$ 40 milhões (cerca de R$ 218 milhões, na cotação atual).
De acordo com o Sports Business Journal, somente a Expensify investiu uma quantia de oito dígitos para estampar sua marca no filme. O mais impressionante: já há um impacto positivo do patrocínio na empresa: “Tem sido realmente ótimo“, disse Ryan Schaffer, CFO e Diretor da Expensify. “Obviamente há muita atenção e ‘marketing juice’ por trás do filme, e o fato de termos conseguido garantir o lugar no peito dos pilotos, no carro e em tudo mais fez com que qualquer um que esteja promovendo o filme também esteja promovendo a Expensify. Então, pode ser a oportunidade de uma vida em termos de product placement, e estamos obviamente muito entusiasmados com isso.“
A Expensify ficou muito feliz com o modelo de divulgação proposto pela Apple, pois não soou forçado. Fez parte da trama. “Tínhamos alguns pré-requisitos: queríamos algo orgânico e não forçado“. Ele acrescentou: “A F1 é especial porque esses patrocinadores são uma parte importante do esporte. A equipe no filme se chama Expensify APX GP Team, o que é incrível e não forçado, porque as equipes reais de F1 têm nomes patrocinados e os carros são patrocinados. Então, estampar nosso logotipo em todos os pilotos não é algo forçado; isso é, na verdade, fiel ao esporte real.“
A Apple Studios gastou mais de US$ 200 milhões para produzir F1: O Filme (2025), mas conseguiu patrocinadores, incentivos fiscais e negociou os direitos de distribuição com a Warner. É capaz da empresa ter conseguido financiar a maior parte da produção antes mesmo da estreia nos cinemas.
Vale ressaltar que o modelo cinematográfico da Apple não tem a bilheteria como prioridade, mas sim a divulgação da marca e do seu serviço de streaming. Obviamente, por uma questão de imagem, a empresa sempre quer ver seu nome ligado a uma agenda positiva, e isso faz com que grandes fracassos de bilheteria ainda sejam prejudiciais.
Com o registro da excelente abertura global de US$ 144 milhões, a pergunta que fica é: Se F1: O Filme (2025) se confirmar como um grande sucesso comercial, mesmo não tendo feito uma bilheteria estratosférica, quanto tempo levará até os estúdios forçarem a barra com mais dramas esportivos que abram espaço para grandes patrocinadores?
Leia também sobre F1: O Filme:
- Siga o O Vício no Google Notícias e não perca nada sobre Cultura Pop!
- F1: Entenda o final do filme
- Leia a crítica de F1: O Filme
F1: O Filme (2025) está em exibição nos cinemas de todo o Brasil. Na trama, acompanhamos Sonny Hayes (Brad Pitt) em sua jornada de retorno à Fórmula 1, três décadas depois de um grave acidente que o tirou da categoria.
Joseph Kosinski, de Top Gun: Maverick (2022), é o diretor do longa.
Fonte: Sports Business Journal