Ela é uma das mais queridas femme fatales dos quadrinhos, cuja morte nas páginas de Demolidor, abalou gerações. Criada por Frank Miller, já nesta personagem o autor dava sinais de seu estilo noir, que também pode ser classificado pelos seus detratores como “grim’n’gritty”. A sensual ninja dos panos vermelhos como o sangue e cabelos negros como o coração de quem busca a vingança é a estrela deste Guia de Leitura.

Uma misteriosa assassina se interpõe no caminho de Matt Murdock, que secretamente é o Demolidor, o defensor do bairro Cozinha do Inferno, de Nova York. O que ele – e nem ela – se lembram é que esta misteriosa mulher e este intrépido super-herói já tiveram um romance no passado. Isso foi quando Matt Murdock e a grega Elektra Natchios conviviam na faculdade de direito da Universidade de Colúmbia. Mas o assassinato do pai de Elektra, faz com que ela transforme sua vida numa busca de vingança. Por isso, ela entra em contato com os ninjas do Tentáculo para que a treinem e a deixem em dia para matar o homem que encomendou o assassinato do seu pai, um importante diplomata. Mas o Demolidor fica em seu caminho. Será que Matt Murdock vai conseguir impedir Elektra Natchios de seguir com o ritmo de vingança desabalada que só pode resultar em morte?
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O encontro entre Matt Murdock e Elektra Natchios é recontado nesta minissérie recompilada em encadernado capa dura. Escrita por Frank Miller e desenhada por John Romita Jr., além de mostrar o florescente romance entre Demolidor e a sensual ninja, também ficamos sabendo como começou a carreira do vigilante da Cozinha do Inferno depois que seu pai, o lutador Jack “Batalhador” Murdock foi assassinado pelo Rei do Crime. A história de origem de Demolidor, mas de certa forma também a história de origem de Elektra.
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Este é o álbum mais luxuoso e com o maior formato estrelado Elektra já feito pela Marvel e por Frank Miller. O encadernado não tem uma história em si, parece mais um experimento narrativo trazido por Frank Miller utilizando várias temáticas caras à sua obra como o binômio sexo e violência, mas também a crueldade dos homens e a sua busca por redenção através da vida e da morte. Os temas religiosos muito presentes na mitologia do Demolidor também estão neste álbum, que vaga etereamente entre as vidas de Demolidor, Elektra e o assassino da ninja, o Mercenário.
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Nesta maxissérie em 12 edições, outra experimentação narrativa ao largo feita pelos roteiros de Frank Miller, Elektra é cooptada como agente da organização governamental conhecida como SHIELD. Sua missão é assassinar um candidato a presidente que foi dominado por um espírito ninja e ameaça acabar com o mundo começando uma nova guerra nuclear entre as superpotências dos EUA e URSS. A história se passa em um país de bananas da América do Sul e apresenta aos leitores o agente-ciborgue John Garrett da SHIELD, que acaba sendo tanto um interesse romântico de Elektra como um opositor da ninja assassina. O personagem mais tarde participaria do seriado Agentes da SHIELD. O grande desta mesmo fica para a belíssima arte de Bill Sienkiewicz.
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Nos anos 1990, muitos personagens que já estavam “mortos para sempre” retornavam para atacar mais uma vez. Foi o caso de Elektra, retornando com um rosto careca e panos brancos no lugar de seus cabelos esvoaçantes e seus trajes sumários vermelhos. Em uma fase inesquecível escrita por G. H. Chichester e desenhada por Scott Daniel em um memorável estilo chiaroscuro, o Demolidor trajava uma armadura tecnológica e cinza escura e se via às voltas com assassinos virtuais. A última saga dessa passagem trouxe o retorno de Elektra através das mãos do Tentáculo, conforme Frank Miller já havia aventado no final de sua passagem pelo Demolidor. Publicada nos últimos números da revista Superaventuras Marvel.

Aproveitando, então o retorno noventista de Elektra, G. H. Chichester e Scott Daniel, reunidos mais uma vez deram uma pincelada nos novos rumos da ninja assassina. Desta vez ela precisava enfrentar uma legião de ninjas do Tentáculo, ao mesmo tempo em que acompanhamos a formação da organização fora-da-lei e assassina através de contos recordatório. Uma alternativa de leitura melhor que a saga mencionada anteriormente. Publicada em uma edição única pela Abril Jovem em 1998.

Peter Milligan (X-Táticos, Shade) comandou a primeira fase de histórias-solo de Elektra, em alguns números ao lado de Larry Hama. Nestas histórias Elektra se encontrava com seus interesses românticos como Demolidor e um alquebrado Wolverine para quem ela e Stick serviram de mentores durante a fase Massacre. Até mesmo o Mestre do Kung-Fu chegou a dar as caras. Contudo, o mais “interessante” da fase, na época em que foi publicada era a arte de Mike Deodato Júnior e as curvas brasileiras que conferia à beldade para alavancar vendas. O brasileiro vinha direto do título da Mulher-Maravilha onde arrancava suspiros dos marmanjos. Estas histórias foram publicadas no Brasil nas revistas Marvel ‘98 e Marvel ‘99.

O famoso escritor Greg Rucka, considerado exímio escritor de “mulheres fortes”, também teve sua chance com a ninja assassina no início do século XXI, quando a linha Marvel Knights estava sob o comando de Joe Quesada. Nestas histórias Elektra cumpria algumas missões para Nick Fury ao redor do mundo e por várias vezes teve de se ver às voltas com seu passado trágico e grego. Uma curiosidade desta fase é que os desenhos das oito primeiras edições de Elektra foram feitos pelo famigerado roteirista dos X-Men, Chuck Austen. A edição de número três apresentou um polêmico “nu frontal” de Elektra. A fase de Greg Rucka contava histórias de sobrevivência e vingança de Elektra contra uma organização que a quer morta. Robert Rodi fazia uma terceira fase desta publicação, seu último suspiro, em que a mudança de tom estava mais evidente: saiam as capas sensualizadas de Greg Land e em seu lugar vinhas as magistrais artes de Bill Sienkiewicz. Os desenhos internos que estavam a cargo do brasileiro Joe Bennett passam para Ryan Choi. Como a maioria das histórias dos personagens naquela época, estes arcos poucas mudanças trouxeram ao status quo da personagem. Contudo o conteúdo “maduro” e violento, com muita sensualidade e massacres era uma constante. Estas fases foram publicadas respectivamente em Paladinos Marvel, Justiceiro/Elektra e Demolidor.

Quando Wolverine foi morto pelo assassino do tentáculo, Gorgon, uma matança sem para no Universo Marvel começou, pois o homem mais indestrutível da Terra estava sob controle da organização assassina que, mais que sobre a morte, também tinham domínio sobre a vida e a ressurreição. Foi uma equipe liderada por Elektra e Estrela Polar que comandou os esforços da SHIELD para reverter a situação do Wolverine, que havia se tornado nada mais que Inimigo do Estado dos EUA. Neste estrado, muitos oficiais da SHIELD e personagens da Marvel foram mortos e ressuscitados para servir tanto o Tentáculo como a SHIELD em um conflito épico pelas mãos de Mark Millar e John Romita Jr.


Escrita por Zeb Wells e desenhada por Clay Mann esta minissérie acontece no soturno período em que Norman Osborn esteve sob o comando do Universo Marvel inteiro. Mais que isso, foi nessa época que descobrimos que a Elektra que rondava por aí há mais de cinco anos, portanto, desde sua última edição, não era ninguém mais ninguém menos que uma skrull. A verdadeira Elektra que estava sob o jugo da SHIELD, passa então para os cuidados do MARTELO e desperta uma desesperada corrida para longe das mãos dos agentes da MARTELO e dos mercenários que querem ganhar uma grana a partir de sua captura.

Esta fase foi escrita por W. Haden Blackman (Batwoman) e desenhada por um estreante nas narrativas, Mike Del Mundo. As histórias trazem Elektra lutando para acertar as contas com seu passado, principalmente na máfia que era controlada por seu pai. Nesse meio tempo, havia sido o seu irmão que resolveu assumir os “negócios da família”. Agora, por meio de mitologias e bruxarias, ele quer cooptar Elektra para esse serviço também. Mas isso não vai ser fácil. São nessas histórias também que surge pela primeira vez o dono das indústrias HAMMER, o minotauro Dario Agger. A Panini Comics Brasil só publicou dois encadernados desta série, abandonando-a no terceiro, com arte que não era de Del Mundo.

Na época da publicação editorial da Nova Marvel, Elektra fez parte dos Novos Thunderbolts do general Thaddeus “Thunderbolt” Ross, o Hulk Vermelho. Neste time, que contava também com Agente Venom, Líder, Clemência e Motoqueiro Fantasma, Elektra desenvolve um estranho triângulo amoroso com o Justiceiro e o Deadpool. Após a dissolução da SHIELD, e durante a segunda Guerra Civil do Universo Marvel, Elektra com um uniforme azul marinho passou a liderar brevemente a equipe dos Agentes da SHIELD, na edição em quadrinhos baseada na minissérie de sucesso da televisão.

Por fim, com a vinda do hiboriano Conan para o mundo dos heróis do Universo Marvel e a ameaça à espreita do feiticeira Kulan Gath, uma nova equipe de Vingadores é formada. O bárbaro Conan, o sanguinário Venom, o medonho Justiceiro, o selvagem Wolverine, Doutor Vodu e outros junto com a mortal Elektra formam uma nova equipe de Maiores Heróis da Terra: Os Selvagens Vingadores. É aqui nesta fase em que Elektra desenvolve um relacionamento com o Doutor Estranho.






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