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Fazendo da vida do Homem-Aranha um inferno mais uma vez, a Marvel publicou uma história canônica onde ele é forçado a matar a Tia May.

O evento aconteceu em Radioactive Spider-Man #3, escrito por Joe Kelly e desenhado por Kev Walker.

Uma década à frente da cronologia atual, o Universo Marvel sucumbiu à “Era da Revelação“. Sob o punho de ferro de Revelação — o herdeiro direto do legado de Apocalipse —, o mundo foi mergulhado no Vírus-X. Esse evento deixou um grande um rastro de cadáveres e condenou os sobreviventes a mutações grotescas e irreversíveis.

Mary Jane Watson, Flash Thompson e J. Jonah Jameson morreram, e o Homem-Aranha passou por uma mutação acelerada e agressiva, ganhando mais dois braços e ficando mais próximo de se tornar um monstro.

Outra sobrevivente marcada pela tragédia foi a Tia May. Sob o efeito da mutação, qualquer gatilho de estresse a converte em uma fera roxa colossal e indestrutível.

Homem-Aranha mata Tia May em história canônica
Reprodução/Marvel Comics

Foi May quem mato uMary Jane, inclusive. Por isso, Peter trancou a tia que o criou em seu laboratório, buscando desesperadamente uma cura. A mente de May, no entanto, sumia a cada dia, com o monstro assumindo totalmente o controle

O gatilho para o colapso total de May foi o surgimento da Spider-Gwen, uma figura que habitava apenas suas memórias de luto. Diante da fúria da fera, Miles Morales despertou Peter para a realidade: aquela criatura roxa não guardava mais a essência de sua tia. Ele precisou aceitar que o papel doHomem-Aranha era colocar um fim ao rastro de destruição do monstro.

Peter, então, aplicou uma dose fatal de radiação na criatura, trazendo May de volta à forma humana para uma despedida. “Obrigada por tornar minha vida gloriosa, Peter… e por me deixar ir. Uma mãe não poderia ter pedido um filho melhor.“, disse May antes de morrer.

Homem-Aranha mata Tia May em história canônica
Reprodução/Marvel Comics

Lugar no cânone

Reprodução/Marvel Comics

Esse tipo de história é a cara de um futuro alternativo que nunca vai se concretizar, mas não é assim que a Marvel está vendendo.

O editor-executivo Tom Brevoort explicou que a Era da Revelação não é um What If, mas sim uma trama de um futuro legítimo. “Essas coisas existem, inclusive no que diz respeito aos personagens do presente. Portanto, vocês verão um certo nível de reflexo [nas histórias atuais] sobre o que acontece [no futuro].“, afirmou para o CBR.

Sei que a Marvel se tornou um grande ‘Programa do Ratinho‘ editorial, onde tudo vale pela audiência, inclusive depreciar a imagem de seu principal e mais lendário herói por anos a fio apenas para gritar por atenção. Mas, honestamente, duvido que essa decisão de cânone seja mantida definitivamente. Eles podem ser baixos, mas não chegariam a tanto.

Como Tom Brevoort afirmou que essas histórias vão refletir no presente, é bem provável que, em um futuro não tão distante, surja algum arco que mostre como o Cabeça de Teia e os X-Men evitaram A Era da Revelação.

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Fonte: ComicBookMovie

Ramon Vitor, Editor-Chefe do site, engenheiro civil convertido em jornalista, é um apaixonado por cinema, quadrinhos e pelo poder transformador da comunicação. Com um olhar analítico aprimorado por anos de estudo da indústria cinematográfica, ele mergulha em seus artigos para O Vício desde 2021, transformando sua paixão em conteúdo cativante. Descubra uma perspectiva única sobre o universo do cinema e da TV.


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