O compositor Joe Hisaishi, conhecido por seu trabalho na trilha musical de diversos filmes do Studio Ghibli, foi condecorado com a Ordem do Sol Nascente, Raios Dourados com Roseta.
O prêmio foi concedido pelo Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do governo japonês na Conferência de Condecorações de Outono de 2023.
Hisaishi, de 72 anos, estudou na Escola de Música de Kunitachi e iniciou sua colaboração com Hayao Miyazaki e o estúdio em Nausicaä do Vale do Vento (1984).
Desde então, Hisaishi já compôs a música de 13 filmes e curtas-metragens do diretor, incluindo sua produção mais recente, The Boy and the Heron (O Menino e a Garça).
“Essa é uma medalha de honra. Agradeço do fundo do coração. É um grande incentivo para mim. Continuarei trabalhando em minhas composições.”, disse Hishaishi.
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Anteriormente, o filme estava sendo provisoriamente chamado de How Do You Live?, que é a tradução literal do título original em japonês (Kimi-tachi wa Dō Ikiru ka) e o nome do livro que inspirou a trama.
Mas ao anunciar o lançamento nos cinemas norte-americanos para 2023, a distribuidora GKIDS revelou o título oficial em inglês.
O ator Soma Santoki, de 18 anos, dá voz ao protagonista Mahito Maki na dublagem original. Takeshi Honda (Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar, Rebuild of Evangelion) é o diretor de animação.
Kenshi Yonezu, conhecido pelos temas de abertura de Chainsaw Man e My Hero Academia, compôs a música-tema “Spinning Globe”.
Do que se trata a história?
Um jovem garoto chamado Mahito, em luto por sua mãe, se aventura em um mundo compartilhado por vivos e mortos. Lá, a morte chega ao fim e a vida encontra um novo começo. Uma fantasia semiautobiográfica sobre vida, morte e criação, em tributo a amizade, da mente de Hayao Miyazaki.
A trama do filme é inspirada no romance de Genzaburō Yoshino, publicado no Japão em 1937. Segundo Miyazaki, o livro é muito importante para o protagonista.
Lançamento sem marketing
Antes de sua estreia nos cinemas japoneses, o filme não recebeu trailers, sinopses ou imagens promocionais. O único material de marketing divulgado foi um pôster.
O co-fundador e vice-presidente do Studio Ghibli, Toshio Suzuki, que também atuou como produtor do longa, foi o responsável pela ideia.
Suzuki afirmou querer resgatar a época quando se ia no cinema sem saber muito sobre o filme, ao contrário dos tempos atuais com excesso de informação, e disse estar empolgado para surpreender os fãs.
Miyazaki demonstrou receio com a estratégia, mas decidiu confiar em Suzuki. No final, deu tudo certo. A produção arrecadou US$ 13,2 milhões nos primeiros três dias, tornando-se a maior estreia da história do estúdio, batendo o recorde de A Viagem de Chihiro.
Esta também foi a primeira animação do estúdio a receber lançamento simultâneo em IMAX e conseguiu a maior bilheteria de abertura em salas do formato no Japão.
Vale lembrar que segundo o próprio Suzuki, The Boy and the Heron pode ter sido o filme mais caro da história do Japão, superando O Conto da Princesa Kaguya, que custou cerca de US$ 49,3 milhões.





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