
Os lançamentos da semana da editora Salvat trazem 2 títulos bastante esperados. Podemos dizer que os lançamentos formam uma das melhores duplas até agora. Ainda tem dúvida se vale a pena? Ok, leia nossa opinião:
Bem vindo de Volta, Frank – Parte I
Nos anos 80, o Justiceiro foi um dos personagens mais populares da Marvel. Entretanto, nos anos 90, ele foi esquecido e só aparecia em tie-ins bem fracos. Os roteiristas tentaram dar poderes sobrenaturais para Frank Castle, numa tentativa de competir com os títulos de terror que a DC estava criando sob o selo Vertigo. Nos anos 2000, Garth Ennis apagou tudo isso e voltou ao “Justiceiro de raiz”, dando origem ao título do lado: Bem vindo de volta, Frank.
A série é repleta de piadas absurdas e implacáveis , Ennis emprestou seu gosto pelo humor negro ao Justiceiro, que resultou em um rejuvenescimento do personagem, atraindo toda uma nova geração de leitores.
Ennis retratou o Justiceiro como um homem reto e sombrio em um mundo cartunesco preenchido com mafiosos estereotipados, lutas com ursos polares e assassinos russos transgênero.
O trabalho doentio e penetrante que Ennis realizou com Preacher foi “transferido” para o mundo de Frank Castle, começando uma nova tendência de retratar o personagem com mais humor. Foi aqui que tivemos o resgate do Justiceiro, ele voltou a ser um cara durão e também reafirmou seu lugar entre os personagens mais populares da editora.
Então, vale a pena? Com certeza! Não deixe essa edição passar (lembrando que ela terá uma segunda parte)!
Você pode ver a lista completa da coleção, clicando aqui.
Fabulosos X-Men – Deus ama, o homem mata & Dias de um futuro esquecido
Vale mencionar que os dois títulos foram publicados recentemente pela Panini em edições de luxo. Aqui, temos a republicação de dois títulos em apenas um encadernado. O que facilita para todos terem acesso a este material.
Deus ama, o homem mata é uma história que você deve ler. Aqui Chris Claremont traz ao mundo dos X-Men, problemas que temos no mundo real. O arco serviu de inspiração para o filme X-men 2.
Mutantes sempre foram a metáfora perfeita para a nossa intolerância, preconceito e injustiça e mesmo depois de 25 anos, as críticas contidas neste título, infelizmente, ainda são verdadeiras.
O vilão é o reverendo William Stryker, ainda que a graphic novel seja bem curta, Chris Claremont conseguiu dar um ótimo desenvolvimento para o personagem. Temos um homem que odeia os mutantes e faz com que sua religiosidade sirva como uma arma mortal. O pior é que ele acredita que está fazendo a obra de Deus.
Porém, a chave aqui está na resolução do arco. Não vou soltar spoiler, mas vale a pena você ler. A conclusão da HQ provoca o leitor e nos faz refletir bastante sobre nossa sociedade. Vale lembrar que em 1982 ainda não tínhamos tantos adultos lendo, afinal, Watchmen ainda nem tinha sido escrita.
Deus ama, o Homem mata é uma obra que prova que uma ótima história pode ser contada em poucas páginas e mesmo depois de 25 anos, a história se prova atual e inteligente. Leia com carinho e atenção!
Já Dias de um Futuro Esquecido é um dos trabalhos mais famosos de Chris Claremont junto dos X-Men. O arco é marcado pela colaboração entre Claremont e o artista John Byrne, logo, é imperdível. O roteiro traz o conceito de mutantes viajando através do tempo para prevenir problemas futuros. Algo que se tornou mais comum com o passar do tempo.
Aqui, uma Kitty Pryde mais velha é enviada para o presente para prevenir um assassinato que resulta na chegada dos Sentinelas e o começo da escravidão de todos os mutantes. Quem assistiu o filme lançado recentemente, verá algumas semelhanças, mas vale ler a HQ, você terá mais prazer, pode ter certeza. A série animada (que passava na globo) também adaptou o arco, mas colocou Bishop no lugar de Kitty.
A história vale a pena para qualquer leitor. O trabalho de Claremont e Byrne influenciou vários autores, histórias e até outras mídias. Imperdível.