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Um pouco atrasados por alguns motivos técnicos damos início ao nosso rol de Melhores Leituras (e Piores, claro) de 2019. O legal é que teremos 12 categorias de leituras para você se aventurar nas avaliações que vamos publicar aqui n’O Vício. Lembrando que, é claro, eu, Guilherme Smee, não li todos os lançamentos de 2019 por motivos de espaço, dinheiro e tempo, mas o que consegui ter acesso vai ser levado em conta aqui.


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SENHOR MILAGRE, VOLUME 1, DE TOM KING E MITCH GERADS

Tem aqueles quadrinhos que toda vez que você relê ele vai revelando camadas e mais camadas de histórias e de análises. Creio que Senhor Milagre vai ser um desses e isso que eu só li o volume um. Claro, com mais calma vou fazer uma resenha com uma análise mais aprofundada no blog, eu prometo. Senhor Milagre é um quadrinho intrincado em significado e no uso da linguagem dos quadrinhos, mostrando o quanto Tom King está de posse da mídia que ele trabalha. Não que a arte magnífica de Mitch Gerads fique atrás. O que me leva a pensar que esse autor se sai melhor com personagens em que ele tem mais liberdade como o Senhor Milagre e o Visão do que com medalhões como o Batman ou em megassagas como Heróis em Crise. Contudo, ele é pau para toda obra. Mas como Grant Morrison, acaba se saindo melhor nos projetos em que envolve mais sentimento e mais de si próprio neles, como é o caso de Senhor Milagre. Como diria o Faustão: “Um gibizão desses, bicho!”. Não é à toa que a espera por ele nas patacoadas da Panini gerou tanto frisson e revolta nos nerdys.

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DESAFIADOR: RETORNO À ETERNIDADE, DE ANDREW HELFER E JOSÉ LUIZ GARCÍA-LÓPEZ

Nesta edição de Desafiador, que segue as histórias criadas por Neal Adams e depois desenvolvidas no encontro de Boston Brand com o Batman, quando ele passa a “habitar” o corpo de seu irmão Cleveland Brand, temos um destaque muito maior para a arte que para o roteiro. Isso porque a arte é feita pelo virtuose e marca-registrada da DC Comics, o desenhista José Luiz García-López. Aqui percebemos que López incorporou bem a experimentalidade narrativo-mainstream que Neal Adams aplicava em seus trabalhos para a Marvel e DC Comics, produzindo lindos layouts de páginas de uma fluidez e desenvolvimento difíceis de encontrar mesmo nos trabalhos de Adams. Além disso se pode perceber outras influências dessa vanguarda narrativista dos quadrinhos como Jim Steranko e principalmente Jim Starlin, no que tange à visualização das cosmicidades e misticalidades de alguns conceitos como os da “deusa” Rama-Krushna. Desafiador: Retorno à Eternidade é uma publicação inusitada, que não estaria disponível à toa no catálogo da Panini Comics e nem é um quadrinho muito visado, mas a narratIva de García-López vale cada centavo.

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GAVIÃO NEGRO, VOLUME 1, DE ROBERT VENDITTI E BRYAN HITCH

Meus amigues, vou dizer-lhes que gostei tanto desta nova versão do Gavião Negro quanto gostei da versão que o Geoff Johns e o James Robinson fizeram para ele quase vinte anos atrás. Isso porque as duas não desconsideram nenhuma versão das inúmeras origens e explicações da existência do super-herói alado ao longo dos tempos. Pelo contrário, elas as costuram, aproveitando toda essa mitologia conflituosa e oblíqua que as reinvenções e reinterpretações dos alter-egos de Carter Hall provocaram para si. Eu gosto muito de um elemento narrativo que é o “senso de maravilhamento” e adoro essas histórias que nos fazem embarcar numa aventura descompromissada por cenários e lugares inesperados apenas pelo fato de nos fazerem expressar “ohs” e “ahs”, apenas com a missão de nos fazer divertir, nada mais. A arte de Bryan Hitch dá uma imponência e uma importância maiores a esse quadrinho, que é lindíssimo. E, cá pra nós, Bryan, é melhor você continuar no que faz maravilhosamente bem, que são os desenhos. Adorei mesmo essa aventura ao lado de Carter Hall a fim de descobrir quem ele é. Diversão na certa! !

MULHER-MARAVILHA E LIGA DA JUSTIÇA DARK: A HORA DA BRUXA, DE JAMES TYNION IV, JESUS MERINO, EMANUELA LUPACCHINO, ALVARO MARTINEZ BUENO E ROMULO FAJARDO JR.

James Tynion IV, seu safado! Tenho curtido muito as coisas que você tem feito. Te colocam sempre em segundo plano, e mais que os medalhões, você vai lá é ZAZ! acerta em cheio! Aqui neste encadernado que traz a união de Mulher-Maravilha e a equipe que ela lidera, a Liga da Justiça Dark, ele faz muitas homenagens ao passado editorial da DC Comics. A começar a vários elementos místicos que costumavam aparecer na série do Pacto das Sombras, de Bill Willingham e que eu adorava. Outro elemento é a presença da feiticeira Circe, inimiga figadal da Mulher-Maravilha e a sua deusa-patrona, Hécate, a deusa das bruxas. Hécate, para mim, é uma das mais misteriosas deusas dos panteões clássicos e ver ela sendo explorada assim em toda a sua magistralidade me encanta bastante, só para usar palavras relacionadas à magia. Os desenhos de Jesus Merino e Emanuela Lupacchino também estão lindíssimos e deixam as histórias ainda mais interessantes de se acompanharem. A forma como Tynion IV faz com que a Liga da Justiça oficial fique de fora do caso também é hilário. Acabar a leitura deste encadernado só me deixa com mais vontade de continuar acompanhando o resto das aventuras da Liga da Justiça Dark, que eu já gostava nos Novos 52, mas agora parece que está muito melhor

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OS NOVOS TITÃS: A ORIGEM DE LILITH, DE MARV WOLFMAN E JOSÉ LUIS GARCÍA-LOPEZ

Este encadernado traz a parceria entre dois grandes nomes dos quadrinhos e que trabalharam para a DC Comics por muitos anos a fio: o roteirista Marv Wolfman e o desenhista José Luis García-Lopez. Uma das primeiras coisas que pude reparar nessa leitura é que ela é bastante condensada. O tempo que levamos para ler cinco volumes de Os Novos Titãs pode ser comparado com o tempo que levamos para ler umas oito das histórias que são atualmente publicadas pela DC Comics. Isso não deixa o quadrinho pior, pelo contrário, deixa ele mais aventuresco e mais rico em detalhes. Detalhes narrativos, estes, que são acentuados pelos desenhos cheios de nuances de José Luis García-López, que faz um trabalho magistral. Outro detalhe que pode ser reparado no traço de García-Lopez é a sensualidade mais explícita das mulheres que ele desenha, revelando detalhes de seus corpos que outros desenhistas não ousariam colocar em uma história em quadrinhos voltada para o público juvenil, como a revista era pensada na época. Uma história divertida e de boa leitura, relembrando os bons tempos da aventura super-heroica que os Novos Titãs ajudaram a marcar época.

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E CALMA BATMANÍACOS! TEREMOS UMA LISTA ESPECIAL PARA O MORCEGÃO!

É SÓ AGUARDAR E CONFIAR!



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